Pode e pôde: o passado “pôde” continua com acento obrigatório; o acento diferencial não caiu.

Mesmo na nova ortografia, continuam com acento diferencial o verbo “pôr”, o passado “pôde” e o substantivo “fôrma”.

É verdade que a nova ortografia (estabelecida pelo Acordo Ortográfico de 1990, em vigor desde 2009) eliminou vários acentos diferenciais: hoje, “pelo” (cabelo do corpo), “pera” (a fruta), e “polo” (de “Polo Norte” e “Polo Sul”) escrevem-se sem acento (até 2009, escreviam-se pêlo, pêra e pólo).

No entanto, nem todos os acentos chamados “diferenciais” deixaram de ser usados: o Acordo Ortográfico manteve o acento diferencial do verbo “pôr” (sinônimo de “colocar”) e do verbo “pôde” (passado do verbo poder).

O verbo “pôr” continua com acento para diferenciá-lo da preposição “por” (de “por isso”, “por aí”, “por mim”).

Já “pôde”, no passado, continua a ter acento, para diferenciá-lo do presente do mesmo verbo: “ele não pode” (pronunciado “póde”: presente); “ele não pôde” (passado).

Além desses dois verbos (em que o acento diferencial é obrigatório), o novo Acordo Ortográfico também estabeleceu que é permitido usar, opcionalmente, o acento diferencial no substantivo “fôrma” (uma “fôrma” de pão, de bolo), para diferenciá-lo do substantivo “forma” (“forma de dizer”, “forma de pensar”, “fora de forma”, “bela forma”, etc).

Pode-se dizer, assim, por exemplo: “Comprei uma fôrma de bolo lindinha, com forma de estrela.”

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