Nacionalidades: sempre com minúsculas em português

Sans titre

Os nomes de povos, nacionalidades, etnias e línguas são substantivos comuns – como “povo”, “etnia”, “língua”. Em português, é errado escrevê-los, no meio de uma frase, com inicial maiúscula.

Em muitos casos escrevemos nomes de povos, nacionalidades e gentílicos com maiúscula inicial por influência de outras línguas: em inglês escreve-se, por exemplo: “He is Brazilian; she is Portuguese“.  Em português, porém, deve-se escrever sempre: “Ele é brasileiro; ela é portuguesa.”

Similarmente, em francês se dirá “Ce sont deux Marocains, deux Français et un Allemand” – com maiúsculas nas nacionalidades -, mas em português deve-se escrever: “São dois marroquinos, dois franceses e um alemão.”

Até o novo Acordo Ortográfico, a ortografia de Portugal permitia o uso de iniciais maiúsculas em nomes de povos (como também o permitia em nomes de meses do ano). Na nova ortografia, substantivos comuns – como meses do ano, estações do ano, dias da semana, nacionalidades, etnias, raças, gentílicos, etc. – devem ser escritos com inicial minúscula:

“Os astecas, os maias e os incas tinham conhecimentos de astronomia.”

“Os árabes trouxeram muitas novas palavras para o português.”

“Nem todo árabe é muçulmano; os iranianos, por exemplo, são persas; a minha namorada é muçulmana, mas não é árabe nem persa – é indonésia.”

7 comentários sobre “Nacionalidades: sempre com minúsculas em português

  1. Pois é, os “macaquitos” adoram imitar os gringos.

    Agora eles estão escrevendo coisas como “12.5 %”, ” 1.8%”, ou seja, estão usando o ponto em lugar da vírgula para notar números fracionários. Em sua ignorância, não percebem o ridículo disso que escrevem ou falam.

    Aliás, ontem, na minha aula de Informática, o professor falava de um estranho tipo de arquivo: o arquivo “minificado”, devendo essa coisa significar “minimizado”, isto é, um arquivo que teve o seu tamanho reduzido!

    Esse é o problema com os cursos de Informática: os alunos desaprendem o pouco que sabem da língua portuguesa.

    Urge nacionalizar todo o léxico da Informática! Devemos criar palavras para substituir os nojentos anglicismos de que os idiotas tanto gostam.

    Querem ver uma coisa? Assistam ao telejornal da TV Cultura (SP), aquele da noite, apresentado por William de Oliveira. Os babacas dos entrevistados dizem “startar”, “compliance”, “gap”, ” link” e outras “pérolas” da língua de George Bush.

    Não são uma gracinha?

    Curtido por 1 pessoa

    • Eu acho muito engraçado essas pessoas que se colocam num nível superior aos demais quando o assunto é língua portuguesa. Como se vir aqui vomitar regra e meia dúzia de palavras difíceis fosse valer de algo para nivelar algum tipo de conhecimento.

      Está tão ocupado com a tal ignorância alheia que não é capaz de perceber a sua própria ao criticar alguém por usar ponto ao invés de vírgula ou até mesmo falar “compliance”.

      No Brasil nós temos uma vasta grade de empresas que são multinacionais com sede em países onde o inglês é a língua nativa. Com isso, muitos termos acabam fazendo parte do dia a dia daquela pessoa.

      O inglês é a segunda língua mais falada do mundo, perdendo apenas para o mandarim por conta da grande população na China. Termos em inglês estão sendo cada dia mais comuns e isso não irá mudar só porque alguém acha ser ignorante da parte de que fala.

      Não consigo me decidir quem seria mais ignorante. Você por dizer “Urge nacionalizar todo o léxico da Informática” ou um recém-nascido.

      Não são ambos uma gracinha?

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      • Olhe, Henrique, você tem um bom ponto, é claro, e sei disso porque tenho um irmão publicitário, bem preparado, inteligente e que usa alguns termos em inglês na fala corrente quando trata de assuntos do trabalho. Isso é mesmo corriqueiro e em grande medida inevitável. Mas ele mesmo é crítico dos excessos e não usa o que é evitável e até mesmo de muito mau gosto, como expressões como “wtf”, abreviada ou por extenso, ou verbos espúrios absolutamente inúteis, como estartar ou inicializar.

        Você tem mais razão que o Chauke, cuja afetação chega a ser mesmo irritante, à maneira de todos os que adotam o discurso apocalíptico de que o português está em perigo de vida (de morte, para essa gente exótica que se põe a revisar mesmo as expressões consagradas da língua por se acharem dotados de conhecimento superior que lhes daria autoridade para corrigir a falta de lógica dessas expressões), mas ele tem, sim, alguma razão, pois há mesmo excessos que, se não urge combater, porque não são matéria de vida ou morte, ao menos convém evitar.

        Eu tenho certeza de que você não comete esses excessos e o que você escreveu foi suficiente para me dar a certeza de que se expressa muito bem num registro culto da língua, mas você já deve ter conhecido quem usa e abusa de estrangeirismos cujo significado nem sequer conhece bem, para tentar compensar com o brilho do ouro de tolo a falta de substância do discurso.

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        • Tolice! Todas as línguas são influenciadas por outras culturas, surgem regionalismos, jargões, transformam-se com a sociedade e cumprem seu principal papel: comunicar.
          Ainda, cada indivíduo é um ser de sua própria época e lugar e se expressa como tal; ha grupos e grupos.
          Uns, na sua despreocupação, escrevem e falam em tempos verbais não concordantes; outros, assentam-se em rodas de chá discutindo longamente sobre a posição do pronome ao lado do verbo ou sobre o porquê um copo não pode ser chamado de glass.

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        • Não é tolice, mas critério, que se pode e se deve ter ainda que se concorde com tudo o que você escreveu, como eu concordo, até porque você se limitou a dizer obviedades: que as pessoas vivem no seu tempo, influenciam outras e deixam influenciar-se por outras, inclusive de culturas alheias, etc. Isto não significa que todas as pessoas que defendem que se tenha algum critério sejam gente afetada que discute a posição dos pronomes à mesa enquanto bebe chá, pois há posições intermediárias entre o deixe-estar-de-qualquer-jeito e o linguajar dos defuntos do século XIX. Qualquer pessoa que tenha tido o desprazer de perder meia hora com jovens publicitários ignorantes que se acham eruditos por dominarem referências obscuras da cultura pop (se é que se pode chamar cultura à “cultura” pop) sabe do que estou falando: não concluem um período simples sem lançar mão de estrangeirismos perfeitamente dispensáveis, não só léxicas como até mesmo, o que é pior, sintáticos, como o vezo de alguns de concluir frases com preposições. E não, não estou generalizando: “jovens publicitários ignorantes” é sujeito de uma oração subordinada adjetiva restritiva, e não explicativa, donde disse que apenas os jovens publicitários que são ignorantes agem assim, e não que todos os jovens publicitários sejam ignorantes e ajam assim. É que haja, no mesmo meio, quem não aja do mesmo modo que os presunçosos ignorantes que se escudam com desculpas óbvias como a sua significa que, felizmente, sempre há quem tenha critério.

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  2. Deveríamos nos importar verdadeiramente com o caráter, falta de ética e moral do povo brasileiro.
    Mas alguns imbecis ainda não perceberam que o pessoal da fala e escrita perfeita, estão ferrando esse país.
    Não adianta escrever bem, falar bem e ser mal caráter.
    Acho que deveríamos primeiro aprender o básico, para somente depois, tentarmos corrigir o caminho torno de nossos vizinhos.
    Acordem, pelo amor de Deus.

    Curtido por 1 pessoa

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