Chanceler na Alemanha, chanceleres na América Latina

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Dias atrás, o G1, portal de notícias da Globo.com, noticiou a morte do “ex-chanceler alemão Guido Westerwelle“. É claro o erro: Westerwelle nunca foi “chanceler alemão”. Foi ministro das Relações Exteriores da Alemanha – o que não é, na Alemanha, o mesmo que chanceler.

Na Alemanha e na Áustria, o ou a chanceler é o primeiro-ministro – isto é, o chefe de governo: a atual chanceler alemã, como se sabe, é Angela Merkel.

É apenas na América Latina que os ministros das Relações Exteriores recebem o título de chanceler (canciller, nos países de língua espanhola, da Argentina e do Chile ao México). Isso inclui, naturalmente, o Brasil – vide notícias recentes sobre o falecimento de um ex-chanceler brasileiro.

A nomenclatura de fato se limita geograficamente: em Portugal e Espanha, chanceler e canciller não se se usam para os respectivos ministros de Negócios Estrangeiros – mas referem-se a funcionários administrativos responsáveis pela chancela de documentos.

Os dicionários atuais, tanto portugueses quanto brasileiros – Aurélio, Houaiss, Aulete, Michaelis, Priberam, Porto Editora, Texto (Universal) – deixam todos a desejar em suas definições de chanceler: nenhum deles explica em quais países “chanceler” tem um sentido e em quais tem o outro – coisa simples e útil, que o bom e velho Dicionário da Academia Brasileira de Letras já fazia, sucintamente, em sua edição de 1972:

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