Camafeu, camafeus

O romance A Moreninha, clássico da primeira fase do Romantismo brasileiro, de autoria de Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), traz um camafeu como objeto de primeira importância no enredo.

Lembro-me do quão frustrante foi, em tempos pré-Internet, ter de ler toda a história sem saber exatamente o que era um camafeu. Por melhor que fosse a definição do dicionário, nenhuma alcançava transmitir o que uma simples imagem faz.

Comparem-se, de um lado a definição do Houaiss (“pedra delgada, ger. semipreciosa, que tem duas camadas de tonalidades diferentes da mesma cor (ou de cores diferentes), numa das quais se esculpe uma figura em alto-relevo, deixando-se à mostra a camada inferior; us. como ornamento, esp. do vestuário“); e, de outro, uma simples foto de dois camafeus:

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Há casos em que, de fato, uma imagem serve muito mais que qualquer número de palavras. Possivelmente por concordar com isso, o Priberam tem começado a incluir fotos em algumas definições (embora por vezes de gosto duvidoso – vide a desnecesária ilustração de excremento).

De todos modos, e voltando aos camafeus: como uma rápida pesquisa no Google Imagens revela, há outro significado muito usado para camafeu – aparentemente o mais usado atualmente -, que ainda não consta em qualquer dicionário: o doce de chocolate e nozes, muito usado em festas de casamentos, cuja aparência, achou alguém, lembra um camafeu tradicional:

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