O português veio do galego

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No mapa, os avanços e os recuos de cada língua no sudoeste da Europa do ano 1000 ao 2000. Como se vê, mil anos atrás quase todo Portugal e o sul da Espanha falavam árabe – e no canto noroeste da península Ibérica, na região da atual Galiza, se falava o galego medieval (que alguns autores preferem chamar, para não ofender os portugueses, “galego-português”, nome que nunca existiu historicamente), língua que acabou se expandindo em seguida a todo Portugal, que mais tarde tomou para si essa mesma língua dos galegos, rebatizando-a “português”.

O título desta publicação – que a língua portuguesa veio da língua galega – certamente será considerado demasiado óbvio para alguns, mas optou-se por abordar o tema aqui por se perceber que, ainda hoje, a quase totalidade dos falantes do português desconhecem esse fato. Nas escolas, tanto do Brasil quanto de Portugal ou de Angola, ainda se ensina que o português veio diretamente do latim – o que não é correto.

A língua portuguesa, hoje falada por mais de 250 milhões de pessoas – mais de 205 milhões só no Brasil -, formou-se (derivada do latim popular) e adquiriu as suas características atuais no canto noroeste da Península Ibérica, na região do Império Romano então chamada Gallaecia, que ocupava o que hoje é a parte norte de Portugal e a comunidade da Galiza, no noroeste da Espanha.

No ano de 409, a Galiza se tornaria um reino independente. Apenas no milênio seguinte, em 1128, é que Portugal adquiriria a sua independência; a língua falada em todo Portugal no momento da sua independência, porém, era a mesma língua falada na Galiza, onde nascera e de onde se expandira até o sul da Península – e a língua de Galiza e de Portugal se manteria a mesma ao longo da Idade Média, até que, no século de 1500, seria publicada a primeira gramática da “língua portuguesa”. A história da língua portuguesa a partir daí é conhecida: nos anos seguintes, seria levada pelos navegadores portugueses aos quatro cantos do mundo, onde se modificaria, em contato com línguas nativas, até chegar ao seu estado atual, em que é a sexta língua mais falada no mundo. Mas e o que aconteceu com o galego nesse ínterim?

Quase que o processo inverso do português: com a Galiza incorporada ao Reino da Espanha, como até hoje está, o galego foi marginalizado, sendo substituído, no uso oficial e, por fim, em toda a sua variedade escrita, pelo castelhano – o que, ao cabo de cinco séculos, acabou por castelhanizar a língua galega; perderam-se fonemas próprios do português, como as nasais, e conservaram-se os próprios do espanhol. Além da fonética, também no léxico e na sintaxe o galego moderno castelhanizou-se. Mesmo a norma ortográfica, a maneira de escrever oficialmente o galego hoje, é a castelhana: ñ em lugar do nosso nh;  ll em lugar de lh;  -n final em vez do nosso -m; e, talvez a mais óbvia característica do galego moderno escrito: substituíram-se os jotas e gês etimológicos por um sem-número de (assim, o mês de junho, por exemplo, passou a ser escrito xuño, e o mês de julho, xullo).

E em que pé está a língua galega hoje? Pois há opiniões das mais divergentes. Há, de um lado, muitos galegos que defendem que o português, nascido do galego, nunca deixou de ser a mesma língua, e que portanto o galego é a mesma língua de portugueses e brasileiros, independentemente de como seja por eles chamada; estes, na Galiza chamados “reintegracionistas” ou “lusistas”, defendem que se escreva o galego com a ortografia portuguesa, e, de modo geral, evitam, na fala, expressões, palavras e construções coincidentes com o castelhano, em favor do que é comum com o português.

Para os que nunca sequer escutaram o galego moderno nem sabem como soa, seguem um primeiro vídeo de um ilustre lexicógrafo galego que defende que o galego e o português ainda são, sim, a mesma língua; um segundo vídeo em que se defende enfaticamente que já não são a mesma língua; e um terceiro vídeo em que, em vez de debater se são ou não, uma mãe galega aparece conversando em galego com a filha, no que podemos ver vários exemplos de características marcante da nossa língua, mas também (como nos anteriores) a penetração do castelhano, não apenas fonêmica, mas inclusive nas “palavras de apoio”, aquelas usadas apenas para preencher um vazio entre dois pensamentos, como “bueno“:

Vídeo 1: 

Vídeo 2:

Vídeo 3: 

53 comentários sobre “O português veio do galego

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  5. Tradicionalmente, no galego, algũus meses se denominavam segundo os santos ou acontecimentos máis importantes do mês. Acho que ista tradiçom vém da Idade Média, como se pode comprovar coas cantigas dos séculos XIII e XIV. Ista tradiçom case está extinguida oje em dia, mantendo-se apenas nalgũus velhos. Contudo, eu uso-a; já que acho que é ũa caraterística que bem se pode manter.
    As formas “junho” (xuño) e “julho” (xullo) tampouco gozam da melhor saúde. A gente que fala galego (polo menos, na minha zona) di, “xunio” e “xulio”. Misturam as formas do castelão coas do galego. Isto é devido a que se percebe melhor a diferença antre isses dous meses fazendo isso. Caso contrário, podem confusões verbo do mês ò que refere o falante. Por isso, considero que com istes meses se deveria empregar a denominaçom tradicional no galego. Isto é: mês de Sam Joám (junho) e mês de Sam Tiago (julho). O resto dos meses, normalmente, si que se denominavam seguindo o sistema “comum”; com algũa possível coma o mês do Sam Martinho (novembro). Mais iste nom tinha a mesma frequência cos outros dous meses, os dos dous santos máis importantes da Galiza; por tradiçom e istória.
    Eu utilizo as denominações “comuns” em tôdolos meses, bardante co sexto e o sétimo.

    https://dubidasdogalego.wordpress.com/2015/03/23/a-primaveira-empeza-no-marzal/

    10 do mês de Sam Tiago do 2017

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      • Tedes sorte. Na Galiza, em teoria, tamém á diferença. No entanto, na prática, diferença-se melhor assim. Polo menos na minha zona, nom sei o que ocorre noutras zonas da Galiza. A Galiza nom é um território omogêneo, podem aver várias pronúncias. Eu apenas falo do que sei, é dizer, da minha zona. O resto da Galiza desconheço-o.
        Issas formas som ũa influência do castelão, peró distinguimos melhor o par xunio/xulio ca junho/julho. O segundo par pode apresentar dificuldades. Distinguimos melhor o “n” do “l” có “nh” do “lh”. No entanto, temos de remarcar issas letras pra marcar bem o mês do que falamos, independentemente do par escolhido. Por isso, eu emprego mês de San Joám/mês de Sam Tiago. Aí nom á confusom possível.

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    • Seu grande imbecil, as coisa são o que são. Por alguma razão a Galécia, que não existia no período pré-romano, repito, não existia no período pré-romano, é incluída na Lusitânia no período pré-romano.

      Ou seja, a Galécia NÃO EXISTIA ANTES DA INVASÃO ROMANA e quando foi CRIADA PELOS ROMANOS, ou seja, é uma mera criação romana sem existência orgânica, é incluída na Lusitânia, refletindo-se assim a organização social anterior.

      ACABOU-SE O MITO. Já só rastejas. É o estrebuchar do morto ahah

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      • Seu grande imbecil, as coisa são o que são. Por alguma razão a Galécia, que não existia no período pré-romano, repito, não existia no período pré-romano, é incluída na Lusitânia no início do PERÍODO ROMANO (Augustus 25-20 BC).

        Ou seja, a Galécia NÃO EXISTIA ANTES DA INVASÃO ROMANA e quando foi CRIADA PELOS ROMANOS, ou seja, é uma mera criação romana sem existência orgânica, é incluída na Lusitânia, refletindo-se assim a organização social anterior.

        ACABOU-SE O MITO. Já só rastejas. É o estrebuchar do morto ahah

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  7. Triste de ver o imperialismo castelhano destruindo a história da língua portuguesa (galego-portuguesa). A Galiza deveria ser um país indeoendente e o português (galego-português) seria falado por dois países na Europa, assim como é na Alemanha e Áustria, onde se fala alemão.

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  8. A intenção do texto é boa. A história percebida, e por vezes contada, tende ao reducionismo: tinha o latim, daí, pá, língua portuguesa. No entanto, a afirmação central está errada. Tão errada quanto aqueles que contestam a teoria criacionista, a interpretam mal para desqualificá-la e afirmam que “o homem veio do macaco”.

    Pois bem, os humanos e demais primatas têm um ancestral comum. Dos chimpanzés não vieram as espécies humanas. Analogamente, o português não veio do galego. O português e o galego possuem uma origem comum, isso sim. Assim como, o português e o espanhol/castelhano ou o português e o sânscrito compartilham uma protolíngua, uma origem. Origem esta que recebe denominações diversas: galaico-português, proto-galego-português, galego-português, galego antigo, galego arcaico, galego medieval, português antigo, português arcaico e português medieval.

    Agora, se o português e o galego atuais são ou não tal como o português europeu e o português brasileiro é outra discussão. Discussão acalorada tal qual língua servocroata X línguas sérvia e croata, valenciano X catalão, filipino X tagalo, língua hindustâni X línguas urdu e híndi, moldavo X romeno, dentre outras disputas secessionistas linguísticas. Isso mostra que não é um “problema” só nosso.

    O erro não haveria se não se igualasse, sem qualquer pudor ou preocupação, o galego medieval (denominação preferida do autor, como pude perceber) ao galego [atual, moderno].

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    • A comparação com “O homem veio do macaco” é pertinente – sabemos que, ao contrário do que por vezes afirmam de forma descuidada, o homem não veio do macaco, mas, sim, homem e macaco vieram de um ancestral comum. Em outras palavras, o homem veio não do macaco de hoje, mas de um “proto-macaco”. É o mesmo que ocorre com o português de hoje e com o galego de hoje – o português obviamente não veio do galego de hoje, mas da antiga língua que se falava na Galécia. O que não me permiti nesse texto foi repetir a mentira histórica que se ensina em escolas portuguesas e brasileiras – a de que teria existido uma suposta “língua galego-portuguesa”, ou um “português arcaico”, “português medieval” (em 1300, etc.). Seriam mentiras, porque o que existia era simplesmente a língua galega.

      O texto não diz, em nenhum momento, que o galego atual, moderno, é o mesmo que o galego medieval – o que é óbvio, já que talvez o mote mais recorrente de todos os textos desta página seja o de que as línguas estão todo o tempo em mudança. Se o que se fala no Brasil hoje é algo muito diferente da língua em que escrevia Pero Vaz de Caminha, é claro que o que se chamava galego em 1400 tem pouquíssimo a ver com o que hoje é chamada de língua galega.

      Mas chamo a língua galega do período medieval, da qual resultaram o português moderno e o galego moderno, de “galego”, não por “preferência” minha, mas porque nunca existiu uma “língua galego-portuguesa”. “Galego-português” é um nome fictício, inventado modernamente e que serviu para evitar ferir suscetibilidades de alguns portugueses, que não queriam ouvir que a sua língua saiu do que é hoje uma língua minoritária e marginalizada da vizinha Espanha – mas esse é o fato. Também falar em “português antigo” em referência ao que se falava em 1100, por exemplo, seria deturpar a história, já que não existia, nesses séculos, língua nenhuma chamada “português”.

      Em outras palavras, mantém-se a afirmação do título, que é correta: a língua portuguesa derivou da língua galega.

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        • Ó burro seboso, uma língua menor de uma minoria lusitana como os calaicos origionou uma língua??? AHAHAHAHHAHAHAHAHAHA E a onomástica lusitana na terra dos calaicos?? Por que é que a Galécia era aparte norte da Lusitânia mesmo no período romano (Augustus)??

          Dsse mito do romance primitivo galaico (continua a não conter o riso perante tamanha alarvidade) não há a mais pequena evidência. Não há nenhum substrato galaico, não há nada de exclusivamente galaico na língua. Absolutamente nada. Bastava teres meio neurónio para concluir isto mas tu nem isso tens. Vai trabalhar, falhadão complexado, bimbalhão acéfalo, com traumas identitários e ódio ao próprio país.

          Experimenta espalhar em públio só metade do ódio que espalhas aqui e Portugal com essas mentiras delirantes e tentativas de revisionismo de uma imbecilidade épica e com motivações puramente políticas. Para além de seres ridicularizado, que é aquilo para que vives atendendo às estudezes que arrotas, serias neutralizado em dois segundos, seu marginalizado. Ainda bem que estás identificado, denunciado e por isso tens de te esconder. Tu e a ultra-minoria de galeguistas, incluindo os infelizes a trabalhar no Brasil.

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        • Vai perguntar aos Romanos por que diabos é que resolveram chamar Lusitânia a todo o ocidente da península, seu idiota! É isto que não entendes! Julgas que os romanos chamassem Lusitânia a estas terras porque assim lhe chamassem as tribos que nela viviam! És mesmo muito ignorante e estúpido!
          E digo isto em alto e bom som todos os dias, onde quero e quando quero. Vem cá calar-me para ver o que te passa, mouro indigente!

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        • Nelinho, seboso, volta lá para a caverna galeguista de onde nunca devias ter saído e vai pregar o mito galeguista que um dia destes vai dar um bom sketch de humor.

          Como é que é mesmo?? Romance primitivo?? Galai?? Galaico?? Mas onde está ele?? Veio com um raio em noite de trovoada e depois desapareceu, foi isso?? LOOOOL

          Nunca vi tanta indigência intelectual e tanto complexo de inferioridade juntos num cocktail explosivo de imbecilidade, burrice superlativa e traição nojenta. É pá, agacha-te e desaparece. És um aborto falhado ahah

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      • Uma pergunta: era mesmo galego ou língua galega que se chamava à língua de então? Porque, salvo engano, li algures que era, simplesmente, língua geral ou algo equivalente, isto é, não se chamava nenhum nome especial, identificativo de origem, à língua corrente de então.

        Veja, não tenho dúvidas de que a língua que se falava então, a língua corrente da época, era a que se originara na Galiza em razão da evolução do latim medieval, e, neste sentido, aquela língua era, de fato, uma língua galega, que desceu da Galiza para o sul na época da Reconquista, mas o que quero saber é se, naquela época, se chamava galega a tal língua, expressamente.

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        • Pergunta muito pertinente, Rodrigo (supondo que seja você, já que não assinou). Não, os portugueses nunca chamaram à própria língua “língua galega”, o que seria outro anacronismo; na época em que Portugal se tornou independente, as línguas ainda não tinham nome – nem os próprios galegos diziam que falavam “galego” (nem os franceses diziam falar “francês”, etc.). As pessoas em geral não tinham noção de que falavam uma língua nova, diferente do latim – na cabeça delas, o que falavam era ainda o latim popular, “corrompido” ao longo de séculos. Depois da independência de Portugal ainda levaria alguns séculos até que as pessoas percebessem (ou aceitassem) que a língua do dia a dia já era tão diferente do latim que já era outra coisa; em geral, chamavam “linguagem”, sem qualificativo, à fala popular: “vertido o texto do latim em linguagem”, etc., lê-se nas primeiras traduções do latim ao falar local. O qualificativo de “português” à língua só surgiu muitos séculos depois – a primeira obra de data conhecida a usar o termo foi a “Gramatica da lingoagem portuguesa”, de 1540 – depois, portanto, até do descobrimento do Brasil. A própria carta de Pero Vaz de Caminha, que em geral estudamos como um importante exemplo da literatura da nossa língua, foi escrita em língua que era praticamente a mesma dos galegos da época – embora Caminha não chamasse à própria língua “português”, nem “galego” – e menos ainda “galego-português”…

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        • Fui eu, sim, Rodrigo. Esqueci-me de me assinar.

          Agradeço-lhe a resposta, que veio ao encontro do que li algures, em fontes em que, todavia, não sabia se poderia confiar, mas que, já à época, me pareceram convincentes.

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        • FACTO COMPROVÁVEL: não existia Galécia antes da romanização mas já existia calaicos. O que eram os calaicos?? Estrabão é taxativo: lusitanos a norte do Douro. E consta que o Estrabão não e centralista de Lisboa.

          És um português degenerado e devias ter vergonha disso.A boa notícia é que já foste apanhado e controlado. Tu, os outros tristes galegos, e uns quantos daqui que pervertem a função que têm na academia (felizmente em vão) para fazer valer convicções e desejos políticos motivados por ódio ao país.

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        • Língua galega???? AHAHAHHAHAHAHHAHHAHAHHAHAH Puro achismo sem qualquer base histórico-bibliográfica. É para rir e à gargalhada, sobretudo quando se vê em 5 minutos que essa suposta “língua galega”, a que jamais alguém fez referência antes e do século XIX e em que não há um único documento antes do século XIX, é uma mistura de Português antigo e castelhano. Sem tirar nem pôr.

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        • AHHHAHAHAHHAH Nelinho, labregóide acéfalo, as tribos era lusitanas porque todas as fontes o demonstram. Tu és simplesmente um idiota com traumas em relação a Portugal e inseguranças identitárias patológicas, apioado por meia dúzia de pategos sebosos da lusitana Galiza que se sentem miseráveis porque ninguém os reconhece em lado nenhum.

          Estrabão, a maior autoridade da península Ibérica pré-romana é claríssimo: os calaicos eram os lusitanos a norte do Douro. Os romanos e todas os autores clássicos são os únicos que sabem o que eles eram. Ou tu e os dois pseudo-académicos cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO viveram nessa época e ressuscitaram para vir anunciar a boa nova??

          És patético, tentas, EM VÃO, fazer revisionismo histórico, movido por ódio artificial a Portugal resultante de um complexo de inferioridade revelador da tua pequenez de espírito e de uma profunda limitação intelectual, manifestada através de uma inconsistência argumentativa que chega a dar vergonha alheia.

          Os calaicos eram lusitanos, como as únicas fontes que estão em condições de o assegurar deixam claro. E falavam lusitano (eventualemnte outras línguas menores). Até FOI DETETADA ONOMÁSTICA LUSITANA nas terras dos calaicos e nunca foi detatdo nada de “galaico” em lado nenhum. Nem se sabe o que é um elemento especificamente “galaico” , e nem tu nem alguma vez alguém conseguiu provar tal coisa porque simplesmente não existe. Trata-se de um mito. Puro e duro. Mais uma tese académica – “As epígrafes em língua lusitana”. A autora até menciona a “confederação lusitana”, com base nas única evidência documental que há sobre este período – as fontes clássicas. O resto é invenção e só invenção, e, portanto, ninguém te leva a sério, nem a ti nem aos renegados bimbalhões da Galiza que sofrem de um complexo de falantes de portunhol.

          O latim vulgar dos romanos, ao misturar-se com as línguas autóctones pré-latinas da Lusitânia, sim, Lusitânia porque é isso que está documentado em todo o lado (o conhecimento faz-se de EVIDÊNCIA, não de achismo), ganha as características distintivas que o farão evoluir até se tornar língua própria no Reino de Portugal em finais do século XIII. É isto que está comprovado em DOCUMENTOS.

          Um dos argumentos usados pela caverna galeguista é que a sul se falava moçárabe. AHAHAHAHHAHAHA Como se moçárabe fosse alguma língua (era LATIM), como se na Idade Média o povo fosse à escola e pudesse aprender árabe. Além de que, insisto, Orlando Ribeiro (1987) é taxativo: esses dialetos moçárabes estendem-se do extremo da Galiza ao extremo do Algarve, PERFEITAMENTE IDENTIFICADOS entre os séculos VIII e XIII.

          Mais uma vez, KO argumentativo. Esse romance primitivo galaico (a sério, não consigo para de me rir) deve ter aparecido numa noite de trovoada, trazido por um raio, e depois foi-se HAHAHAHAHAHAHA Até a imaginação dos outros dois infelizes especilaistas em ACHISMO é fraquinha.

          Fazes parte de uma ultra-minoria que está identificada (incluindo os pacóvios galegos que andam a fazer cenas tristes no Brasil), devidamente denunciada e será monitorizada. E já devias saber o que Portugal faz à escumalha abominável vendida ao galeguismo invejoso e mentiroso.

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        • É a última vez que te dirijo a palavra, seu mouro bastardo e ignorante!
          E vou admitir, não em teu favor, que tu não o mereces, mas a bem da verdade e do conhecimento de quem tiver o azar de ler essa miserável discussão em que me meti com o maior dos idiotas que tenho conhecido, que há mesmo alguma divergência nos estudos étnico-linguísticos sobre os povos e as línguas destas terras antes da chegada dos romanos: uma minoria de estudiosos realmente afirma que lusitanos e galaicos falavam uma mesma língua céltica.
          A maioria dos académicos defende, todavia, que lusitanos e galaicos falavam línguas diferentes. Desses académicos, alguns afirmam que a língua dos lusitanos e dos galaicos formavam um continuum linguístico (Sprachbund ou cluster) céltico, embora fossem línguas diferentes, ao passo que outros afirmam que os galaicos falavam uma língua céltica, mas era, na verdade, itálica a língua dos lusitanos, por apresentar traços não-célticos como o p em porcom.
          Enfim, a pesquisa académica é bem mais nuançada do que gostarias de que fosse. E não se resume ao artigo do professor estreante da Unicamp, ou ao artigo apócrifo de um sítio qualquer abrigado ao portal da Duke (que não é o mesmo que dizer que se trate de artigo da Duke) ou um verbete da Infopédia!
          Aqui encontras um resumo razoável da discussão a respeito das duas línguas:
          1) Sobre a língua dos calaicos: https://www.revolvy.com/page/Gallaecian-language?uid=0
          2) Sobre a língua dos lusitanos: https://www.revolvy.com/page/Lusitanian-language?uid=0
          Ah, e estou esperando a visitinha dos nonagenários da PIDE que insinuas ter mandado virem atrás de mim, seu mouro salazarista bastardo! Que venham! Fazes-me rir às gargalhadas!
          Se calhar, teria sido mesmo melhor que tivesse vingado a sugestão do Saramago quanto à União Ibérica: acusas-nos, a nós, de sermos portugueses falhados, pois seriam os alfacinhas os espanhóis falhados, não é?
          Em todo o caso, volta a esfregar a lata da tua casa para que não faça má figura no bairro de latas em que mora, mouro de merda!

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        • Estás a ver como tenho razão, sua aberração descerebrada??? Claro que há um continuum linguístico.

          Mais, lê bem para ver se aprendes:

          Mais um autor ESTRANGEIRO: Alan W Ertl, em “Towards an understanding of Europe” (University of Maryland” é clarinho: a Galécia, CRIAÇÃO ROMANA, estava incluída na LUSITÂNIA mesmo no período inicial da romanização (Augustus). Calma, mete gelo ahahah Esta é a evidência documental. O que tu dizes é o que tu querias que fosse. Quase que dás pena, seu enxovedo seboso. O que e que vais dizer do Alan W Ertl?? És uma perfeita anedota e sabes que o teu caminho não tem retorno. Se os galegos dizem que o estado espanhol é duro com eles, é porque nunca viram Portugal a reagir a sério perante tentativas de apropriação cultural e revisionismo histórico apoiado por pseudo-académicos reformados, senis e com agendas escondidas.

          Em “As epígrafes em língua Lusitana”: “As entidades étnicas da confederação lusitana”.
          “A relação entre os Lusitanos e Galaicos, no noroeste da península, surge assim
          mais estreita, uma vez que, até às influências romanas, estes mantiveram uma
          organização muito semelhante, o que fomentou a sua correspondência etno-cultural,
          destacando a relação linguística presente na identificação da onomástica indígena
          comum nas epígrafes do período romano.” Tudo dito.

          Ainda tens o Pidal – só mais um exemplo CONCRETO – (também não serve ahahahha?) a dar conta do sufixo -asco usado pelos lusitanos, sufixo esse usado HOJE EM DIA para formar substantivos e adjetivos: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/-asco

          Tu e a ultra-minoria da caverna galeguista, incluindo os indigentes intelectuais galegos a espalhar propaganda no Brasil (um deles até vai ao Simpósio da língua portuguesa difamar a Carolina Michaelis, essa gentalha vai ter mesmo de ser posta na ordem!), estão identificados e denunciados. Era o que faltava agora termos de levar com a escumalha renegada dos galegos a negar todas as evidências documentais e a tentar revisionismos lunáticos para terem o protagonismo que nunca tiveram porque os nobres galegos sempre foram uns fracos cobardolas do pior, sempre prontos a baixar as calças a Castela.

          Um desenho para esse teu intelecto indigente poder enxergar:

          Latim vulgar + Línguas autóctones pré-latinas do ocidente peninsular = romance ibero-ocidental

          Romance ibero-ocidental = PORTUGUÊS (Reino de Portugal, por volta de finais do século XIII). Esta transição de LATIM para a língua nova Português, a única que se formou no ocidente peninsular, está DOCUMENTADA, EXPLICADA, PASSO A PASSO, PALAVRA A PALVARA EM VÁRIAS OBRAS, uma delas no link que te enviei e com base num estudo de caso, que até é uma das obras mais emblemáticas, já em Português arcaico.

          O conhecimento faz-se de FACTOS COMPROVÁVEIS, respaldados em evidência documental e cronologia histórico-linguística objetiva, e não fantasias decorrentes daquilo que são os nossos recônditos desejos.

          És um embaraço para Portugal. Muda-te para a LUSITANA E LUSÓFONA Galiza, hoje infelizmente transformada numa das mais tóxicas províncias castelhanas, habitada por falhados da vida, alguns dos quais a querer aproveitar-se da força de Portugal e da Lusofonia para terem o protagonismo que nunca tiveram.

          Trata desse complexo, seu analfabeto funcional seboso.

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        • Lusofonia? Ah, lá está! Bem já se podia antever!
          Vai perguntar aos brasileiros o que é lusofonia: à parte uns poucos sítios na internet, que se dedicam à história da língua portuguesa, ou alguns brasileiros de ascendência portuguesa mais recente, os brasileiros nem sequer se lembram de que existimos, ou mesmo de que se fala português noutro canto do mundo que não no Brasil. Só se lembram disso nas efemérides e nas aulas sobre o Brasil colonial. Nem o nome da língua os faz lembrar do país de onde lhes veio a língua.
          Angolanos e moçambicanos também pouco se lembram da lusofonia fora de alguns foros internacionais sem a menor relevância prática ou política.
          Alimentas sonhos de grandeza, não é, Luís? Bem se vê quem é mesmo o falhado e complexado, seu mouro bastardo!

          E tu escolheste ler do que te escrevi apenas o que te deu jeito. Disseste: “Estás a ver como tenho razão, sua aberração descerebrada??? Claro que há um continuum linguístico”.

          Sim, seu quadrúpede, mas isto segundo ALGUNS académicos, e não segundo TODOS, e não segundo NEM SEQUER A MAIORIA DOS ACADÉMICOS. E mesmo estes que falam em CONTINUUM LINGUÍSTICO só falam em CONTINUUM (Sprachbund ou cluster) porque supõem que o lusitano e o calaico fossem línguas APARENTADAS, mas não A MESMA LÍNGUA, porque, se fossem a mesma língua, não faria nem sequer sentido falar de CONTINUUM LINGUÍSTICO, entendeu, cavalgadura moura dos infernos?

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      • Devias deixar de dizer disparates. O que nunca existiu foi língua galega. Isso é que nunca existiu e nem sequer existe hoje em dia. Aquilo a que se chama língua galega é português cruzado com castelhano. Isso a que se convencionou chamar “galego-português” pura e simplesmente não tinha nome porque não era uma língua, era uma protolíngua, era parte do processo evolutivo da língua portuguesa. O termo “galego-português” nunca existiu de facto e é usado para designar uma protolíngua, um linguajar distinto dos outros linguajares da Península Ibérica que nunca se considerou uma língua pois era basicamente latim. Por isso, não, o português não veio coisa nenhuma do galego. O que essa comunidade linguística falava no noroeste da Península Ibérica resultou do cruzamento entre o lusitano (sim, da Lusitânia pré-romana, origem ancestral da nação portuguesa) e o latim vulgar imposto pelos romanos. Por isso é que no noroeste peninsular se criou um idioma diferente dos outros de outras partes da península Ibérica. Os galaicos eram mercenários do herói lusitano Viriato e falavam lusitano. Os galegos não inventaram língua nenhuma, falavam o que falava toda a faixa ocidental da Península: lusitano, idioma prevalecente no extremo ocidental lusitano antes da invasão romana, misturado com o latim vulgar de Roma. O que dizes é uma falsidade anedótica porque nunca houve língua galega, jamais alguém na história se referiu a uma língua galega nem podia fazê-lo porque isso nunca existiu.

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        • AHAHAHHAHAHHAHAH

          És das figurinhas mais patéticas, aberrantes e descerebradas que pululam pela internet. Está na cara que és um labregóide do Minho com complexo de inferioridade face a Lisboa (o que de resto já nem se usa!) e que deve privar com a espelunca galeguista, alimentando há décadas o patético mito galeguista de uns badamecos frustrados com a implacável irrelevância a que estão vetados na condição miserável de galegos, ou seja, portugueses obrigados a ser espanhóis.

          O artigo da Duke University mostra EXATAMENTE o que eu disse: o português tem uma forte uma forte influência celto-lusitana e não existe nem alguma vez existiu qualquer “romance primitivo galaico”. O que alguns autores usam é a expressão “galego-português” de forma acrítica e por mera repetição de conteúdos, não se apercebendo bem da estupidez que tal expressão encerra. “Galego-português” é um dialeto latino, cujo nome correto é romance ibero-ocidental, o qual é configurado pela confluência do latim vulgar e das línguas celtas pré-latinas faladas na Lusitânia. Sim, a Lusitânia que tanto complexo te causa e a ti e aos indigentes galegos. A Galécia é uma criação de Roma e até estava dentro da Lusitânia, à luz da delimitação de Augustus (25-20 BC). Não é “galego-português” porque a Galiza mais não é do que uma pequena parte de todo o território ocidental ibérico onde este dialeto evolui até se tornar uma língua própria, já independente do latim, no Reino de Portugal, e, sublinho, apenas quase 200 anos após a criação do reino de Portugal. Esse dialeto já tinha recebido os traços diferenciadores estruturantes aquando do encontro do latim com as línguas pré-latinas da Lusitânia.

          Não apresentas as características únicas desse imaginário romance primitivo galaico (continuo a rir-me com esse suposto romance, é mau demais!) porque ele pura e simplesmente não existe nem nunca existiu. Se estás tão seguro do que dizes (na verdade não dizes nada porque não tens cérebro, limtando-te a repetir o que dizem o Castro e o Venâncio cujos excertos aqui exibidos são da maior vacuidade possível, uma mão cheia de NADA), mostra-me em que medida existe esse estágio intermédio entre o latim e o português, prova-me que é exclusivo da Galiza, não se falava nos territórios circundantes à Galiza. Que aporte linguístico exclusivamente galaico é dado à esse dialeto latino de influência celto-lusitana que o faça sofrer transformação significativa a ponto de criar uma língua galega (que nunca existiu antes do século XIX) antes da língua portuguesa. Não vais conseguir nem hoje, nem amanhã, nem na próxima vida. Não vais conseguir nunca porque não se consegue provar uma mentira, seu enxovedo seboso.

          Já agora, ficas a saber que o substrato (termo que reveladoramente significa fundamento, BASE) de uma língua é um dos seus elementos estruturantes – ora, a influência celto-lusitana do português é aquilo que essencialmente a distingue das outras línguas da Península, nomeadamente do castelhano que evoluiu mais perto do Português, sendo detetável abundantemente na fonética e também no léxico.

          De facto, não podes ser mais humilhado. Tu e esse pretenso romance primitivo galaico (pausa para RIR À GARGALHADA) que simplesmente não consegues provar. O facto de viveres do mito galeguista, da realidade alternativa e fantasiosa dos renegados galegos há décadas diz tudo sobre o quão falhado e limitado és.

          Variedade brasileira do português?? Acho excelente. E não é brasileiro nenhum nem nunca será, será SEMPRE PORTUGUÊS. Estás a ver como és um coitadinho idiota que ninguém leva a sério?? Estás cheio de minhocas nessa cabeça oca. És um mutilado psicológico. Tenho imensos amigos brasileiros, já estive várias vezes no Brasil e para mim é um orgulho que um gigante mundial como o Brasil seja lusófono. Tens nitidamente um complexo de inferioridade e um trauma qualquer face a Lisboa que é completamente incompreensível. Em Lisboa ninguém inventa nada. Todos sabem e reconhecem que o país nasceu no Norte, onde se falava inicialmente um dialeto latino de influência celto-lusitana que evoluiria para língua própria em finais do século XIII (é impossível balizar com precisão o ano, por motivos óbvios). Estás a ver o que é ser objetivo na leitura da cronologia histórico-linguística tendo como base evidência documental, seu analfabeto funcional?? Tu só deliras (ainda me estou a rir do romance primitivo galaico que certamente apareceu num sonho húmido teu e dos outros dois autores que mencionaste ahaha).

          Vai aprender alguma coisinha lendo esta análise académica sobre a Crónica de D. Fernando, de Fernão Lopes, em que se pormenoriza a passagem de LATIM para PORTUGUÊS: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/p00001.htm

          Quanto a patas, já se percebeu que gostas muito delas, em especial da quinta pata do cavalo. És uma perfeita nulidade.

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        • A tua mãe gostava muito da quinta para deste cavalo labregóide, como dizes, meu filhinho! Respeita o teu papá!
          Para responder às referências que te dei, de dois dos principais linguistas vivos de Portugal, citas um artigo apócrifo que diz ser da Duke, quando, na verdade, é meramente um apanhado histórico-limguístico muito simplificado, e um artigo de um académico da Unicamp que concluiu a licenciatura em Letras em 2013, quando Ivo de Castro e Fernando Venâncio já eram dois dos principais linguistas de Portugal. A assimetria das fontes deveria fazer-te corar de vergonha!
          Mas deixo-te agora à míngua no bairro de lata em que deves viver em Lisboa, seu mouro ignorante!

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        • O complexo do labregóide já se manifestou. Dois dos principais linguistas que defendem um mito sem qualquer evidência documental?? Isso não são linguistas. São outra coisa que eu não vou dizer porque, coitados… como é que é mesmo?? Romance primitivo, quê?? Galaico?? Porquê?? Surgido de onde?? Com base em que evidência concreta??? AHAHAHAHAHAHHAHAHA

          Linguistas cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO. Mas tudo vai ao seu lugar com o tempo. E alguns mitómanos armados em linguistas se calhar vão ter de arranjar emprego a contra histórias da carochinha que é para isso que têm jeito. Há limites para o ridículo.

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        • Nelinho das couves, seboso labregóide, citei artigos académicos consistentes de universidade estrangeiras em que os autores provam cabalmente o que dizem. Ou seja, artigos científicos.

          O que tu fazes é citar dois burros velhos senis a quem já ninguém liga há anos por manifesta incompetência. Na verdade, nunca ninguém lhes ligou, talvez por isso tenham iniciado uma cruzada fantasiosa a favor do patético mito galeguista. Académicos de pacotilha, frustrados com qualquer coisa que não se sabe muito bem o que é, e cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO. Eles estão mais para lá do que para cá, felizmente, mas na verdade nunca se livrarão do estigma de académicos de imaginação e sem credibilidade pois não comprovam o que levianamente afirmam.

          O cancro já foi detetado, não te preocupes, seu patego subletrado.

          E sim, o português é uma língua latina, com forte substrato celto-lusitano, resultante de um dialeto latino configurado pelo encontro do latim vulgar dos romanos e as línguas celtas faladas pelas tribos lusitanas de que faziam parte os calaicos, como esclarece Estrabão, a maior autoridade no que toca à Península Ibérica pré-romana. Este dialeto latino evolui em todo o ocidente peninsular (a Galiza é apenas uma pequena parte desse território). Os documentos escritos mais antigos datam do século IX, obras em que não se registam desvios significativos à grafia tradicional mas em que já estava clara a fonética celto-lusitana pelo perfil de alguns vocábulos. O testamento de D. Afonso II ainda é escrito neste dialeto latino celto-lusitano que prossegue a evolução até ganhar traços próprios e constituir-se como sistema linguístico autónomo no Reino de Portugal em finais do século XIII. Em O Livro de Linhagens (Pedro Afonso) e A Crónica de D. Fernando (Fernão Lopes), já se escreve em Português arcaico, como demonstram várias análises académicas sérias em que se fundamenta o que se apresenta, ao contrário dos bitaites lunáticos à la Castro e la Venâncio.

          Diz-se por aí que o Castro e o Venâncio viveram na Idade Média e descobriram um marciano a distribuir o romance primitivo galaico )ainda me estou a rir!) AHAHAHHAHAHA Provas é que nem vê-las, não é, seu enxovedo analfabeto??

          Mantém-te aí na caverna galeguista junto desse bando de portugueses frustrados, obrigados a ser espanhóis, e complexados por não terem língua própria e serem nativos de Portunhol ahahah

          Consta que em 2100, só em África, haverá 200 milhões de falantes nativos de PORTUGUÊS. Tu és só uma erva daninha que será erradicada como foram todas que se atreveram a virar-se contra este país que tem uma glória inigualável também porque soube atuar quando era necessário. Gentalha como tu apareceu em Portugal ao longo dos séculos e podes ir ver o que lhes aconteceu. O nosso mata-ratos é do mais eficaz que há e ratazanas do esgoto como tu têm rédea curta.

          Vai lá pôr gelo que já levaste muita porrada, sua aberração descerebrada :))))

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        • Luís,

          Chamas lusitanas às diferentes tribos que habitavam mais ou menos esta parte da Europa porque os Romanos chamaram Lusitânia a esta parte: é só neste sentido que a tais tribos se pode chamar lusitanas.
          Para ver se o mouro me compreende de uma vez por todas antes que o teu cérebro acabe de apodrecer de vez. Suponha que no extremo ocidente dum continente denominado Estultícia vivessem três grupos étnicos diferentes, que falassem línguas diferentes: os Estúpidos, que falavam estupidiano, os Idiotas, que falavam idiotiano, e os Parvos, que falavam parviano. Esse extremo ocidente do continente de Estultícia é conquistado, a certa altura, pelos Luíses, que falam luisiano. Os Luíses chamam, por ignorância, Parviânia a todo o extremo ocidental de Estultícia: a partir daí, do ponto de vista dos Luíses, os Estúpidos, os Idiotas e os Parvos serão todos tribos parvianas, isto é, tribos habitantes de Parviânia, muito embora sejam grupos étnicos diferentes, que falam línguas diferentes. Os Luíses impõem a língua luisiana a todas as tribos parvianas, mas a transmissão irregular vai formando dialetos luisianos distintos a partir dos substratos estupidiano, idiotiano e parviano. Ao longo dos séculos, os dialetos luisianos de substrato estupidiano e parviano desaparecem, e o dialeto luisiano de substrato idiotiano prevalece em todo o território da antiga Parviânia, que passa a constituir um novo Estado, denominado Alfacinía. Os alfacinhas, desejosos de se darem ares de antiguidade, se dizem descendentes dos parvianos, mas não daqueles da tribo dos Parvianos, mas sim dos habitantes de Parviânia, província do extremo ocidente de Luisiânia, misturando, portanto, etnias diferentes falantes de línguas diferentes. E chamam alfacinês à sua língua, que, na construção das origens míticas de Alfacínia, dizem ter nascido diretamente do parviano, língua dos habitantes de Parviânia, ignorando que habitavam Parviânia três grupos distintos, falantes de línguas distintas, e que o alfacinês não veio do dialeto luisiano de substrato parviano, mas do de substrato idiotiano, que era falado numa região que hoje é província de Espanha. E, como sabem todos, é melhor ser alfacinha e dizer-se falante de uma língua nascida dum dialeto luisiano de substrato parviano que de um dialeto luisiano de substrato idiotiano que se falava onde hoje é uma província de Espanha.
          Se não entendeste agora onde erras, é porque és estúpido, idiota e parvo: os romanos chamaram Lusitânia a uma terra em que viviam os lusitanos, uma das muitas tribos que habitavam esta parte; outra tribo era a dos galaicos; lusitanos e galaicos falavam línguas diferentes; o romance de substrato lusitânico (da língua falada pelos lusitanos propriamente ditos) não vingou, exceto por alguns milhares de palavras; vingou o romance de substrato galaico. Sim, o galaico era uma língua falada na Lusitânia, por uma das tribos da Lusitânia, mas não pela tribo que deu nome a Lusitânia, a dos lusitanos, e sim pelos galaicos.
          Melhor não sou capaz de fazer. Fica em paz na tua ignorância.

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      • Mais, queres ver que os galegos acordaram um dia e inventaram uma língua? De facto, isto só dá para rir. No século X são visíveis traços do lusitano porque os povos que se estabeleceram na faixa ocidental da Península Ibérica depois dos romanos respeitaram a cultura e tradições locais.

        Vamos à cronologia e vê-se bem de onde vem o português:

        Lusitânia – língua lusitana
        Invasão romana, introdução do latim vulgar que OBVIAMENTE não apagou o lusitano (na altura as pessoas não andavam de livrinho a aprender o novo idioma, ou seja, misturaram latim e lusitano). Todos os povos que se seguiram, incluindo os mouros, respeitaram o linguajar local, que naturalemnte sofreu influências dos novos colonizadores mas manteve a sua essência.

        Os galaicos falavam o quê antes das invasões romanas e depois? Antes falavam LUSITANO, depois passaram a falar LUSITANO misturado com latim e é isto que vai originar a língua portuguesa.

        Dizer-se que português vem do galego é de bradar aos céus. Tanta ignorância. Se nunca existiu uma língua galega, como é que o português pode vir de algo que nunca existiu? Esse português medieval ou “galego-português” vem do latim da zona ocidental da Península Ibérica e esse latim falado nessa zona só existiu porque se cruzou com o lusitano. Onde é que está o galego no meio disto? O que é a língua galega? Pois, como se vê, não existe nem nunca existiu. Se não tivessem sido colonizados por Castela, os galegos falarima português porque é o português a força linguística saída da civilização do extremo ocidental da Península Ibérica.

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        • És tu que devias deixar de dizer disparates, de repetir o que dizem a si mesmos alguns nacionalistas, ignorantes da história da sua própria língua, que têm horror a que o português não viesse senão do latim, e diretamente, oh, pá!

          Pois lanço-te aqui um desafio: cita uma única obra académica (friso: académica!), que pode ser livro ou artigo científico, que afirme ter o lusitano deixado, na língua portuguesa, mais que alguns poucos traços, dos quais a maior parte relativa à toponímia.

          Surpreender-te-á verificar que os lusitanos, somados a todos os outros povos pré-romanos que habitaram Portugal, deixaram não mais que mil palavras (não será demais repetir que a maioria relativa à toponímia).

          Estou aqui à espera, sentado, que é para não me cansar, das boas obras de autores de grande nomeada (mas, se não as encontrares assim, fica à vontade para citares obras medíocres de autores obscuros, desde que académicas: não vale, portanto, recorrer ao blogue “fixe” do teu primo) que te permitam dizer o que dizes e, ainda, supor que não sejas tu a dizer disparates!

          Toma o tempo de que precisares. Até 2068, se quiseres.

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        • Oh, Luís, enquanto te esfalfas para encontrar o que nunca encontrarás porque não existe, e podes procurá-lo até 2016, pelo que tens tempo, muito tempo, tempo de sobra, recosta no espaldar da cadeira e aprende um pouco com quem sabe: o Professor Doutor Ivo Castro, “Professor Emérito da Universidade de Lisboa, em cuja Faculdade de Letras ensina desde 1969 e é investigador do Centro de Linguística da mesma Universidade. Entre outros cargos, presidiu à comissão instaladora da Associação Portuguesa de Linguística (APL). É autor de livros e artigos nas áreas da História da Língua Portuguesa e da Crítica Textual. Em julho de 2017, foi homenageado no IV Congresso Internacional de Linguística Histórica, em Lisboa”.

          É suficientemente grande a nomeada do homem para que o respeites? Ou já não respeitas quem sabe mais que tu? E que eu também, reconheço-o, humildemente. Muito mais!

          Basta de circunlóquios. Ao que interessa (trecho extraído de entrevista ao Professor Ivo Castro publicada pela Revista electrónica de linguística dos estudantes da Universidade do Porto, disponível em cl.up.pt/elingup/docs/vol5/5.04_EntrevistaProfIvoCastro.pdf):

          Cristiana – Quanto às marcas que deixaram, pode comparar-se a influência do substrato galaico e do substrato lusitano?

          Ivo Castro – Não, a influência do eventual substrato galaico foi muito maior. Sendo substratos os vestígios que permaneceram no Latim das línguas pré-romanas com que entrou em contacto durante a romanização, podemos admitir, com alguma simplificação, que no território que viria a ser português, de sul até ao Douro, o Latim teve por substrato a língua dos Lusitanos, que era uma língua indoeuropeia, e que a norte desse rio contactou com uma ou mais línguas de povos a que chamaremos Galaicos, provavelmente não indoeuropeias. O resultado direto dos contactos foi o desaparecimento dessas línguas pré-romanas e a sua substituição por formas regionalizadas de Latim, matizadas por vestígios substráticos. O resultado a prazo foi a conversão do Latim dialectalizado de certas regiões em línguas românicas incipientes, a que chamamos romances. Alguns desses romances sobreviveram como línguas nacionais, outros estiolaram. O romance lusitânico foi um dos que falharam, por razões da história subsequente. O seu território foi vítima de duas invasões: a muçulmana, que difundiu a língua árabe com alguma brandura, mas durante muito tempo (cinco séculos), e a cristã da Reconquista, que impôs a língua do norte de forma mais radical. Ainda encontramos no Alentejo ou Algarve algumas palavras muito antigas, formas latinas que resistiram às duas invasões: manhaninha é um moçarabismo cuja formação (manhana + inha) conserva o –n- intervocálico desaparecido no romance do norte, de onde veio a forma dominante manhãzinha (manhã + z + inha). O romance do norte foi mais bem sucedido. O território da sua formação é a chamada Galaecia Magna, um triângulo definido por toda a Galiza, o noroeste de Portugal e, no litoral, uma faixa que desce até ao rio Vouga. Esse é o berço de um romance que, em tempos iniciais, só podemos chamar de galego-português, assim reconhecendo que nem a língua nem o povo que a falava eram internamente destrinçáveis. A destrinça viria mais tarde, quando Galiza e Portugal se tornam realidades políticas diferentes, a primeira tendo por futuro a anexação castelhana e o segundo tendo um futuro menos sombrio. A partir de fins da Idade Média, os destinos de ambos separam-se: a língua portuguesa que se reconfigura no centro e sul, e que logo será levada pela expansão, não se pode mais confundir com o galego. Mas a origem é comum, porque tinham sido comuns as modificações do Latim que mais caracterizam a língua portuguesa e a galega: lenição de consoantes intervocálicas, o apagamento da vogal final, o comportamento de sílabas de ataque inicial com pl-, cl-, fl-, que palatalizam. E, do ponto de vista lexical, bastantes vocábulos rústicos, quase todos latinos.

          Aprendeste, oh, pá?

          Vai, agora, ao trabalho, que terás muito até 2068.

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        • Ó Manelito, dás-me vontade de rir!!

          O português nasceu na Galécia???? AHAHHAHAH Diz lá, foi a varinha mágica dos galegos que criou a língua?? És ridículo! Tu e a tua teoria da geração espontânea. Patético! O que é que a Galécia ou Galiza trouxeram de elemento linguístico específico e único dessas regiões? Diz lá, seu idiota. A Galécia até era administrada por GERMÂNICOS que não mudaram nada do ponto de vista linguístico, limitando-se a respeitar o dialeto latino de influência celto-lusitana que vinha de trás, da interseção entre o latim vular e as línguas autóctones do corredor atlântico.

          O dialeto latino que origina a língua portuguesa em finais do século XIII, início do século XIV (é impossível definir com extaidão o momento em que já se tem uma língua nova independente do latim) é configurado pela confluência do latim vulgar dos romanos e a línguas celtas pré~latinas faladas na Lusitânia. É esse encontro que faz com que o latim se desenvolva numa direção diferente daquela que tomou o romance ibero-central e o romance ibero-oriental.
          Não há nada de exclusivamente galaico na língua para se dizer o absurdo que tu dizes ao sustentares que esse latim nasceu na Galécia. O latim era dos romanos e foi alterado pela influência das línguas pré-Roma da LUSITÂNIA. Basta ver o substrato do Português – celto-lusitano. Claro que as línguas celtas pré-latinas desapareceram mas deixaram a sua marca e são justamente elas que dão ao romance do ocidente peninsular o elemento diferenciador face aos outros romances da Península. Isso é discernível hoje na fonética, na morfologia e na morfologia, por exemplo. Confere aí esse artigo da Duke University dos EUA para não fazeres figuras tristes: https://web.archive.org/web/20170510110052/https://sites.duke.edu/judeolusitanica/2013/07/21/the-origin-and-formation-of-the-portuguese-language/

          Curiosamente os documentos escritos mais antigos no dialeto latino que dá Português são encontrados no CONDADO PORTUCALENSE no século IX e na Galiza APENAS no século XIII. Só mais um apontamento curioso.

          Mais, até existe um sufixo típico dos lusitanos (-asco), de origem pré-latina, que é usado hoje em dia na língua portuguesa para formar adjetivos e substantivos (eg ruivasco): https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/-asco
          Mais uma herança do património linguístico lusitano. Assim escrevem os linguistas do Ciberdúvidas, citando Pidal: “Pidal não duvida da existência em território lusitano de um povo que usava o sufixo -asco, não atribuível aos Iberos.”.

          Ou seja, os galegos não criaram língua absolutamente nenhuma nem foi na Galiza que nasceu nem o dialeto que origina a língua portuguesa nem a língua portuguesa em si. O termo “galego-português” é uma ESTUPIDEZ PEGADA porque a Galiza não tem uma única contribuição objetiva para a formação do idioma. Foi simplesmente uma pequena parte de todo o território ocidental onde evoluiu o dialeto latino de influência celto-lusitana, falado da atual Galiza ao atual Algarve. Os dialeto moçárabes são LATIM, igual ao dialeto latino falado mais a norte. Ou, espera lá, o povão, em plena Idade Média, sem acesso à educação formal, aprendeu árabe??? AHAHAHHAHA é tecnicamente impossível por isto mas também porque os mouros não impuseram a sua língua às populações cristãs, ficando o árabe reduzido aos documentos administrativos. MAIS, como refere Orlando Ribeiro (1987), são detetados dialetos moçárabes, ou seja, DIALETOS LATINOS do extremo da Galiza ao extremo algarvio entre os séculos VIII e XIII.

          Para terminar, é APENAS no Reino de Portugal que o dialeto latino falado em todo o ocidente peninsular ganha traços próprios suficientes para se constituir como sistema linguístico autónomo, isto é, é no Reino de Portugal e somente graças à evolução idiomática no Reino de Portugal que aparece uma língua nova, já independente da única língua que existira antes (Latim). Aqui está uma análise académica que detalha, com base no exemplo da crónica de D. Fernando, escrita por Fernão Lopes, já em Português arcaico, a transição de latim (eg cantigas trovadorescas) para Português.

          Vê lá se aprendes, seu ignorante atrevido. A língua nasce em Portugal e o dialeto que a origina nasce quando o latim vulgar se mistura com as línguas celtas pré-latinas faladas na Lusitânia pré-romana. De latim passando por romance ibero-ocidnetal (latim + línguas celtas pré-Roma) até Português… foi assim que se originou a língua portuguesa. Onde está o “galego” ou a contribuição decisiva da Galécia (que era na verdade o reino dos Suevos ) ou Galiza (vassala de Leão) para a formação da língua?? ZERO. ZILCH. O galego é uma língua espúria do século XIX que mistura Português antigo e castelhano. Mais nada.

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        • Dize-me lá, oh, Luís, de que manicómio fugiste?

          Levaste sete meses para reaparecer com essa resposta imbecil? E concluíste-a, para a tua vergonha, com este disparate: «O galego é uma língua espúria do século XIX que mistura Português antigo e castelhano. Mais nada.» A quem realmente conhece o tema, bastaria essa tua frase para que te tomassem pelo ignorante que és, com quem não vale a pena estar a perder mais tempo.

          Não te deste nem sequer ao trabalho de saber quem é o Professor Doutor Ivo Castro, a quem, a propósito, não chamaste idiota, como me chamou a mim, como se fosse eu a dizer o que sabem todos quantos estudam o tema, ou seja, que:

          «O romance lusitânico foi um dos que falharam […]. O romance do norte foi mais bem sucedido. O território da sua formação é a chamada Galaecia Magna, um triângulo definido por toda a Galiza, o noroeste de Portugal e, no litoral, uma faixa que desce até ao rio Vouga. Esse é o berço de um romance que, em tempos iniciais, só podemos chamar de galego-português, assim reconhecendo que nem a língua nem o povo que a falava eram internamente destrinçáveis. A destrinça viria mais tarde, quando Galiza e Portugal se tornam realidades políticas diferentes, a primeira tendo por futuro a anexação castelhana e o segundo tendo um futuro menos sombrio.»

          Sei que a alguns portugueses, inseguros como tu, custa muito e até mesmo dói ouvi-lo, mas não o vou poupar do que te pode ser algum dia útil, quando perceberes que Portugal foi e é grande pelo que foi e é, de facto, e não pelo que loucos como tu pensam que fosse e que seja: a língua portuguesa não veio do latim, mas dum romance de substrato sobretudo galaico, e não lusitano, que nasceu mais ou menos onde é hoje a Galiza, a norte de Portugal, ainda antes da existência do Reino de Portugal.

          E na língua portuguesa não ficou quase traço algum do romance lusitânico, à parte uns poucos milhares de palavras, entendeste?

          Vê lá que dizer que a língua portuguesa não veio do latim, mas dum romance de substrato galaico que nasceu onde é hoje a Galiza não significa dizer que a língua portuguesa nascesse na Galiza, como o imbecil que és parece estar a entender: o português, nasceu, sim, em Portugal (descansa, homem, que o português é mesmo de Portugal: só não vem do romance lusitânico, como te apraz acreditar!), mas é uma língua diferente do romance de substrato galaico que lhe deu origem, nascido, sim, na Galiza. Esse romance de substrato galaico não era o latim, como gostarias de que tivesse sido, mas também não era o português.

          Em miúdos, para ver se o burro compreende: o português nasceu, sim, em Portugal, mas neto, e não filho, do latim. O pai é o romance galaico a que é mesmo disparate chamar galego-português, porque não havia então Portugal, mas apenas a Galiza, de modo que àquele romance se deve chamar, mais propriamente, galego medieval, como lhe chamam muitos académicos, fica tu a sabê-lo, para que te ilustres!

          Ah, antes que me esqueça, falta responder a outro dos teus disparates, nomeadamente aquele sobre nada haver de exclusivamente galaico na língua. Senta-te e lê, descansado, o que diz a respeito o Fernando Venâncio, outro a quem creio que não terás coragem de chamar idiota:

          «Não existe razão nenhuma para supor ‘primitiva’ a nossa língua medieval. Processos
          complexos, morosos, multisseculares haviam conduzido à patente sofisticação fonomorfológica e fonolexical que a escrita do idioma demonstra no século xiii. A pretensa
          primitividade do idioma é uma racionalização anacrónica, só concebível no
          espírito desse actor então chegado à cena: o Reino de Portugal. Com efeito, o surgimento
          desta entidade política não acarretou durante muito tempo, porventura séculos,
          qualquer ruptura de importância no sistema linguístico. E não acarretou porque
          o novo reino herdou, com a maior das naturalidades, uma ferramenta comunicacional
          estruturalmente consolidada e comprovadamente eficaz. Como escreveu Ivo Castro
          (2007) a pretexto do português brasileiro e do português europeu: ‘Permanências
          e continuidades não precisam de explicação mais complicada do que a inércia’. Tal
          como o Brasil faria séculos mais tarde, o Portugal nascente adoptou o idioma criado
          no Noroeste porque era o que havia. Além disso, funcionava bem.
          Que não reste dúvida: as estruturas fundamentais da língua da Galiza altomedieval,
          aquelas que lhe davam uma feição irredutível, encontravam-se definidas e a
          funcionar em pleno no momento em que surge a escrita e, por inteira coincidência, Portugal. Essas estruturas apresentavam tamanha consistência, tamanha envergadura,
          e sobretudo tal complexidade, que a sua elaboração teve de ser longuíssima. O
          contexto humano e político era a isso propício, dada a notável estabilidade daquela
          que Carlos Baliñas, num estudo fundamental (2014), denomina ‘Galicia nuclear’».

          Encontra o trecho acima no artigo «Verbos exclusivos do galego-português moderno.
          História e metodologia», do Fernando Venâncio, que não é sem razão que cita o Professor Doutor Ivo Castro.

          Ouviste-o, ou melhor, leste-o bem? «As estruturas fundamentais da língua da Galiza altomedieval, aquelas que lhe davam uma feição irredutível, encontravam-se definidas e a
          funcionar em pleno no momento em que surge a escrita e, por inteira coincidência, Portugal.»

          É por isso que, no Norte, começa a surgir a consciência de que não somos lusófonos, mas galaicófonos! Sei que aos do Sul custa ouvi-lo, mas o País e a Língua nasceram no Norte e só depois é que desceram.

          Por fim, acusas-me de fazer figuras tristes, mas és tu que a fazes, e com o próprio artigo que citas, que pareces não ter percebido, porque em nada abonas aquilo em que precisas de acreditar. Lê, atentamente, o final do artigo:

          «Finally, the history of the Portuguese language can be divided into three distinct periods:

          Pre-Historic: pre-9th century

          The Roman invasion – Galician-Portuguese spoken traditionally near the Minho River

          Proto-Historic: 9th-12th centuries

          Galician-Portuguese moves south to the Algarve with the Reconquista

          Historic: 12th century-present

          Written sources show differentiation in Portuguese vernacular from Latin texts. Galician and Portuguese separate as two separate languages.»

          Se achas que o artigo lhe dá razão, ou bem não lês em inglês, ou bem não entendes o que lês: a cronologia que aí está corrobora o que disseram os Professores Doutores Ivo Castro e Fernando Venâncio: surge o galego-português (ou melhor, galego medieval) a norte, por volta do século IX, desce em direção ao Algarve entre os séculos IX e XII e, do XII em diante, dá o galego-português lugar dois filhos, o galego e o português, «as two separate languages.»

          Olha, homem, que, agora, para te fazer perceber o que aí está, só se to desenhar, o que não é possível neste espaço.

          Agora, sim, tens tu trabalho até 2168!

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        • AHAHAHHAHAHH Não demorei esse tempo todo, seu idiota, vim aqui para recolher justamente um excerto dos teus delírios por causa de uma discussão em que RIDICULARIZAMOS ACÉFALOS COMO TU que falam em tesourinhos deprimentes como “romance primitivo galaico” (estou a rebolar a rir até agora) ou “galaicófonos”.

          O romance lusitano falhou e o do norte prosperou. Onde estão as provas materiais disto??? O que é o “romance galaico”?? Que características específicas tinham os galegos que os diferenciavam dos que viviam ao lado nas Astúrias ou mais abaixo no Condado Portucalense. Mostra lá. É que os documentos mais antigos (século IX) do dialeto latino que origina o Português são encontrados no Condado Portucalense e não apresentam desvios significativos em relação à grafia latina tradicional. Portanto de onde é que vem esse romance galaico?? AHAHHAHAHAHAHH Isto é uma pura NULIDADE. Não tens nada, nada para apresentar. Citaste textos que são uma mão cheia de nada, não dizem absolutamente nada, não concretizam nada, não provam o nascimento de qualquer língua na Galiza, nem mostram que essa suposta língua só se falava lá e em mais nenhum território circundante. E sabes porquê?? Porque nem o dialeto de influência celto-lusitana que dá a língua portuguesa, nem a língua nova, já independente do latim, nascem na Galiza.

          Não me digas que és das abéculas que acham que um pouco mais a sul se falava árabe ou que o dialeto moçárabe era árabe??? KAKAKAKAKAKAKAK Aquele povão toda na Idade Média a aprender árabe. Meu Deus, o que é isto! Que analfabeto funcional. A falta que um cérebro faz. Sendo que, lá está, esses dialetos moçárabes foram encontrados do extremo norte ao extremo sul do flanco atlântico peninsular., como esclarece Orlando Ribeiro (1987).

          Basta ver o que é o galego – mistura grotesca e espúria de Português antigo e castelhano sem individualidade própria. Aliás, o galego não é mais do que um instrumento político criado por Castela no século XIX para separar definitivamente a Galiza da sua nação – Portugal. Sim, seu asno das perorações VAZIAS, TAUTOLÓGICAS E HILARIANTEMENTE IDIOTAS, a nação da Galiza é Portugal, como reconhece o italiano Salvi, maior especilaista do facto nacional na Europa ocidental, no livro “As nações proibidas”.

          Entre o latim e o Português há um romance ibero-ocidental que não deixa de ser um dialeto latino. E não nasce na Galécia nem na Galiza. Nasce quando o latim vulgar se mistura com as línguas celtas pré-Roma, ganhando nesse momento os traços diferenciadores para evoluir e tornando-se língua no Reino de Portugal. O pai do Português é o latim e o “galego” é o filho do Português por inseminação artificial já que não nasce organicamente. Fico à espera de documentos em, espera lá, “romance primitivo” galaico HAHAHAHAHAHAHAHAH

          O teu problema é que tu tentas romancear a origem e formação do idioma mas, além de não teres evidência empírica para justificar tal aberração, ainda te falta arcaboiço intelectual para manipular.

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        • Luís,

          Deves ser daqueles medíocres ressentidos que, sem ter luz nem grandeza próprias de que se jactar, gostam de se conceber parte dum povo escolhido que estará à testa do Quinto Império, quando voltar Dom Sebastião para nos redimir da nossa actual pequenez territorial e geopolítica (que só são um problema para gente parva, ressentida e medíocre como tu).
          Volta ao consultório do teu psiquiatra e pede-lhe que te aumente a dose do remedinho, porque a habitual claramente não está a ter o efeito que deveria.
          À vista de todos quantos realmente entendem do tema, estás a fazer papel de completo tolo.
          Citas um par de livros que devem ser tudo quanto leste a respeito do assunto, desde os tempos em que a mamã ainda te limpava o rabinho, mas desconheces quem sejam os professores doutores Ivo Castro e Fernando Venâncio. Olha que não encontrarás nem mais meia dúzia de linguistas do quilate destes dois por cá, terás de recorrer ao estrangeiro!
          E já foste humilhado pela própria fonte que citavas: o artigo da Duke, que dizia rigorosamente o mesmo que os professores Ivo de Castro e Fernando Venâncio.
          Chora quanto quiseres: no português que falas não há quase traço da língua que falava Viriato, por muito que desejes crer que a narrativa mítica da lusitanidade seja mais que isto: uma narrativa mítica. A língua que falas e a que falam os galegos de hoje são filhas do galego medieval, e que tu esperneies, praguejes e te batas não mudará este facto. FACTO!
          O teu caso não é mesmo de burrice nem de ignorância, mas de complexo de inferioridade: a língua que falamos não nasceu do latim, mas dum romance que teve origem no que é há séculos uma província “menor” (na cabeça de gente como tu) de Espanha; a variedade do português que mais interesse desperta no estrangeiro não é a nossa, mas a do Brasil, que gente como tu acha que é deturpada e a que chama brasileiro, depreciativamente; a mesma gente ignara que, todavia, espuma de raiva quando descobre que alguns brasileiros já levam a sério a sugestão e propõem chamar brasileira à sua variedade, o que nos deixaria ainda mais isolados. É mesmo triste não só a figura que fazes, mas a figura que és.
          Acalma-te, homem, estuda e aprende. Vai ler o que escrevem a respeito os linguistas, daqui e do estrangeiro! Sai da posição em que escolhestes ficar antes que te seja impossível levantares das quatro patas, se é que já não é tarde…

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        • É de morrer de rir o que o aquilo a que pândego do Luís chama análise académica pormenorizada da passagem do latim para o português: um artigozinho superficial de poucas páginas de um académico estreante da Unicamp (que pode ter evoluído muito desde então, e a quem não pretendo ofender de forma alguma, mas que está longe de ser referência nessa área).
          Divertiste-me, Luís, mas chega: volta ao estábulo e pede ao tratador que te troque o feno, porque o que tens comido não te está a fazer bem.

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        • Nelinho, seboso do Minho, o conteúdo esmagou-te eu sei. É que quando te apresentam dados OBJETIVOS, CONCRETOS, LÓGICOS, COMPROVÁVEIS, foges ao conteúdo e atacas o autor.

          Como é que é mesmo?? Romance primitivo galaico?? Onde estão mesmo as evidências?? Onde estão as obras que o comprovam?? Anda llá, pá, mostra lá a forma desse romance primitivo… foi criado por macacos que andavam aos altos na Galécia?? É que ninguém deteta esse romance tão especial, tão próprio, tão diferente do que já vinha de trás… Ah, já sei. o Venâncio e o Castro (às tantas acha-se o herdeiro da cultura castreja, pôs isso na cabeça e inventou o romance galaico para corresponder ao chamamento dos antepassados galaicos ahaha) viveram na época e entretanto ressuscitaram para dar conta do romance primitivo que mais ninguém identifica e de que não há uma única prova material.

          ACEFALIA é o teu nome do meio ahahah

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        • Então, analfabeto funcional, o sebo que abunda na tua cabeça foi-te para as teclas do computador e não consegues apresentar uma único prova material desse romance primitivo galaico?? Não consigo para de me rir com o nome.

          Licenciou-se em 2013 mas pelos vistos sabe mais que os burros velhos cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO. Imaginaram o romance galaico e não param de falar dele, mesmo que ele não apareça em nenhum lado.

          Já te estou a imaginar com esse sentimento de impotência e perfeitamente humilhado a pensar: ” Como é que nós mostramos esta treta do romance galaico”?? É que ainda não vi nada de galaico que seja diferente do dialeto luso-celta referido até em universidades estrangeiras.

          Podias aprender um bocadinho com o licenciado de 2013. Ele mostra de forma clara, concreta, palpável, objetiva a passagem do latim para o Português. Utiliza um estudo de caso, por sinal uma das mais emblemáticas e reveladoras obras, já em Português arcaico.

          E ti, o que fazes?? Alimentas o MITO do romance primitivo não sei das quantas. Acha que alguns pseudo-académicos deviam ser avaliados. Vai ter de se tratar disso, estou a ver. É que usar a academia para espalhar mitos pode ser aceitável na Galiza, para onde vão os portugueses que não têm média para entrar nas faculdades portuguesas. Em Portugal, NÃO!

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        • Luís, não te esfalfes, que não terás forças para achar o caminho de volta ao estábulo!
          E lá fizeste tu alguma análise empírica, lógica, filológica, histórica da tua própria lavra, cavalgadura?
          Fizeste o mesmo que me acusas de fazer: citaste estudos de outros, não teus! Apoiaste-te nas conclusões a que chegaram outros, não tu! A diferença é que citei académicos PORTUGUESES de grande nomeada, cá e no estrangeiro! Já tu citaste um resumo histórico-linguístico superficial, que não diz o que achas que diz, que não é um artigo académico, e um artigo muito incipiente de um académico brasileiro estreante! (Não tenho nada conta que seja brasileiro nem estreante, mas lhe falta estrada, está claro!)
          Ficas aí a acusar-me de me apoiar no Ivo de Castro e no Fernando Venâncio (como se fossem os únicos a dizê-lo! ahahah), mas não fazes outra coisa senão te apoiares em fontes de muito menor peso! Até verbete da Infopédia chamaste em teu socorro, cavalgadura!
          Vai-te em paz e enche-te de feno, para ver se te chega algum oxigénio ao cérebro!

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        • Não desvies o assunto. O Venâncio e o Castro, depois de falarem de algo que não se consegue provar, têm a mesma credibilidade do imaginário romance galaico primitivo que tu arrotas enquanto o sebo te escorre para a boca, labrego descerebrado. És o maior da aldeia, mas é só na aldeia, não te esqueças ahahah

          Eu cito estudos académicos SÉRIOS, obras de universidades estrangeiras consistentes com gente que comprova as formulações que produz.

          Tu limitas-te a citar DIVAGAÇÕES FILOSÓFICAS de “académicos” cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO, gentalha que não prova nada do que diz. Lamento, o conhecimento não serve para vertermos em pseudo-estudos achismo ou desejos recônditos motivados pelo mais tóxico e anedótico provincianismo. Se não estás bem, muda-te para a vassala dos labregos Galiza, esses portugueses obrigados a ser espanhóis.

          Em Portugal, não será permitido NUNCA usar-se a academia para se fazer valer suposições descabidas. Boa sorte para ti e para os pseudo-académicos. Entretanto, continuamos todos à espera da prova irrefutável e inequívoca dessa treta desse romance (espera aí que já me estou a rir) galaico-primitivo não sei das quantas. AHAHAHHAHAH

          Sabes quando é que vais provar isso?? No dia 30 de Fevereiro de 2100, às 16h, hora da Galiza AHAHAHHAHA

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        • Não te cansas, alfacinha, de mostrar o burrinho que és? Insistes na pantomima de dizer que apresentaste a sério estudos sérios, quando, na verdade, mencionaste um verbete da Infopédia, um resumo abrigado num sítio qualquer vinculado a Duke (que não é o mesmo que dizer que se trate de um artigo da Duke, que é uma universidade e, como tal, não escreve artigos: cita o nome do autor se fores capaz, mouro!) e um artigozinho superficial que só confirma os teus parcos conhecimentos.
          Eu não te apresentei estudos, dissertações, teses, com demonstrações objectivas, não porque não existam, pois existem aos montes, mas porque pensei que indicar autoridades que sabem do que falam, e não uns escrevinhadores salazaristas que choram o fim do Império, te faria pôr as barbas de molho e estudar o assunto. Se o tivesses feito com o mesmo afinco com que aprendeste a ortografia do desacordo, terias encontrado tantas demonstrações quantas quisesses.
          Agora, cansaste-me, mouro. E tenhona certeza de que, um dia, lerás essas demonstrações, descobrirás um novo mundo, e, quando vires que em Lisboa não se passou nada de especial limguisticamente, terás uma síncope. Lisboa não é referência para nada: nem paa o Norte nem, muito menos, para o Brasil, que nem se lembra da nossa existência, e, em breve, não o será tampouco para África. Fica aí no teu bairro de lata, a imaginar que os lusitani é que deram substrato ao romance de que nasceria o português, e não os gallaeci.
          Ah, o Ivo de Castro não dá aula na Galiza, mas aí mesmo, em Lisboa. Vai lá expor-lhe p teu vasto conhecimento, embasado na Infopédia, num resumo de algum pupilo da Duke e de um académico estreante da Unicamp que tr emocionou por estudar as Crónicas (choraste,
          Mouro?).

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  9. Muita controvérsia sobre de onde se originou.
    A maior preocupação, agora, é saber para onde vai o português de Portugal!
    Os estrangeiros estão à dar preferência pelo do Brasil, por ser mais fácil de aprender. (+ vogais).
    Gostaria de saber a opinião dos Srs!

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