Kosovo, em português, não se pronuncia “Kôsovo”

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Estas foram as primeiras olimpíadas com uma delegação do Kosovo. Em português, o nome se escreve com “K”, como manda o novo Acordo Ortográfico; e quem nasce no Kosovo é chamado kosovar (como se vê nos dicionários brasileiros, como o Houaiss, o Aulete e o de Bechara, e nos portugueses, como o Priberam, o da Porto Editora e o da Academia das Ciências de Lisboa). Como ocorre com a  maioria dos países do mundo em português, o nome leva artigo definido: diz-se “do Kosovo”, “no Kosovo” (e não *em, *de).

O que é um erro grosseiro é a pronúncia proparoxítona que se ouve na televisão, por pura cópia do inglês. Se fosse proparoxítono, o nome precisaria de acento em português. Mas a pronúncia tradicional é paroxítona – inclusive no próprio Kosovo: em albanês, língua de 90% da população local (não existe uma “língua kosovar”), a pronúncia é paroxítona.

A pronúncia proparoxítona (Kôsovo ou Kósovo), portanto, é uma cópia do inglês. Em português, pronuncie-se mesmo de forma paroxítona.

Outro erro que cometem alguns brasileiros e portugueses puristas é deturpar o nome do país escrevendo-lhe com “C” (há puristas que querem que se escreva Cosovo ou Cossovo): – trata-se, ademais, de ignorância linguística: passados estão os tempos em que a letra “K” era banida da língua portuguesa. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor no Brasil e em Portugal é explícito: a letra “K” deve ser usada, em português, precisamente para grafar os nomes próprios, de pessoas e localidades estrangeiras, que levem essa letra em sua versão original (o próprio acordo dá como exemplo “Kuwait”) – e deve ser usada, prossegue o texto do Acordo, também em seus derivados (como “kuwaitiano”): portanto, diga-se (e escreva-se), em português, kosovar, comum de dois gêneros, como já está nos dicionários atualizados:

ko·so·var
(Kosovo, topónimo + -ar)

adjetivo de dois géneros

1. Relativo ou pertencente ao Kosovo.

substantivo de dois géneros

2. Natural ou habitante do Kosovo.

“kosovar”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], http://priberam.pt/dlpo/kosovar [consultado em 22-08-2016].

22 comentários sobre “Kosovo, em português, não se pronuncia “Kôsovo”

  1. Em albanês, como se vê aqui, é Kosova, não Kosovo: https://sq.wikipedia.org/wiki/Kosova

    As sílabas, para mim, têm mais ou menos a menos tonicidade: http://forvo.com/word/kosova/#sq Eu não consigo identificar se é proparoxítono ou paroxítono. Aqui se diz que o acento tônico albanês é quase sempre na última sílaba: https://en.wikipedia.org/wiki/Albanian_language

    A escrita Kosovo é da língua sérvia e soa-me mais como proparoxítona: http://forvo.com/word/%D0%BA%D0%BE%D1%81%D0%BE%D0%B2%D0%BE/#sr

    Artigo interessante (em inglês): http://www.slate.com/articles/news_and_politics/explainer/1999/04/how_do_you_pronounce_kosovo.html

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    • Como foi dito no texto (e dito também no último artigo que você postou), Luciano, a pronúncia do nome em albanês é paroxítona, sempre. E, sim, o albanês é das línguas em que a terminação do substantivo varia (Kosova, Kosovës, etc.) (mas é sempre paroxítono). Por isso tomei o cuidado de dizer que o nome do país em albanês se escreve com “K”, mas não de dizer que escrevem “Kosovo”.

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      • Sinto muito, Rodrigo, mas discordo completamente. Achar que levamos em conta a pronúncia em sérvio me parece ingenuidade – é óbvio que os jornalistas brasileiros simplesmente repetem a pronúncia que ouvem na BBC e afins, e não na TV do Kosovo. Do mesmo modo que nossos jornalistas pronunciam os nomes russos à inglesa, os nomes árabes à inglesa, até alemães (“Nuremberg” não é mais que um anglicismo, afinal).

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        • Caro,
          Vamos com calma, para não misturarmos o que no meu comentário não está. Concedo, de bom grado, que os jornalistas copiassem a pronúncia inglesa, irrefletidamente, embora saiba que, p. ex., a TV Globo costuma recorrer a consultores para estabelecer a pronúncia de nomes estrangeiros conforme as línguas de que provieram, e chegam a ser nisto irritantes por muito afetados, melhor seria que os pronunciassem à brasileira mesmo.
          O ponto é, todavia, outro. E qual é ele? A pronúncia correta do nome do lugar. Você é o especialista, corrija-me, portanto, se eu estiver errado, mas, exceto casos em que já se tenha assentado em português uma pronúncia multissecular, por muito distinta que seja do original (como Pequim o é de Beijing), a pronúncia na língua de origem importa para definir a forma do aportuguesamento, caso contrário o Luciano e você não teriam aludido à tonicidade da palavra em albanês. E, neste caso, até onde sei, não há pronúncia tradicional do nome desse lugar assentada a ponto de nos permitir ignorar a existência de duas grafias e duas pronúncias distintas nas duas línguas daquele lugar.
          Assim, releva, e muito, saber que critério o amigo adota para dizer que a pronúncia só pode ser paroxítona. O da acentuação gráfica é mau critério, pois se poderia simplesmente acentuar a palavra se se considerasse proparoxítona.
          Eu teria reconhecido a independência do lugar e lhe chamaria Kosova, com pronúncia paroxítona, por ser o albanês língua da maioria que lutou e conquistou a independência, mas não negaria que há no mesmo lugar quem lhe chame Kôsovo, em sérvio.
          Um abraço,
          Rodrigo.

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        • Direto ao ponto central de sua pergunta: a pronúncia correta só pode ser a paroxítona porque paroxítona é a pronúncia local (a língua oficial usada pelo governo e falada por quase toda a população é o albanês, em que o nome é paroxítono) e porque paroxítona é a acentuação padrão do português. Estatisticamente quase todas as palavras da língua o são, e mesmo muitas que não o eram em latim ou grego passaram a sê-lo em português. Para que uma palavra seja proparoxítona em português, algo tem de o provocar – geralmente, razões etimológicas. Em não sendo o caso com o topônimos em apreço, pronunciar Kôsovo é uma simples afetação – tanto como o é pronunciar récorde, rúbrica ou púdico. Abraço.

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        • Caro,

          Mas é o caso com o topônimo em apreço: há dois étimos, um albanês e um sérvio; aquele é paroxítono, este, proparoxítono; se geralmente são razões etimológicas que levam a que seja proparoxítona uma palavra em português, temos pelo menos um étimo (o sérvio) que justificaria escrever Kôsovo.

          A estatística não é, aqui, penso eu, bom parâmetro, justamente por haver um étimo que justificaria a exceção à regra. Pode-se dizer, e não seria mau argumento, que, existindo dois étimos, dos quais um se pronuncia de modo mais afeito à índole da língua, a este é que se dará a preferência, mas não me parece que isso seja suficiente para excluir a possibilidade do aportuguesamento do étimo sérvio.

          Não seria o primeiro caso de nome de país com duas grafias diferentes: ocorre-me, por exemplo, Turcomenistão e Turquemenistão, e, salvo engano, as duas grafias não se devem às diferenças entre as variantes europeia e brasileira da língua.

          Abraço,
          Rodrigo.

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        • Caro,

          Em tempo: não sou especialista em espanhol, língua em que não sou tampouco fluente, mas me parece que também nessa língua a paroxítona seja a acentuação padrão, tanto que se acentuam as palavras agudas (oxítonas), esdrújulas (proparoxítonas) e sobreesdrújulas (não sei como se diria isto em português), mas não se acentuam as palavras graves (paroxítonas).

          E, no entanto, a Fundéu BBVA, cujo presidente é também diretor da Real Academia Espanhola, considera válidas tanto Kósovo quanto Kosovo com base exatamente nos argumentos que também acho pertinentes para o português: http://www.fundeu.es/recomendacion/kosovo-y-pristina-sin-tilde-397.

          Abraço,
          Rodrigo

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        • No espanhol, as esdrújulas e as sobreesdrújulas acentúanse sempre. As palabras graves acentúanse sempre, agás se remata em vogal, n ou s (se hai algúm grupo de consoantes coma -ps, témo-lo exemplo de bíceps). E as agudas só se acentuam se rematam em vogal, n ou s.
          Voltando ao tema, eu som galego e espanhol (polo tanto, sei falar com fluidez as 2 línguas) e eu sempre vim escrito Kosovo, com acentuação grave. Podo que estea admitido Kósovo, mais não é a pronúncia mais utilizada e penso que esta opção sobraba; quero dizer, se a RAE decide que Kósovo deixe de ser normativo, pouca gente se decataria. Coido que o se português decide admitar unicamente a Kosovo, pois tampouco pasaria nada.

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        • Caro Anónimo,

          Não é bem assim, porque boa parte, se não a maioria dos falantes de português (do brasileiro, ao menos) diz “Kôssovo”, e não “Kozôvo”.

          Na página da Real Academia Espanhola, diz-se que a grafia Kosovo (e, portanto, a pronúncia “Kossóvo”, transcrição aproximada que faço do som que acho ouvir quando essa palavra é proferida por um falante do espanhol) é a tradicional, e que o seja também em português não ponho em causa, mas o que disse antes segue verdadeiro: vai ouvir muito mais gente dizer “Kôssovo” que “Kozôvo” ou mesmo “Kôzovo”.

          Que seja por influência do inglês pouco importa, pois, de fato, há, no lugar de que se trata, as duas pronúncias. A bem da verdade, a pronúncia albanesa não só é paroxítona, como terminada em a: Kosova.

          Enfim, acho bom o argumento da RAE, e não vejo por que não admitir, em português, em que as razões para o fazer são, neste caso, rigorosamente as mesmas, as duas grafias e as duas pronúncias.

          Um abraço,
          Rodrigo.

          Obs.: Quando diz que as palavras graves se acentuam sempre em espanhol, exceto quando terminam em vogal, n ou s, dá a impressão a quem o lê de que quase sempre as palavras graves vêm acentuadas, porquanto só se deixam de acentuar nos casos excepcionais de que tratou, mas a verdade é que os casos em que as palavras graves terminam em consoantes que não n ou s são muito mais raros, de modo que melhor seria ter dito que as palavras graves não se acentuam, exceto quando terminam em consoantes que não n e s.

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        • túnel, lápiz, póster… As graves, no espanhol, acentúamse sempre; agás cando rematam em vogal, n ou s. Mais, como bem dizias, não é habitual ver uma palabra grave acentuada; xa que no espanhol a meirande parte das palabras rematam em vogal, n ou s.
          Voltando ao tema Kosovo, coido que neste caso debe ser Portugal quem elixa como se escreve este país, ao serem os 2 da Europa. Ao igual que debe se-lo Brasil quem elixa como se escrevem os países americanos ou a Angola e o Moçambique os países africanos (Malawi). Após todo, som os portugueses os que mais falam do Kosovo. E se o Brasil não reconheceu a independência do Kosovo (igual cá Espanha), pois o mais probábel é que moita gente não conheça a existência deste país. É mais, probabelmente, moita gente conheceu a existência do Kosovo polos Jogos Olímpicos. Mais, se hai moita gente que não conhece a existência das ilhas Fiji, Taiti, Bangladesh ou o Iémen, dubido moito que conheçam o Kosovo. Desafortunadamente, a realidade é que segue a haber moita gente ignorante.

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  2. Os brasileiros que falam Kôsovo o fazem porque a primeira vez que ouviram falar de Kôsovo em suas vidas foi no Jornal Nacional, com o William Bonner falando Kôsovo, porque a cobertura de política externa no Brasil, por sua vez, é mera tradução das notícias das redes americanas e inglesas.

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    • Caro,

      Continua a passar ao largo do meu ponto: não importa por que os brasileiros que pronunciam Kôsovo (na verdade, Kôssovo) o fazem, e admito que o façam pela razão que apontou; importa, sim, que, no lugar de que se trata, há duas línguas, numa das quais o nome desse lugar é proparoxítono, o que justifica considerar legítima também essa forma, como, aliás, o faz a RAE, sem deixar de recomendar, todavia, a forma paroxítona, por mais tradicional, o que me parece não só razoável, como o correto* que fazer neste caso.

      Com o devido respeito, que lhe tenho sempre, mas deixar de admitir a dupla grafia e a dupla pronúncia pelos motivos que apresentou até agora não me parece nada, absolutamente nada, razoável nem correto*, muito menos quando o amigo admite, noutros tantos casos, formas não canônicas que havia muito que caíram em desuso quando foram recuperadas.

      Ora, se o bom povo fala como fala quase sempre por boas razões, não deixará de ter razão em o fazer apenas porque, provavelmente, o fez por influência do inglês, notadamente por ter ido o inglês buscar essa forma numa das línguas do lugar.

      Um abraço,
      Rodrigo.

      P.S.: “Correto” não tem aqui acepção moral alguma, indicando tão só o antônimo de “incorreto”, de “errado”.

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    • Caro:

      Na verdade, devo, a bem da precisão, retratar-me parcialmente, porque você escreveu que a pronúncia proparoxítona (Kôsovo ou Kósovo) era cópia do inglês, e eu disse que persistia no erro de assim a considerar.

      Se se admitir que foi mesmo o inglês a fonte da pronúncia paroxítona, como já o admiti, não há na sua afirmação erro algum. Há erro, sim, na recomendação peremptória que dela extrai: “Em português, pronuncie-se mesmo de forma paroxítona”.

      São questões distintas a do motivo por que os brasileiros pronunciam Kôsovo e a da admissibilidade ou inadmissibilidade dessa pronúncia, como espero ter demonstrado: começou-se a pronunciar Kôsovo por influência do inglês, e se mais razão alguma houvesse para essa pronúncia, eu mesmo concordaria em que devesse ser absolutamente evitada, mas como, de fato, há razão que a justifique, não vejo por que não a admitir, independentemente de as paroxítonas predominarem em português, o que é uma regra geral com não poucas exceções.

      Um abraço,
      Rodrigo.

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      • Caro, respondo só agora, com mais tempo e paciência: a ideia de criar um aportuguesamento “Kôssovo” ou “Kôsovo” não faria sentido e seria inadmissível por dois motivis: porque essas formas não seriam nem português nem língua nenhuma, e porque não se podem criar aportuguesamentos novos a bel-prazer; para que cada um possa pronunciar o nome como se queira, aportuguesadamente ou segundo a forma original, existe a possibilidade de manter o nome na grafia original – escreve-se “Miami”, e cada um fala como quiser. Mas criar um aportuguesamento hoje não funcionaria porque, se cada um criar o aportuguesamento que lhe apetecer, logo ninguém mais se entenderia; e, principalmente, porque em geral a maioria dos topônimos já tem uma forma aportuguesada, ainda que desusada – é o caso do Kosovo, que já fora latinizado, séculos atrás, sob a forma Cossovo/Cosovo – que você encontrará em antigos textos italianos, espanhóis, franceses e portugueses; é Cossovo, aliás, a forma usada até hoje pelo dicionário Aurélio – vide nele o verbete “cossovar”; e Cossovo obviamente só pode ser pronunciado de forma paroxítona em português, o que inclusive condiz com a tendência paroxítona da nossa língua. Todos os demais dicionários, porém, adotaram a forma Kosovo – e fazem bem, à luz do Acordo Ortográfico e da tendência mundial de restringir a um mínimo o uso de “traduções” de nomes geográficos. É isso. Abraço.

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        • Caro,

          Digo-lhe, com toda a sinceridade, que não entendi porque Kôssovo não seria português nem língua nenhuma, já que seria o aportuguesamento do nome do lugar conforme a sua pronúncia numa das línguas que lá se falam, o sérvio, tanto quanto Kosovo é o aportuguesamento da pronúncia albanesa. Como já demonstrei, em espanhol há o equivalente Kósovo, considerada correta, assim como Kosovo, pela própria Real Academia Española, com base justamente neste argumento.

          Quanto à impossibilidade de criar aportuguesamentos novos a bel-prazer, concordo em que se trate de questão de prudência, para evitar a proliferação de muitas formas divergentes. No entanto, como o amigo saberá melhor do que eu, o uso faz, frequentemente, a norma, e é muito mais frequente que se ouça Kôssovo que Kosovo (Kozôvo), pelo que me é lícito especular que os dicionários não tardarão a registrar também essa grafia, que, aliás, é, sim, usada por alguns diplomatas brasileiros, como o demonstram artigos e livros que podem ser encontrados pelo Google.

          Da minha parte, depois de me inteirar de toda a questão, de ler o que escreveram todos a respeito, de ver como a RAE tratou a questão e de considerar a minha própria preferência, vou usar, nas raras vezes em que disser ou escrever essa palavra, Kôssovo, por considerar desagradável a pronúncia cozôvo, além de artificial, já que também em albanês o esse tem som de esse duplo.

          Que muitos nomes de lugares tenham som de esse duplo em espanhol e de zê em português não me convence neste caso, porque os topônimos espanhóis são conhecidos há muito dos falantes de português e nessa língua se fixaram, também há muito, com a pronúncia que conservam, ao passo que é muito recente que portugueses e brasileiros digam ou escrevam Kôssovo em qualquer das suas formas, o que justifica a persistência da divergência e até a tomada de posição a respeito das possibilidades de grafar o nome.

          Eu não sou nenhum dicionarista ou gramático de nomeada, mas me dou o direito de fazer as minhas próprias escolhas, quando me parecem justificadas, bem embasadas, em que pese à divergência das autoridades na língua.

          Um abraço,
          Rodrigo.

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        • Caro, o que quis dizer com que não seria português é que um aportuguesamento pleno seria Côssovo, não com “K” – com o mesmo C, aliás, que a forma registrada por Aurélio. Diferentemente de nós, os espanhóis não têm restrições ao “k” – a mesma RAE manda escrever bikini, “mejor que biquini”, por exemplo. O meu entendimento simplesmente é que outra das vantagens de se usar a forma original do nome, liberdade que o novo Acordo nos dá, é justamente que cada um o pronuncia como quiser – escreve-se Malawi, e quem quiser pronunciar Malávi o faz, quem quiser pronunciar Malauí o faz, quem quiser pronunciar Maláui o faz, e por aí vai. Idem com Kuwait / Cuvaite / Coueite, etc. O que não me parece sensato é cada um começar a escrever como lhe apetecer – embora, é verdade, não possa eu, nem ninguém, proibi-lo de o fazer. Só o que insisto é: se é para aportuguesar, se quer marcar posição, minha recomendação pessoal seria que usasse a grafia Côssovo. Mas se trata, é claro, de pura sugestão – como bem diz, você tem toda a liberdade – e inclusive discernimento e conhecimento suficientes – para tomar as suas próprias decisões linguísticas. Um abraço.

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  3. Caro,

    Entendi o seu ponto e, repensando a minha posição à luz dele, acho que escreverei Kosovo, mas pronunciarei côssovo. Não é, no meu caso, por influência inglesa, porque eu pronunciava cozôvo até ler os links do Luciano e descobrir que há justificativa para a pronúncia que me pareceu sempre mais agradável (côssovo), mas que eu evitava por achar que se tratasse tão somente de pronúncia à inglesa.

    Com mineiro muito acostumado às nossas apócopes, cozôvo sempre me lembrava c’os ovo, mineirês para com os ovos.

    Eu sei, eu sei, é muito idiossincrática a minha justificativa, mas isto de pronúncia tem sempre muito de idiossincrasia também.

    Um abraço,
    Rodrigo.

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