Grafia correta: paratleta, paratletas

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Folha de S.Paulo – a mesma que em pleno 2016 continua a insistir em tríplex e em paraolimpíada, mas que até hoje não sabe a diferença entre a Galiza e a Galícia nem o significado correto de desagravo – também insiste em escrever para-atleta, contrariando a pronúncia da palavra… e os dicionários.

É paratleta que se lê em dicionários, como o Houaiss (acima), o Priberam e o Estraviz, com a definição de atleta que é portador de alguma deficiência.

E nenhum dicionário registra para-atleta.

4 comentários sobre “Grafia correta: paratleta, paratletas

  1. Acho que a Folha só faz bem em continuar a grafar paraolimpíada. Poderia grafar também parolimpíada. Sim, li o seu texto a respeito, sei que Paralympics é uma marca ou algo que o valha, para cuja formação há maior liberdade, mas sou da opinião de que a palavra Olimpíadas deveria estar íntegra no nome (que haja outros nomes compostos por dois ou mais em que os componentes não apareçam íntegros não vem ao caso). E quem conhece razoavelmente a língua, bem para justificar suas opções, pode ser civilmente desobediente.

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    • No fundo, eu também acho que parolimpíadas soa melhor e, se eu fosse o dono da língua, teria feito que a palavra fosse assim. Só que fatos são fatos, e nomes próprios e marcas registradas escrevem-se como se escrevem, e não como achamos mais correto. O que acho infantilmente bobo é a Folha desrespeitar o nome oficial dos jogos e do comitê paralímpico, sem ter coragem de fazer o mesmo com nomes como Temer, Petrobras, Mercosul, Itamaraty, etc., que também desrespeitam a lógica óbvia da língua.

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      • Parece-me possível estabelecer esta distinção: quando se menciona o nome dos jogos, deve-se respeitar o nome como está registrado, mas, quando se trata dos jogos de natureza olímpica, e quero crer em que ninguém negue ter oy poder ter “olímpico” valor adjetival, pode-se escrever “jogos paraolímpicos” ou “jogos parolímpicos”, assim como se pode dizer “O Brasil tem investido mais nas modalidades desportivas paraolímpicas/parolímpicas”. E, nestes casos, não há dúvidas: valem as regras gerais de formação das palavras.

        Em miúdos, temos que “O Brasil vai investir X milhões de reais para tornar os atletas paraolímpicos/parolímpicos brasileiros mais competitivos para os Jogos Paralímpicos de 2020 em Tóquio”.

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      • A solução que propus concilia toda a liberdade que há na invenção de nomes comerciais com o respeito às regras que a formação de palavras em português segue, geralmente. O que não me parece fazer, de modo algum, o menor sentido é entender que a invenção de um nome comercial (Jogos Paralímpicos) afete a formação de um adjetivo (paraolímpico ou parolímpico), ainda mais quando o adjetivo olímpico existe como tal muito antes da invenção de nomes comerciais.

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