Faça uma pergunta

Tem alguma pergunta ou dúvida de português? Qualquer pergunta sobre o significado, a pronúncia ou o uso correto de uma palavra ou expressão? Escreva a sua pergunta abaixo e envie-a, que em breve terá a resposta.

48 comentários sobre “Faça uma pergunta

  1. Talvez seja uma pergunta delicada, mas acho que todos que visitam este sítio tem vontade de saber: quais dicionários vocês recomendam?
    Pelo que pouco entendo, o Houaiss é o mais adequado. Porém não há uma versão completa que leve em consideração o acordo ortográfico.
    Gostaria de presentear uma pessoa amada – e a mim mesmo – com um dicionário respeitável e de qualidade. Quais seriam suas indicações?
    Obrigado.

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  2. Todas as seguintes respostas a agradecimentos estão corretas? Qual é a mais e a menos formal?

    De nada
    Por nada
    Não há de quê
    Não tem de quê
    Disponha
    Obrigado eu
    Obrigado a você
    Não seja por isso
    Não por isso

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    • A pronúncia correta é “uáfou” / “uófou”. O “a” nesse caso, na palavra inglesa, soa intermediário entre o nosso “á” e o nosso “ó”. Nada a ver com “ei” (que no Brasil se ouve por confusão com “wafer”, bolacha, que, esta sim, se pronuncia “uêifer”).

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  3. Então vamos primeiro recapitular o que significa “Pesquisar”: significa que quando eu colocar lá a palavra, digamos, “dicionário” e clicar no botão “Enter”, deverá mostrar na tela todas as postagens do site que contenham o vocábulo “dicionário”. Eu tentei e não funcionou.

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  4. Palavras com o “R” entre vogal e consoante (nesta ordem), qual é a pronúncia correta do “R”, frente ao AO90, forte ou fraco? Ou vale os regionalismos? Ex: parte, acervo, verde, arte.

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      • Caro Luiz,

        Sei que a pergunta foi ao Dicionário e Gramática, e não a mim, mas já lhe adianto o que há de ouvir em resposta: não existe “forma legalmente correta” de pronunciar nenhum fonema em português brasileiro.

        Mesmo no português europeu, em que se fala, comumente, de norma padrão também para a pronúncia, que seria a lisboeta, não há “forma legalmente correta” de pronunciar nenhum fonema.

        E se, no português europeu, a pronúncia lisboeta é claramente prestigiada, adotada pelos meios de comunicação e ensinada aos estrangeiros, razão por que é associada à norma padrão, no português brasileiro, não há nada parecido: a pronúncia que a alguns parece ser a padrão, a que alguns chamam “sotaque do Jornal Nacional”, não se verifica, tal como lá se ouve, em lugar algum, embora se pareça mais com alguns sotaques do que com outros.

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        • Caro Luiz,

          É pena que levasse tão a mal o que escrevi, mas é verdade que você não entendeu bulhufas do que leu: foi buscar confirmação para a sua opinião (porque é disto que se trata: de opinião, e desinformada) no texto da professora, que não a confirma, e ficou cego para que lá não se prescrevem normas de pronúncia, mas sim se descrevem pronúncias normais (habituais, usuais, corriqueiras).

          Este site, e o Dicionário e Gramática poderá falar por si mesmo, se quiser, é de um linguista que não se cansa de distinguir norma gramatical tradicional de norma urbana culta brasileira: a primeira prescreve normas que refletem os usos dos escritores clássicos e, quanto muito, dos escritores portugueses e brasileiros do século XIX, ao passo que a segunda descreve os usos dos brasileiros cultos dos grandes centros urbanos no nosso tempo.

          A professora dá uma explicação conforme a dos linguistas, e não dos puristas de antanho: são estes, e não aqueles, que falam em regras, em certo e errado, enquanto aqueles falam em registro culto, coloquial e popular, sem dizer que aquele é mais certo do que este, reconhecendo, inclusive, que brasileiros cultos usam os três tipos de registro dependendo do contexto: um advogado fala de um jeito no foro, de outro, no escritório, e de outro ainda no churrasco. Quem fala do mesmo jeito no foro e no churrasco de fim de semana, fala mal em uma das duas situações.

          Para terminar, eu não sou o Evanildo Bechara nem quero medir conhecimento com você, porque fica evidente, a qualquer especialista no assunto, que, malgrado as muitas limitações da minha exposição, eu sei do assunto claramente muito mais do que você, que parece acusar-me de arrogante, quando, na verdade, ninguém é mais arrogante que o ignorante que julga saber. E, entre nós dois, não há dúvidas de que você ignora mais, muito mais.

          Não se ofenda, que chamar ignorante a alguém não é xingá-lo, mas apenas alertá-lo para a sua falta de conhecimento. E um problema muito recorrente em sites sobre linguística é que muita gente que apenas domina (quando domina) a gramática tradicional, mas não sabe nada de linguística, se acha só por isso habilitada a falar do assunto, como todo brasileiro se acha habilitado a falar como técnico de futebol só por ter assistido a muitos jogos.

          Enfim, Luiz, faça o que eu faço todos os dias: vá estudar. Quando tiver lido um pouquinho que seja sobre Linguística, compreenderá que realmente não compreendeu bulhufas do texto da professora, porque ignora completamente o marco teórico em que ela se baseia, que não é o prescritivista, o do se-não-há-regras-então-vale-tudo.

          Sem ressentimentos, que isto é só um debate, mas nem por isso vou deixar de lhe dizer que você realmente tem de estudar mais antes de escrever. E foi só por isso que escrevi muito: para tentar suprir a sua deficiência de conhecimento com uma explicação mais longa, mas ainda assim insuficiente, pelo visto.

          Procure as obras do Ataliba de Castilhone do Alberto Perini para começar a entender o que digo. Evanildo Bechara é um grande gramático, mas não é linguista nem se apresenta como tal.

          Em síntese apertada: o gramático Evanildo Bechara prescreve normas que, idealmente, deveriam regular a escrita dos brasileiros cultos, de olho no passado, em como escreviam gigantes como Rui Barbosa e Machado de Assis; o linguista Ataliba de Castilho descreve as normas que realmente regulam a escrita dos brasileiros cultos do nosso tempo, mesmo daqueles que acham seguir as regras da gramática do Bechara, mas que não a seguem completamente, para dizer “eis aí a norma urbana culta brasileira do nosso tempo”.

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      • Se não há uma regra, uma norma, se “não existe forma legalmente correta de pronunciar nenhum fonema em português brasileiro”, como diz, então “raro”, que secularmente se pronuncia ra-ro (“ra” com r forte e “ro” com r fraco), poderia também pode ser pronunciado como uma aberração do tipo (as duas sílabas com r forte). É isto? Na falta de regra, vale tudo…

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        • Caro Luiz,

          A minha resposta ficou lá em cima, quando deveria estar cá embaixo, em resposta à sua última intervenção.

          Faltou esclarecer a contradição que você pensa ter encontrado no meu texto, quando sugere que eu disse que existem regras para depois dizer que não existem: eu escrevo o tempo todo que sempre houve, há e sempre haverá regras, mas comtingentes, válidas em determinado tempo e em determinado lugar, e não regras como o Luiz as entende, “autossustentáveis”, universal e atemporalmente válidas.

          É por isso que é preciso olhar para a fala do nosso tempo: se não se olhar, se se insistir em prescrever normas baseadas em escritores mortos, corre-se o risco de escrever a gramática de uma língua morta.

          Digamos que a do Evanildo é a gramática de uma língua velhinha, e a do Ataliba, a gramática de uma língua na casa dos seus quarenta anos, mas você só vai apreciar a sutileza da comparação quando souber o que é Linguística.

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      • Se não há uma regra, uma norma, se “não existe forma legalmente correta de pronunciar nenhum fonema em português brasileiro”, como diz, então “raro”, que secularmente se pronuncia ra-ro (“ra” com r forte e “ro” com r fraco), poderia pode ser pronunciado como uma aberração do tipo “rra”+”rro” (ou seja, as duas sílabas com r forte). É isto? Na falta de regra, vale tudo…

        (este post anula e cancela o anterior acima com igual conteúdo porém com uma omissão)

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        • Caro Luiz,

          O seu raciocínio parte de uma premissa errada por inverter o processo por que surgem as normas: elas nascem do costume, e não o contrário. É porque se costumava pronunciar “raro” de certo modo, em certa época, pelas classes que se buscavam emular que esse modo passou, sobretudo à comunicação social, como normal. A minha avó, mineira, ainda pronunciava o ele seguido de consoante ou em final de palavra encostando a ponta da língua na parte de trás dos dentes superiores, como os portugueses ainda o fazem. E era a pronúncia “legal”, ao passo que hoje é estigmatizada, nos rincões do Brasil onde ainda se ouve da boça dos muito velhos.

          Esse entendimento de que, se não há regra, então é a barbárie, é simplesmente errado. Até porque sempre há regras, mas elas variam no tempo e no espaço, como se passou com a pronúncia do ele: a minha avó era professora e culta, pronunciava o ele como o fazia deliberadamente, por lhe parecer o correto, mas só por fazê-lo deliberadamente já sinalizava que esta regra, já na sua época, já não o era mais.

          Você pode lamentar a mudança, escolher, arbitrariamente, uma época e dizer que nela é que se falava bem o português (e por que parar aí, em vez de dizer que era no Império Romano que se falava bem a “nossa língua”?) ou estudar um pouco de linguística para arejar a cabeça.

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        • Bem, então depois deste seu arrazoado, voltamos à vaca fria: segundo este seu entendimento qual seria a forma de se pronunciar o “r”? No início dos vocábulos, intervocálicos, entre consoante e vogal, entre vogal e consoante, etc. Quando ele, de acordo com o que “a comunicação social passou como norma”, deverá ser forte ou fraco?

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        • Caro Luiz,

          Eu não escrevi que “a comunicação social passou como norma” determinada pronúncia, mas sim que tal pronúncia, “em certa época, pelas classes que se buscavam emular (…) passou, sobretudo à comunicação social, como normal”.

          Dizer que a comunicação social a passou como norma significaria argumentar que determinada pronúncia tivesse sido por ela divulgada como norma, defendida e ensinada como padrão de correção a ser seguido, o que não ocorreu.

          Dizer que tal pronúncia passou como normal à comunicação social, e desta, aos brasileiros, em geral, implica argumentar tão somente que ela transcendeu a paróquia em que era sentida como normal e passou a ser vista como tal num espaço mais alargado.

          Noutras palavras, um gaúcho, um goiano, um baiano e um amazonense talvez estranhassem a fala do Cid Moreira quando ele começou a apresentar o JN, porque não era sentida como normal no Rio Grande do Sul, em Goiás, na Bahia e no Amazonas, mas, depois de alguns anos, todos eles passaram a associar aquela fala à pronúncia padrão do português brasileiro, sem que nenhum prontuário fonético tivesse sido aprovado pelo Parlamento brasileiro, sem que nenhum gramático ou autoridade na língua tivesse defendido como norma padrão aquele jeito de pronunciar as palavras.

          É claro que não foi só o JN, só a Rede Globo, só a televisão que promoveram determinada forma de falar, nem se promoveu qualquer forma: o padrão JN é uma mistura dos sotaques das classes mais afluentes dos dois principais centros do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, despojados dos seus traços mais cariocas e paulistanos, mas não porque nessas cidades se pronunciassem as palavras do “melhor modo”, mas sim porque são as suas elites as mais influentes do país, as que mais acesso têm aos meios de comunicação social, as que os detêm, inclusive.

          Voltando à vaca fria, se você quer saber como o brasileiro médio entende que se deva pronunciar, “corretamente”, determinado fonema, basta ouvir, atentamente, como o William Bonner lê as notícias no teleprompter. Eu não digo que lhe baste ouvir como ele fala, coloquialmente, porque não sei se ele fala daquele jeito quando não está trabalhando.

          Enfim, se quer pronunciar “bem” as palavras, pronunciá-las de um jeito que o não linguista entende que seja “o correto”, imite o William Bonner. Vai soar mal a todas as pessoas que o conhecem e que sabem que você não fala naturalmente daquele jeito, vai soar indiferente à maioria das pessoas que não o conhecem, mas vai soar bem aos poucos que têm a ideia fixa de que exista um jeito certo, um único jeito certo, de pronunciar as palavras em português.

          Bem entendido, em português brasileiro, porque os portugueses têm uma ideia bem diferente do que seja a pronúncia padrão do português. Alguns nem admitem que existam pronúncias padrão diferentes: padrão é a portuguesa, que, por sua vez, é a lisboeta, ao passo que todas as demais são variações regionais (alguns mal disfarçam que, por “variações regionais”, querem mesmo dizer “deturpações”) desse padrão, que é o original. E é inútil explicar que o padrão de Portugal e o do Brasil evoluíram, diferentemente, de uma base comum, e que os sotaques brasileiros são mais próximos do sotaque que tinha Cabral do que a norma atual de Lisboa: os obcecados continuarão com a ideia de que existe, no mundo das ideias de Platão, o modo correto, imutável e eterno, de falar português.

          Pergunto-me se você, Luiz, não quer saber a resposta para, em determinadas ocasiões, corrigir aqueles que você julga que falem inadequadamente, que pronunciem mal as palavras, e pergunto-me se não tem em mente que determinadas pronúncias regionais sejam mais erradas que outras…

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        • Caro Luiz,

          Complemento a resposta anterior, porque você me fez uma pergunta razoável, a que não dei resposta, e deveria tê-lo feito, porque admiti, expressamente, que há regras, embora variem no tempo e no espaço.

          Mas a resposta você mesmo a conhece, sem precisar de perguntar a ninguém: pronuncia-se, corretamente, o “r”, em todos os casos que referiu, do modo como as pessoas do lugar onde você vive sentem como normal, usual, como despojado de traços que identifiquem essa maneira de o pronunciar a determinado grupo social, a determinada faixa etária, a determinada região. Você sabe, assim como qualquer falante nativo, qual é o jeito considerado certo no lugar onde mora, e, se não fala desse jeito, é capaz até de imitá-lo, em contextos profissionais, por exemplo.

          E há, às vezes, discrepância entre o que as pessoas sentem como pronúncia normal e a pronúncia que, instadas a refletir a seu respeito, as pessoas diriam ser a normal. Exemplifico: a pronúncia sentida como normal para o “r” em posição final, em grande parte do Brasil, é, na verdade, pronúncia nenhuma, como em “amá”, “nadá”, “comê”, “fazê”, mas é muito provável que as pessoas que pronunciam essas palavras assim e as sentem como ditas de modo normal, neutro, sem erro dissessem que o modo correto de as pronunciar é “amarrr”, “nadarrr” e “comerrr”, enfatizando, por hipercorreção, o erre que não costumam pronunciar.

          Melhor seria que as pessoas que dizem gostar da língua portuguesa se ocupassem de se expressar melhor, falando e escrevendo, fazê-lo com mais clareza e maior profundidade de ideias, do que se ocupassem de questiúnculas de pronúncia ou de ortografia.

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        • Peço desculpas por ter lido “normal” como “norma”, e também quero dizer que não é minha intenção corrigir quem quer que seja. Meu objetivo é ampliar a compreensão sobre o tema. Quanto à sua pergunta respondo: não, não tenho pretensão nem vocação para corrigir quem quer que seja que fale ao seu modo. Por sinal gosto dos sotaques do nordeste e do sul, onde já passei temporadas em Caruarú/PE e Joinville/SC

          Contudo li e gostei dos esclarecimentos, bastante pertinentes, da professora Lí Santos, contidos em seu blog, http://lisantoss-portuguese.blogspot.com.br/2014/12/a-pronuncia-do-r-em-portugues-brasileiro.html, transcrito abaixo. Portanto, ao contrário do que diz, há sim regra para o uso do “R”, ainda que simples, mas traz muitos subsídios e elementos esclarecedores, na falta de outros dados. Aqui mesmo neste blog, DicionarioeGramatica, este assunto já foi discutido com semelhante conclusão. E olhe que é regra autossustentável, sem necessidade de suporte em JN, Rede Globo, Cid Moreira, Bonner ou Juca Chaves. Vamos ao artigo em questão:

          “Você nunca sabe quando o “R” tem o som de “H” (como em inglês) ou quando o “R” tem o som trinado (como em espanhol)? Espero que este artigo possa ser útil…

          Você já passou por situações como estas e acredita que no Brasil existe um buraco sem fundo de onde não param de sair pessoas com diferentes pronúncias da letra “R”? Bem, talvez você esteja certo, mas vou tentar te convencer de que as coisas não são tão complicadas assim.

          Antes de passar algumas dicas, gostaria de explicar três expressões que usamos no Brasil para identificar o som da letra “R”:

          – ‘R’ forte: é aquele som que parece com o “H” da palavra inglesa “house”. Também, pode-se dizer que é como o “J” da palavra espanhola “jamón”.

          – ‘R’ fraco: é aquele som que parece com o “TT” da palavra inglesa “letter” (pronúncia dos EUA). Também, pode-se dizer que é como o “R” da palavra espanhola “pero” (NÃO confundir com “perro”).

          – ‘R’ mudo: quando a letra não é pronunciada.

          Primeiro, vamos escrever…

          Esta é a parte mais fácil. Você só precisa lembrar que o “RR” só aparece entre duas vogais. Daí, você já consegue saber que o “RR” não pode ficar nem no começo nem no final de uma palavra, por exemplo.

          Muito bem… E quando você finalmente encontrar o som do “R” entre duas vogais, como saber se deverá escrever com “R” ou com “RR”? Simples! Se o som do “R” for forte, você deverá escrever com duas letras “R” (“RR”), se for um som fraco, você deverá escrever com apenas uma letra “R”.

          Agora, vamos pronunciar…

          Veja bem a tabela abaixo que mostra quais são as regras para expressar o som da letra “R” nas palavras. Depois vou tratar de cada uma delas com mais detalhes.

          SOM DE “R” FORTE:

          “R” no início da palavra (ex.: “rato”)
          “RR” (ex.: “carro”)
          “R” depois da letra “N” (ex.: “honra”)

          SOM DE “R” FRACO:

          “R” no final da palavra (ex.: “cantar”)
          “R” entre vogais (ex.: “caro”)
          “R” entre uma vogal e uma consoante (ex.: “carta”)
          Combinações “BR”, “CR”, “DR”, “FR”, “GR”, “PR”, “TR” e “VR” (ex.: “Brasil”)

          “R” NO INÍCIO DA PALAVRA:

          Se a letra R está no início da palavra, ela vai sempre ser “R forte”, ou seja, será como:

          o “H” da palavra inglesa “house”;
          o “J” da palavra espanhola “jamón”;

          Exemplos:
          rato – rio – rosa – risada – roubar – roupa – rua – revelação

          “R” ENTRE VOGAIS:

          Quando está entre duas vogais, a letra “R” vai ser “R fraco”, ou seja, a língua treme quando a gente fala a palavra:

          semelhante ao “TT” da palavra inglesa (USA) “butter”;
          semelhante ao “R” da palavra espanhola “caro”;

          Exemplos:
          guri – caro – cara – arara

          “RR”:

          “RR” somente é escrito entre vogais. Você nunca vai encontrar, por exemplo, o “RR” no começo nem no final de uma palavra. Neste caso. “RR” indica que entre as vogais o som vai ser “R forte”:

          igual ao “H” da palavra inglesa “house”;
          igual ao “J” da palavra espanhola “jamón”;

          Exemplos:
          arranhar – arroz – carro – ferro – correr – forro – horrível – morrer – terra

          QUANDO “R” APARECE ENTRE UMA CONSOANTE E UMA VOGAL:

          São possíveis combinações: “BR”, “CR”, “DR”, “FR”, “GR”, “PR”, “TR” e “VR”. Quando pronunciadas, seu som parece de uma letra só. São bem semelhantes aos respectivos sons em inglês ou espanhol:

          “BR” como na palavra inglesa “bra”
          “CR” como na palavra inglesa “cry”
          “DR” como na palavra inglesa “dragon”
          “FR” como na palavra italiana “fratello”
          “GR” como na palavra espanhola “grande”
          “PR” como na palavra espanhola “problema”
          “TR” como na palavra espanhola “tres”

          Exemplos:
          brasa – pedra – elétrico – preto – França – grande

          QUANDO “R” ESTÁ DEPOIS DA LETRA “N”:

          Nesta combinação, a letra “R” está entre uma consoante e uma vogal, mas se essa consoante for a letra “N”, o som deve ser de “R forte”:

          como o “H” da palavra inglesa “inherit”;
          como o “J” da palavra espanhola “esponja”;

          Exemplos:
          tenro – enriquecer – enredo – enroscar – sonrisal

          E quando a letra “R” está no final da palavra (ou no final da sílaba)? Aí as coisas passam a ser um pouco diferentes… não há como dizer qual é a pronúncia correta, cada região tem a sua particularidade. Vamos ver.

          “R” NO FINAL DA PALAVRA:

          No caso em que você encontra a letra “R” final de uma palavra (geralmente verbos no infinitivo), vai depender muito da região em que você se encontra. Vou dar os exemplos mais comuns:

          No estado do Rio de Janeiro:
          Semelhante ao “CH” na palavra escocesa “loch”
          No estado de São Paulo:
          Semelhante ao “R” no fim da na palavra inglesa “card”
          Nos estados da região Nordeste do Brasil:
          Nestas regiões, costuma-se omitir a letra “R” quando está no final (“R mudo”)
          Nos estados da região Sul do Brasil:
          Semelhante ao “R” no final da palavra espanhola “conocer”

          Exemplos:
          lavar – socar – moer – cantar

          QUANDO “R” ESTÁ ENTRE UMA VOGAL E UMA CONSOANTE:

          Quando esta entre uma vogal e uma consoante, a letra “R” se encontra no final da sílaba. Esta situação é semelhante à situação da letra “R” que está no fim da palavra, vai depender muito do sotaque da região. Mas neste caso, não se admite o “R mudo”.

          Exemplos:
          parte – acervo – verde – arte

          Espero que essas considerações tenham ajudado. Você já ouviu alguma outra forma de pronunciar a letra “R”? Compartilhe sua experiências nos comentários! :-)”

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        • Caro Luiz,

          Talvez o surpreenda saber que não há discordância alguma entre mim e a professora, que fez uma descrição (atente-se, desde já, para esta palavra: descrição!) bastante razoável, no geral, das pronúncias do erre no Brasil. O problema é que você não compreendeu nem o que escrevi, quando, por exemplo, me referi ao sotaque do JN, nem o que escreveu a professora. Explico-lho.

          Nem a professora nem eu dissemos que não exista norma, mas entendemos por norma algo bem diferente do que você parece entender. A mim, você dá a ideia de que entende haver pronúncias que são de acordo com A Norma (maiúsculas justificadas por razões que exporei), e, por conseguinte, corretas, e outras que não são de acordo com A Norma, e por conseguinte, erradas, ao passo que tanto eu quanto a professora estamos afirmando que são normais todas as que forem corriqueiras, habituais e familiares num determinado lugar, num determinado tempo.

          Veja que nem ela nem eu falamos de certo e errado, mas apenas de normal e não normal. A única vez no texto em que ela usa a palavra “correta” é justamente para dizer que “quando a letra ‘R’ está no final da palavra (ou no final da sílaba), as coisas passam a ser um pouco diferentes: não há como dizer qual é a pronúncia correta, cada região tem a sua particularidade”.

          Você poderia contra-argumentar que se infere disso que, em todos os casos em que não há variações regionais, as pronúncias descritas (atente-se de novo para isto: descritas, e não prescritas!) são as únicas corretas; afinal, é só nos casos em que existem tais variações que não se pode dizer que uma delas seja a única correta. Ora, mas isto é o mesmo que argumentar que, nos casos em que não há variação regional, ou seja, em que todos os brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste, reproduzem os erres da mesma maneira, a regra manda que se reproduzam exatamente da maneira como, de fato, são pronunciados por todos os brasileiros, de norte a sul, de leste a oeste. Mas não faz muito sentido defender que se deva realizar tal fonema do modo como ele já é, realmente, pronunciado por todos: é o mesmo que derivar uma prescrição de uma descrição, uma regra (norma de pronúncia) da observação de um fato (pronúncia normal).

          É aqui que se diferenciam aqueles que defendem existir A Norma, um modo de pronunciar as palavras que é O correto, em contraposição a todos os demais, que são errados, e que assumem, por isso mesmo, uma postura prescritivista que se baseia numa pronúncia metafísica, isto é, numa pronúncia idealizada, destituída de história, que é correta atemporal e universalmente, e aqueles que defendem que sempre houve, há e haverá normas, mas contingentes, isto é, temporárias e locais, e que estas normas coincidem com o que é normal em determinado tempo e em determinado lugar. Os primeiros fazem prescrição de normas (que parece ser o que você tem em mente quando diz que “se não há normas, então vale tudo”); os segundos, descrição de pronúncias normais (que foi exatamente o que fez a professora).

          A norma de pronúncia do erre inicial no português brasileiro é uma só* porque, em todo o Brasil, se realiza o erre inicial da mesma forma, isto é, porque há só uma pronúncia normal. E é só por esta razão, por haver uma única pronúncia normal em todo o território brasileiro, que se pode dizer, por simplificação, que há uma maneira correta de reproduzir o erre inicial no português brasileiro, o que, na verdade, quer dizer, muito simplesmente, que quaisquer outras formas seriam sentidas por brasileiros de todas as regiões como anormais, como resultantes de dificuldades na fala ou do aprendizado do português como segunda língua. Já, nos casos em que há variações regionais, como a própria professora o disse, expressamente, é impossível falar de regra, porque são várias as pronúncias normais no território brasileiro.

          Quando lhe disse que se mirasse no sotaque do Jornal Nacional, quis dizer, simplesmente, que os apresentadores daquele telejornal realizam os fonemas do mesmo modo como são realizados em todo o território nacional, quando não há variação regional alguma de pronúncia (o que é óbvio: só não o fariam se tivessem dificuldade de fala ou fossem estrangeiros), ou, nos casos em que há variações, do modo que é tido como mais prestigioso, porque mais disseminado pela comunicação social, como, por exemplo, djia, em “Bom dia” (que, não por acaso, é o modo como se pronuncia essa palavra no Rio de Janeiro). Ou por pronunciarem as palavras da mesma forma, nos casos em que há só uma pronúncia em todo o território nacional, ou por sentirem determinadas pronúncias como melhores e até mesmo como as corretas, os brasileiros não linguistas tendem a entender o sotaque do JN como a norma padrão de pronúncia do português brasileiro, ainda que nenhum brasileiro fale, exatamente, daquela maneira. É a norma padrão idealizada que você, a meu ver, parece buscar, aquela que nos salvaria do vale-tudo, da barbárie…

          Entender que a professora expusesse, na página que você indicou, uma “regra autossustentável” é, na verdade, não entender o que ela fez: ela não fez prescrição alguma de regras, isto é, ela não disse qual é a norma em razão da qual determinadas pronúncias são corretas, e outras, erradas; ela fez, sim, uma descrição das pronúncias existentes no Brasil, alertando para a impossibilidade de dizer que alguma delas seja a única correta nos casos em que há variações, ao passo que, quando não há variação alguma, isto é, quando todos os brasileiros pronunciam determinado fonema do mesmo jeito, não faz sentido falar em correção ou incorreção, já que não existe mais de uma maneira de falar.

          Em resumo, nunca há vale-tudo, nunca há barbárie, porque todas as pessoas aprendem a pronunciar as palavras exatamente como elas são pronunciadas no lugar onde nascem e crescem, e até mesmo no lugar onde, mais tarde, escolhem viver. As normas de pronúncia entendidas como descrições das pronúncias normais, como as entendemos a professora e eu, são como regras consuetudinárias, não escritas, a que se chamam regras porque o povo de determinado lugar, de determinado tempo, as seguem habitualmente, sem que nenhuma autoridade lhe tenha de cobrar obediência, ao passo que as normas de pronúncia entendidas como prescrições de pronúncia, em comparação com as quais quaisquer outras formas são incorretas, são como regras escritas num código, que podem ou não refletir o modo como se fala no lugar a que pretendem ser aplicáveis, mais ou menos como o direito à defesa da honra do marido traído, que estava previsto, por escrito, no Código Civil de 1916, que vigorou até 2001, mas, muito antes de 2001, já não refletia realidade alguma nem era aceito como excludente de ilicitude pelos tribunais.

          Não é verdade que haja só uma maneira de fazer soar o erre inicial no português brasileiro, como bem lembrou o Dicionário e Gramática no post que tratou do assunto. Mesmo nos casos em que se diz haver uma única pronúncia em todo o território brasileiro, o que se faz é proceder a uma simplificação parcialmente justificável por não haver, realmente, grande variação, mas sempre há alguma. E dizer que a pronúncia do erre pelos curitibanos, que causou estranhamento à sueca a que se referiu a professora, é errada, faz tanto sentido quanto dizer que é errado dizer amá, comé e fazé em vez de ou amarrrrr, comerrrr e fazerrrr (o erre final de alguns paulistas, goianos e mineiros): é impor a pronúncia normal de determinado lugar a outros lugares, em que a pronúncia normal é outra. Que é o que se faz sempre que se diz que há uma pronúncia padrão, uma norma de pronúncia: impõe-se a todos os outros lugares a pronúncia que é, na verdade, apenas de uma região, como fazem, muito habitualmente, os portugueses, que chamam norma padrão de pronúncia ao sotaque lisboeta. O nosso amigo galego discordou, como discordam os alentejanos, os algarvios, os minhotos… É pena que alguns discordem apenas para dizer que certa é a sua própria forma de falar, em vez de se darem conta do óbvio: há tantas maneiras certas de falar quanto há municípios, províncias ou estados e países em que se fale português.

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        • No meu post anterior, deveria ter antecedido o último parágrafo do asterisco, para indicar que se trata de comentário ao trecho marcado pelo mesmo sinal: “A norma de pronúncia do erre inicial no português brasileiro é uma só*”.

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        • O amigo galego achou muito boa a brincadeira de que o lisboeta seja o padrão original? Eu também a acho isto: uma muito boa brincadeira. Estava apenas reproduzindo o que pensam alguns portugueses muito conservadores.

          Mas há galegos conservadores que acham que a sua é a forma original da língua, quando, na verdade, o galego atual não é o galego medieval, este sim, origem remota do galego atual, do português europeu e do português brasileiro.

          Faz sentido falar em norma padrão do português, seja o galego (para os que o veem como variante do português, embora a Galiza e o galego medieval sejam anteriores ao nascimento de Portugal), o europeu ou o brasileiro, quando todas as formas de falar português têm a mesma remota origem e a partir dela se desenvolveram por caminhos diferentes, por influências diferentes, em diferentes lugares? Seria esperável que não houvesse variantes? E que sentido faz escolher uma delas como a original, se, na Galiza de hoje não se fala o galego medieval, ou como a mais correta, se há tantas formas de falar e de escrever quanto são os lugares em que se fala português?

          Importa é que a distância entre as diferentes formas é pequena, que nos entendemos apesar dela, que “moi boa brincadeira” e “muito boa brincadeira” não são maneiras mutuamente ininteligíveis de dizer a mesma coisa.

          Apesar da insistência de se meter a língua numa camisa de força, ela não para de mudar, e isto não é bom nem ruim, é apenas o que é tal como é, goste-se disso ou não.

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        • Meu caro.

          Você disse sim, que não não há regra para a pronúncia do “R”, veja seu texto, e além disso tenta botar palavras em minha boca. Você aparentemente faz uma tentativa velada de medir conhecimentos, o que não é o meu caso, até pelo fato de aqui não ser o local apropriado. Faz também juízo alheio incorreto quando diz que não compreendi o que disse. Ora, se eu estivesse aqui dialogando com um Ivanildo Bechara eu até tiraria o chapéu, mas… lamentavelmente não é o caso. Conheço bem esta tática de escrever texto quilométricos, apenas com palavras, sem muito conteúdo, do tipo “Veja que nem ela nem eu falamos de certo e errado, mas apenas de normal e não normal”, expressão esta conhecida também como “em cima do muro”. Nunca disse aqui que no no Brasil há variações regionais incorretas na pronúncia. Ao contrário disse que gosto dos sotaques nordestino e sulista. Ao que me parece o amigo pretende é criar uma polêmica numa escalada inútil para eternizar a discussão.

          Como a prosa está ficando um tanto quanto desagradável e no momento tenho mais o que fazer, por ora tenho dito. Talvez dialoguemos em algum futuro assunto mais palatável

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    • Caro Anónimo Galego,

      Que significa torcer a cara a algo? Pelo seu comentário, entendi que tende a concordar mais comigo do que com o Luiz, mas que é a opinião dele, e não a minha, a dominante na Galiza, mas, no Brasil, torcer a cara a algo significa reprovar algo, rejeitá-lo, repeli-lo, daí a minha pergunta.

      Aproveito o ensejo para falar da minha profunda admiração pelos galegos empenhados na preservação dessa variante da nossa comum língua, independentemente do lado da polêmica em que estejam, excetuados, é claro, os que defendem a norma mais assemelhada – ou mais assimilada – ao castelhano.

      Eu não me canso de descobrir, no galego, as origens de formas brasileiras de se expressar e de pronunciar as palavras que, embora sejam condenadas pelos puristas, são tão ou mais antigas que as formas ditas puras.

      Esse “cá” em lugar de “que à”, em “torço mais a cara à opiniom do Anônimo cá do Luiz” é forma disseminadíssima de pronunciar “que a” ou “que à” (não distinguimos, foneticamente, os dois ás), mas estigmatizada por estar associada aos habitantes de pequenas cidades e das zonas rurais.

      Pois eu sempre digo que, nas cidades do interior e nas fazendas de Minas Gerais (mas não só nelas), se encontram, entre as formas reprovadas pelos puristas, tesouros linguísticos cujas origens remontam talvez à fase de formação da nossa comum língua.

      Toda essa discussão sobre norma padrão nos tira a atenção da riqueza que há na diversidade de falares, e quanta força há em que, não obstante diversos, sejam todos mutuamente inteligíveis.

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      • Respondendo a pergunta, entendeu bem. Com efeito, queria dizer que concordava mais com você ca co Luiz.
        Nom conhecia que no Brasil “torcer” tivesse esse significado. Eu pensava que vós usávades “torcedor” ou “torcida”, pra indicar um grupo de pessoas que “torcem” cara ũa equipa. Eu, por exemplo, sou um torcedor do Deportivo da Corunha; já que torço (e moito) cara essa equipa.
        Entom, como se formou “torcedor” e “torcida” alô no Brasil?

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        • Caro Anónimo Galego,

          Torcer a cara (o rosto, a face) a alguém ou a algo é que tem esse significado.

          Torcer por (ou para) uma equipe de futebol significa ser adepto (acho que, em Portugal, é assim que se diz) dessa equipe.

          Mas acho que “cara” em “torcer muito cara essa equipe” tem aí o sentido de apreciá-la, de prezá-la, de considerá-la cara, como na expressão “Caro Anónimo Galego” com que me dirigi a você:

          A confusão deu-se porque temos a expressão “torcer a cara a alguém” em que cara está por rosto, face: torcemos a cara, viramos o rosto para outro lado quando nem sequer queremos olhar para aquilo ou para aquele que reprovamos, rejeitamos, repelimos etc.

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  5. Olá, gostaria de saber se você pode responder as minhas perguntas.

    Depois de “Caro”, se começa obrigatoriamente com letra maiúscula?
    Exemplo:
    “Caro,
    Eu…”

    É permitido usar vírgula ou alguma outra pontuação depois de “etc.”?
    Exemplo: “Eu não a quis porque ela era insensível, intransigente etc., mas, por outro lado, a irmã dela era melhor.”

    O “o/a/lhe” pode substituir “tu/você”?
    Exemplo: “Eu lhe amo.” é o mesmo que “Eu amo você.”?

    Qual é o certo: “do que” ou “que”?
    Exemplo: “É melhor jogar bola que ficar em casa.” é o mesmo que “É melhor jogar bola do que ficar em casa.”?

    Obrigado.

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