Na imprensa: homens, pelo sobrenome; mulheres, pelo primeiro nome?

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As menções na imprensa à nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, exemplificam uma diferença recorrente de certos veículos na maneira como se referem a homens e a mulheres públicos. Rodrigo Janot, assim como todos os seus antecessores no cargo de procurador-geral (todos homens), é tratado pelos jornais brasileiros por seu sobrenome. Já Raquel Dodge é a única a ser tratada pelo primeiro nome – “Raquel”.

Referir-se a tão alta autoridade – e que sequer é uma política, que tenha, queira ter ou precise de apelo popular – por seu primeiro nome causa justificada estranheza – tanta quanto teria causado chamar, em manchetes de jornal, “Geraldo“, “Roberto” e “Rodrigo” aos procuradores-gerais que a mídia sempre tratou por Brindeiro, Gurgel e Janot.

Por que não dar à primeira procuradora-geral o mesmo tratamento que o dispensado a todos os seus antecessores homens? Escrever “Dodge afirma” ou “Dodge e Janot”, em lugar de “Raquel afirma” e “Raquel e Janot”, não apenas manteria a isonomia de tratamento – e um distanciamento saudável em relação a alguém que, afinal, não é nem deve ser íntima dos jornalistas nem do público. Além disso, os jornais ainda economizariam o espaço de uma letra (Dodge sendo menor que Raquel) a cada manchete ou menção.

A palavra “ídola”, feminino de ídolo, existe há séculos em português

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Uma falsa afirmação que muitos sabichões vendem como verdade é a de que “ídolo” só se usa no masculino, e de que a palavra “ídola” não existe.

Bastaria aos que propagam essa mentira recorrer a dicionários (como por exemplo o dicionário Houaiss, o dicionário Michaelis [foto acima], o dicionário Aulete, o dicionário Priberam e o dicionário de Cândido de Figueiredo), ou mesmo ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (ou mesmo ao Vocabulário Ortográfico da Academia das Ciências de Lisboa), e aprenderiam que a palavra ídola, feminino regular de ídolo, existe há séculos em português, com o sentido de “mulher adorada, idolatrada”.

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Em 1824, Antonio Moraes Silva, autor do primeiro dicionário da língua portuguesa, publicou a sua Grammatica Portugueza, da qual extraímos o trecho abaixo – em que afirma que o feminino regular de ídolo é ídola (do mesmo jeito que o de juiz é “juíza” e o de doutor é “doutora”):

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Também na Enciclopédia Brasileira Mérito e na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira encontramos a palavra ídola:

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Como já dito, ídola, feminino de ídolo, vem também no dicionário Houaiss, no dicionário Michaelis [foto no topo desta página], no dicionário Aulete, no dicionário Priberam e o dicionário de Cândido de Figueiredo) e mesmo ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (e também no Vocabulário Ortográfico da Academia das Ciências de Lisboa),

O fato de nem todos os dicionários trazerem a palavra “ídola” como entrada separada não quer dizer que não a reconheçam: os dicionários tampouco trazem as palavras “prefeita” ou “ministra”, pois, em geral, trazem apenas os substantivos em suas formas masculina e singular. Mesmo alguns que não trazem a palavra separadamente, porém, deixam aparecer seu uso no feminino – como a décima edição do Dicionário de Moraes (até hoje, o maior dicionário da história da língua portuguesa), que traz, na palavra “ídolo”, exemplos de uso – e inclui um exemplo de “minha ídola“:

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A palavra ídola no Dicionário Houaiss:

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Se a palavra “ídola” aparece em gramáticas e dicionários, tem uso histórico, não desrespeita nenhuma regra gramatical da língua (pelo contrário, segue estritamente a regra natural da formação de femininos portugueses), tem o abono do Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras e é usada atualmente (como mostram os usos de “ídola” no jornal O Globo, na Folha de S.Paulo, no Estado de S. Paulo, na Revista Veja, em livros e revistas, se é usada por Ziraldo e por Rachel de Queiroz), é obviamente falso afirmar que a palavra não existe ou que está em desuso – é perfeitamente o uso da palavra “ídola” em expressões como “ela é minha ídola” ou “são as minhas ídolas“.

Xeica é o feminino de xeique ou xeque

sem-tituloO feminino de xeique (ou xeque) é xeica.

Anos atrás, os portugueses noticiavam a visita da sheikha” do Kuwait a Portugal. Corretíssimo o uso do feminino, já que nenhum dicionário admite “xeique” ou “xeque” como substantivo de dois gêneros. O feminino já vem do árabe, e mesmo o inglês, língua que em geral não faz distinção de gênero nos cargos, usa a forma feminina sheikha.

Mas em português, é claro, deve escrever-se xeica – forma usada pela imprensa e pelo governo brasileiro, e perfeita do ponto de vista ortográfico, e que já consta do Dicionário Houaiss:

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O feminino de soldado é soldada

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De acordo com a gramática e dicionários, uma mulher militar sem graduação é uma soldada. São erradas construções como “a soldado“, “soldado mulher“, “uma soldado“, “as soldados“.

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De acordo com o vocabulário ortográfico e dicionáriossoldado não é um substantivo comum de dois gêneros. Não há justificativa para que a palavra não se flexione no feminino como qualquer outro substantivo masculino terminado em “o”.

O que ocorre com soldada é simplesmente o que ocorre com outras profissões tradicionalmente exercidas apenas por homens – como piloto e até carteiro. Mas não há dúvida: em bom português, uma mulher que entrega cartas é uma carteira (jamais “uma carteiro“); uma mulher que pilota aviões ou carros de corrida é uma pilota (nunca “uma piloto“, nem “uma mulher piloto“, etc.); e uma mulher militar sem graduação só pode ser uma soldada.

Pela tendência da língua, inexoravelmente a palavra soldada será um dia tão comum quanto hoje são juízaprefeita ou governadora, que causavam estranheza e eram evitadas na fala até décadas atrás. E aqueles que hoje usam a forma gramaticalmente errada “uma soldado” serão recordados com a mesma estranheza que hoje causam combinações outrora comuns – como “a primeiro-ministro“,  que era a forma mais usual não tantos atrás, quando a maioria da população estranhava o correto feminino “primeira-ministra”, simplesmente pela raridade que era uma mulher chegar a esse cargo, e achava normal tratamentos como este:

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Sargenta, feminino de sargento

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“Sargento” é uma palavra normal da língua portuguesa, que, como qualquer outra masculina terminada em “o”, faz plural em “a”: sargenta, feminino registrado no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras e nos dicionários, que ensinam que sargenta é a forma feminino de “sargento”, que por sua vez é palavra exclusivamente masculina. “A sargento”, “uma sargento” são formas tão erradas quanto “a menino”.

Em reportagem sobre o papel de militares nos jogos olímpicos do Rio, a rede Globo acaba de afirmar que “mais duas sargentos” acabam de ganhar medalhas. Por favor, Rede Globo: não é porque os militares falam errado que vocês precisam passar adiante esse erro, que até ofende os ouvidos. Não há nenhum motivo pelo qual a palavra sargento seria uma exceção na língua portuguesa – é uma regra de português que os substantivos comuns masculinos terminados em “o” fazem seu feminino em “a”.

E, como ensinam o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e todos os bons dicionários, “sargento” é palavra masculina (e não comum de dois gêneros: não existe, portanto “a sargento”). E o feminino, completamente regular, é sargenta – palavra devidamente registrada no Vocabulário Ortográfica da Academia Brasileira de Letras e em dicionários.

Em resumo: de acordo com os dicionários, com a gramática e com a Academia Brasileira de Letras, a palavra “sargento” é um substantivo apenas masculino, e o seu feminino é sargenta, e formas como “a sargento“, “uma sargento“, “duas sargentos” são erros grosseiros que até se explicam pela falta de costume (afinal, ainda há, infelizmente, relativamente poucas mulheres nas forças armadas), mas que em termos gramáticos fazem tanto sentido quanto “uma menino” ou “uma brasileiro“.

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A poeta ou a poetisa? “Poeta” pode ser masculino ou feminino

Uma mulher que escreve poesia é uma poeta ou uma poetisa? Novamente, para o desespero dos boçais linguísticos que odeiam a riqueza da língua portuguesa, por lhes privar do prazer de apontar erros aos demais e corrigi-los, é este um caso em que tanto faz: “a poeta” é forma tão correta quanto “poetisa”, como se lê em boas gramáticas atualizadas e na mais recente edição do Dicionário Houaiss:

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Como mostra o Dicionário Houaiss, poeta, hoje, é um substantivo de dois gêneros: pode dizer-se “o poeta” ou “a poeta”. Mesmo assim, o Houaiss prefere explicitar: “a palavra poeta pode ser usada para homens e mulheres“.

Embora “poetisa” seja a forma tradicional e continue a ser absolutamente correta, há grande número de mulheres poetas que preferem ser chamadas de “poeta”.

Note-se que não é caso único da palavra “poeta” (as mulheres cônsules também há muito já preferem ser chamadas aqui, rejeitando a forma “consulesa”, hoje de uso restrito às esposas de cônsules), nem é capricho da língua portuguesa: em francês é considerado correto o uso de “la poète“, e, em espanhol, de “la poeta“, ao lado das formas flexionadas. São opções que as línguas têm.

De resto, o que se deu em português com a palavra “poeta”, que os antigos dicionários (e os ainda desatualizados) traziam como substantivo feminino, é o mesmo que se deu com várias outras da língua, de que são exemplos cônsuloficial marechal – que, tradicionalmente, eram substantivos apenas masculinos, sendo tradicionalmente de regra o uso, no feminino, das formas flexionadas consulesaoficialamarechala, mas que hoje já caíram em desuso, sendo substituídas pelas neutras “a cônsul“, “a oficial“, “a marechal” – formas hoje tão corretas quanto “a poeta” (ou ainda como a hoje majoritária, porém relativamente inovadora forma “a presidente“).

Dos mesmos autores de “uma piloto” e “uma soldado”… a primeiro-ministro.

Hoje, ainda há quem diga que ídola não existe, que presidenta não existe, que membra não pode existir, que uma pilota é uma “mulher piloto”, que uma soldada é uma “mulher soldado”… São os mesmos, mesmíssimos que, em 1984, teriam defendido ainda que “primeira-ministra não existe”, que era coisa de feministas ou esquerdistas, e que o certo era escrever “a primeiro-ministro”:

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Feminicídio, deicídio, fordicídio e os vários tipos de assassinato

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Hoje, Dia Internacional da Mulher, completa um ano a promulgação, no Brasil, da lei do feminicídio, que transformou em crime hediondo no país o assassinato de mulher(es) por motivação diretamente relacionada ao seu gênero.

Anos atrás, o presidente Hugo Chávez veio várias vezes a público para denunciar o que seriam planos de oposicionistas de concretizar um magnicídio – o “assassinato de uma pessoa ilustre” – palavra que, embora muitos tenham achado ser uma invencionice do venezuelano, em português até o Dicionário de Caldas Aulete original já registrava (ver aqui).

Embora não registre ainda feminicídio – e aquele que o comete, o feminicida -, o Aurélio registra, além dos óbvios suicídio e homicídio, também os seguintes tipos de assassinato:

  • bispicídio: assassinato de bispo
  • deicídio: assassinato de um deus
  • filicídio: ato de matar o próprio filho
  • gnaticídio: ato de matar o próprio filho (forma menos usada de filicídio)
  • fordicídio: ato de matar uma vaca prenha
  • formicídio: ato de matar formigas
  • fratricídio: ato de matar o próprio irmão
  • gaticídio: ato de mator gato(s)
  • infanticídio: ato de matar criança(s)
  • mariticídio: ato de matar o próprio marido
  • matricídio: ato de matar a própria mãe
  • parricídio: ato de matar o pai, a mãe ou qualquer dos ascendentes
  • regicídio: ato de matar rei ou rainha
  • sororicídio: ato de matar a própria irmã
  • tiranicídio: assassinato de um tirano
  • uxoricídio: ato de matar a própria esposa

O feminino de piloto é pilota

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O feminino de piloto é pilota (pronúncia /pilôta/) – como se vê em dicionários portugueses e brasileiros, como o Dicionário Priberam (clique aqui para ler), que define “pilota” como: 1. Mulher que dirige uma embarcação, uma aeronave ou um veículo em provas automobilísticas; 2. Mulher que dirige alguma coisa, e como o brasileiro Grande Dicionário Sacconi:

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Para que expressões como “piloto chinesa” ou “a piloto” não fossem erros de gramática, a palavra piloto teria de ser um substantivo de dois gêneros (como repórter, jovem, mártir, fã, dentista, etc.). No entanto, a palavra piloto – como bem ensina o Dicionário Aurélio e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras – é um substantivo apenas masculino: não existe “a piloto”, nem “uma piloto”, ou “piloto chinesa”. O certo, como ensinam também os gramáticos Napoleão Mendes de Almeida, Sacconi e o Professor Pasquale,  é simplesmente “a pilota”: uma pilota chinesa, uma pilota de avião, uma pilota de moto, uma pilota de fórmula 1, uma copilota, etc.

A maioria dos dicionários em papel não registra pilota separadamente, simplesmente porque os dicionários em geral não registram o feminino dos substantivos. Os dicionários não indicam qual o feminino de professor ou ministro, mas é óbvio que não se diz “a professor” nem “a ministro”. Aliás, nem tão óbvio: não muito tempo atrás, a maioria dos jornais escrevia sobre “a primeiro-ministro Margaret Thatcher”, simplesmente porque o feminino “primeira-ministra”, até então um fato novo na História e, por consequência, na língua, causava estranheza a ouvidos conservadores. (Aliás, já neste século, há jornais que ainda não se acostumaram: RTP, com notícias da Agência Lusa, em 2005: “O filho da ex-primeiro-ministro Margaret Thatcher…”).

Da mesma forma, é só porque o Exército brasileiro (como os de quase todo o mundo) quase não tem mulheres que ainda haja quem (erroneamente) chame uma mulher de soldado: uma mulher, naturalmente, só pode ser uma soldada.

Da mesma forma, são corretíssimos os femininos adidaalfaiatabacharelafilhotageneralamarechala, mecânica, música, oficiala, paraninfa, reitora e sargenta. E, da mesma forma que até poucos anos atrás se falava em “a senador”, “a ministro”, “a conselheiro” e “a capitão”, muito em breve será absurdo se referir a uma pilota de carro, avião ou moto como “a piloto”.

Bispa, feminino de bispo

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Mais uma para a lista de palavras que faltam (ainda) em muitos dicionários, porém sobram na língua (culta) no dia a dia: bispa, correto feminino de bispo.

Ao longo da história, o bispado esteve restrito a homens – como ainda é o caso na Igreja Católica. Por essa razão, os dicionários registravam que bispo não tinha feminino, ou, equivocadamente, que o “feminino” de bispo seria “episcopisa” – na verdade, uma função distinta, inferior a de um bispo – ou à de uma bispa.

Atualmente, porém, há bispas na maioria das igrejas evangélicas do mundo – e a própria Igreja Católica usa a palavra. Em maio de 2015, o Papa Francisco fez um discurso destinado à “arcebispa de Uppsala, da Igreja Evangélica Luterana da Suécia“; em outubro deste ano, segundo a imprensa oficial do Vaticano, Francisco recebeu “pastoras e bispas da Comunhão Anglicana“.

Desde a década de 1990, há bispas na Igreja Luterana, a principal igreja da Alemanha (e de outros países como a Suécia), como fiéis em todo o mundo.

Ainda antes de 2000 já havia bispas oficiais em diversos países na Suécia e inclusive nas igrejas evangélicas do Brasil.

Em 2005, a Igreja Episcopal dos Estados Unidos (seção americana da Igreja Anglicana) elegeu uma bispa ao mais alto posto, à chefia da Igreja.

Há bispas também na Igreja Metodista de Moçambique e, é claro, nas Igrejas Evangélicas do Brasil – com reflexos em Angola.

Em 2007, “Cuba nomeou sua primeira bispa“. No mesmo ano, “Três mulheres foram ordenadas no Canadá durante cerimônia oficiada pela bispa alemã Patricia Fresen.

Na Austrália, há bispas desde 2008.

Em 2013, a Igreja Anglicana no Reino Unido teve sua primeira bispa: “Bispa irlandesa é a primeira da Igreja Anglicana no Reino Unido“.

Em 2014, a Igreja Anglicana nomeou sua primeira bispa na Inglaterra – onde é a religião estatal e oficial: “Igreja Anglicana da Inglaterra nomeia sua primeira bispa“.

Em 2015, como já dito, o líder da Igreja Católica recebeu uma arcebispapastoras e bispas.

Ainda que a existência de bispas e pastoras já não fosse (há décadas) uma realidade, os dicionários de todos modos deveriam registrar a forma feminina da palavra, que independe da realidade; não precisa haver hoje nenhuma papisa mulher para que a palavra exista, e seja usada – em literatura, obras de ficção ou mesmo debates teóricos ou discussões hipotéticas.