Cronologia do português

137 a.C. – Os romanos concluem a dominação da Península Ibérica, derrotando os povos nativos; nomeiam o nordeste da península (atuais Galiza e norte de Portugal) Galécia, colonizam-na e instituem o uso da língua latina. Pouco se sabe sobre a língua que era falada até então na região, substituída pelo latim.

409 – Com o processo de fragmentação do Império Romano, é proclamada a independência do Reino da Galécia, no nordeste da Península Ibérica, que incluía a atual Galiza e o que hoje é a metade norte de Portugal.

1128 – Portugal separa-se da Galiza; em 1139, é proclamado oficialmente o Reino de Portugal. Do final do século XII há hoje documentos oficialmente escritos em latim mas nos quais já se encontravam elementos do que viria ser a língua galego-portuguesa; um exemplo é o chamado Pacto dos Irmãos Pais.imagemp18

1214 – É redigido o testamento de dom Afonso II, terceiro rei de Portugal; é o mais antigo documento preservado até hoje já claramente escrito em linguagem diferente do latim – no que viria a ser, portanto, a língua galego-portuguesa, e, posteriormente, o português.

1279 – Chega ao poder Dinis I, sexto rei de Portugal, que, ao longo de seu reinado (1279-1325), fomentou o uso da língua popular (à época chamada “romance“, “romanço” ou simplesmente “linguagem“) nos documentos e decretos oficiais, em substituição ao latim. Também fundou a primeira universidade portuguesa, em 1290, em Coimbra, e traduziu os primeiros capítulos da Bíblia e outras obras à linguagem popular (ainda não chamada “português”).

1536 – Fernão de Oliveira publica a primeira gramática da história da língua portuguesa, finalmente assim denominada: era a Grammatica da lingoagem portuguesa (integralmente disponível, de graça, aqui).

1540 – Grammatica da lingua portuguesa, de João de Barros (segunda gramática da história do português; integralmente disponível aqui).

1562 – Jerónimo Cardoso publica o primeiro dicionário português (bilíngue): o “Dictionarium ex lusitanico in latinum sermonem” é a primeira “alfabetação da língua portuguesa”, com 12 064 palavras.

1572 – Luís Vaz de Camões publica a obra poética Os Lusíadas, considerada a epopeia portuguesa por excelência.

1576 – Duarte Nunez do Lião publica a Orthografia da Lingoa Portuguesa (disponível de graça aqui – de nada).

1580 – Portugal passa a fazer parte do Reino da Espanha.

1611 – Barbosa (Augustinum Barbosam) publica LUSITANUM, Dictionarium lusitanicolatinum, em Braga.

1640 – Após sessenta anos sob a monarquia espanhola, Portugal readquire sua independência.

1647 – Bento Pereyra publica o Thesouro da lingoa portuguesa, vocabulário bilíngue de português e latim.

1712-1728 – Raphael Bluteau publica o Vocabulario Portuguez e Latino; apesar do nome, definia em português cada um de seus 43 664 verbetes, pelo que é considerado o primeiro dicionário da língua portuguesa.

1755 – Dicionário Português-Latim de Carlos Folqman.

1789 – Antonio de Moraes publica o primeiro dicionário monolíngue da língua portuguesa, atribuindo a autoria a Bluteau, por se ter baseado no Vocabulário de 1712: chamou-o “Diccionario da lingua portugueza composto pelo padre D. Rafael Bluteau, reformado, e accrescentado por Antonio de Moraes Silva“.

1793 – Academia das Ciências de Lisboa publica o primeiro volume do seu primeiro dicionário (Diccionario da lingoa portugueza publicado pela Academia Real das Sciencias de Lisboa) nunca chegou a ser concluído, tendo sido publicada apenas a seção referente à letra “A”.IMG_0632

1806 – Em Lisboa, Francisco Rolland publica o Novo Diccionario da Lingua Portugueza – primeiro dicionário compacto, num único volume; seria posteriormente plagiado quase palavra por palavra por Luiz Maria da Silva Pinto, que o republicou sob o nome de “Diccionario da Lingua Brasileira

1813 – Dicionário de Moraes, 2ª edição (Diccionario da Lingua Portugueza, de Antonio de Moraes Silva).

1823 – Dicionário de Moraes, 3ª edição – última em vida do autor, e disponível grátis aqui – de nada.

1824 – Antonio de Moraes Silva publica a sua Grammatica Portugueza  (disponível aqui); o autor morre nesse mesmo ano.

1829 – Em Paris, José da Fonseca publica o Diccionario da Lingua Portugueza (edição de 1856 disponível aqui).

1831 – Dicionário de Moraes, 4ª edição (disponível, grátis, aqui: parte 1 e parte 2).

1836 – É publicada a obra Orthografia, ou arte de escrever, e pronunciar com acerto a lingua portugueza (disponível aqui), de autoria de João de Moraes Madureira Feijó.

1836 – Em Paris, Francisco Solano Constancio publica o Novo Diccionario Critico e Etymologico da Lingua Portugueza (disponível grátis aqui)que se propunha ser melhor que os dicionários de Bluteau e Moraes. Não teve êxito.

1850 – Em Lisboa, Eduardo de Faria publica o Novo Diccionario da Lingua Portugueza – seguido de um Diccionario de Synonymos. Na introdução, afirmava que os dois grandes dicionários existentes – Bluteau e Moraes – estavam “longe de se poderem chamar completos”. Não teve sucesso.

1858 – 6ª edição do Dicionário de Moraes (Diccionario da Lingua Portugueza composto por Antonio de Moraes Silva, natural do Rio de Janeiro).

1864 – Caldas Aulete publica a Grammatica Nacional.

1866 – Publicado, em Portugal, o primeiro VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, por iniciativa de Thomaz Quintino Antunes (editor), organizado por Gaspar Álvares Marques. A quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa de Gaspar Álvares Marques, publicada em 1896, trazia 56 mil verbetes.

1871 – Na cidade do Porto, em Portugal, a Chardon publica o Grande Diccionario Portuguez ou Thesouro da Lingua Portugueza, do Dr. Frei Domingos Vieira, por alguns considerada “a obra mais volumosa e de mais trabalho original, e mais especificamente linguística, da lexicografia portuguesa do século XIX” (mas não tem ortoépia): parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 (M-P), parte 5 (Q-Z).

1874 – Publicado, em Lisboa, o Diccionario Encyclopedico ou Novo Diccionario da Lingua Portugueza para uso dos Portuguezes e Brazileiros, de José Maria de Almeida e Araujo Corrêa de Lacerda.

1875 – Eça de Queiroz publica O Crime do Padre Amaro, obra que marca o início da literatura realista em Portugal.

1877 – 7ª edição do Dicionário de Moraes.

1881 – Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, obra que marca o início da literatura realista no Brasil.

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1881 – Publicada em Portugal a 1ª edição do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, posteriormente conhecido como dicionário “de Caldas Aulete” (embora o próprio Aulete tivesse morrido em 1878).

1890 – 8ª edição do Dicionário de Moraes.

1890 – F. Adolpho Coelho publica o Diccionario manual etymologico da lingua portugueza (parte I aqui, parte II aqui).

1895 – Diccionario prosodico de Portugal e Brazil, por Antonio José de Carvalho e João de Deus.

1899 – Em Portugal, Candido de Figueiredo publica o seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa (parte I aqui, parte II aqui), que viria a se tornar, ao lado do de Aulete e do de Moraes, um dos três principais dicionários portugueses até a metade do século XX. A 2ª edição do Dicionário está disponível gratuitamente aqui. A última edição do dicionário, a 25ª, foi publicada em Portugal em 1996.

1904 – Portugal: Gonçalves Viana publica “Ortografia Nacional“, em que propõe uma ortografia simplificada.

1910 – Na cidade do Porto, em Portugal, Jayme de Séguier publica, pela editora Lello & Irmão, o “Diccionário Prático Illustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro“. Teria novas edições em 1928 e em 1947, e serviria como base para os Dicionários Lello, publicados a partir de 1952, e que por sua vez deram origem, em 2009, ao Dicionário Priberam.

1911 – Academia de Lisboa promulga a primeira norma ortográfica oficial da língua, elaborada por equipe composta por Carolina Vasconcelos, José Leite de Vasconcelos, Adolfo Coelho, Candido de Figueiredo e Gonçalves Viana. Não houve coordenação com o Brasil.

1912 – Gonçalves Viana, “relator da Comissão da reforma ortográfica”, publica o Vocabulário Ortográfico e Remissivo da Língua Portuguesa, com “mais de 100 mil vocábulos, conforme a ortografia oficial” – disponível na íntegra, grátis, aqui.

1913 – Candido de Figueiredo lança a 2ª edição de seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa – disponível, hoje, em versão digital e aberta, aqui.

1921 – No Brasil, a Editora Melhoramentos publica a primeira edição do que viria a ser a Gramática Histórica da Língua Portuguesa, de Said Ali (nessa primeira edição, sob o título Lexeologia do Português Histórico).

1922 – No RJ, sob a direção de Laudelino Freire, publica-se edição fac-similada da 2ª de Moraes (de 1813), comemorativa do Centenário da Independência do Brasil.

1924 – Pequeno Dicionário de Candido de Figueiredo (que ajudou a popularizar mais ainda o grande, que já desbancara Aulete e Moraes em vendas).

1925 – Décadas após a morte do autor, é publicada em Portugal a 2ª edição do Dicionário de Caldas Aulete.IMG_8517

1928 – Publicada a segunda edição do Diccionário Prático Illustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro, de Jayme de Séguier (última em vida do autor).

1931 – Primeiro Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (proposta da ABL à ACL). Eliminou “sc” inicial, “h” mudo medial e todas as consoantes mediais completamente mudas, bem como as consoantes dobradas.

1932 – Academia Brasileira de Letras elabora o Vocabulário Ortográfico e Ortoépico da Língua Portuguesa, apresenta à Academia das Ciências de Lisboa para que fosse adotado como vocabulário oficial comum.

1932 – Antenor Nascentes publica o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa.

1935 –  Em Angola, António Assis Júnior enfim consegue publicar “O Segredo da Morta“, um “romance de costumes” angolano, escrito vinte anos antes, e que, apesar de ter existido uma geração de escritores angolanas da última década do século XIX, é considerado “ponto inaugural do romance em Angola”. Em 1949, publicaria o seu dicionário de português-quimbundo.

1938 – 1ª edição do Pequeno Dicionário Brasileira da Língua Portuguesa, de Hildebrando de Lima.

1939-1944 – No Brasil, Laudelino Freire, ex-presidente da ABL, publica seu Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa, com 5272 páginas e 208 104 palavras – o que faz dele até hoje um dos três maiores dicionários de português já publicados.

1940 – Portugal: publica-se o Vocabulário Ortográfico da ACL, “com base na reforma de 1911 e no acordo de 1931”.

1941 – No Brasil, Antenor Nascentes publica o Vocabulário Ortográfico do idioma nacional e vocabulário onomástico. Nos anos seguintes, faria um projeto do que viria a ser o primeiro dicionário oficial da Academia Brasileira de Letras, mas o texto, embora finalizado e entregue à ABL em 1943, apenas seria publicado em 1967.

1943 – ABL elabora uma nova ortografia (unilateralmente; somente brasileira, portanto), consubstanciada no “Formulário Ortográfico“. É publicado o “Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” da ABL (o “PVOLP”), com 110 mil verbetes.

1945 – Após dois anos de negociações, Brasil e Portugal assinam o Acordo Ortográfico de 1945 (idêntico ao de 1990, mas restaurando as consoantes mudas e fazendo Brasil adotar acentuação portuguesa em palavras como anónimo, António, génio, etc.).

1947 – ABL e ACL publicam o VORLP – Vocabulário Ortográfico Resumido da Língua Portuguesa –, que, autodeclaradamente “resumido”, deixava de lado todas as palavras com grafias “controversas” ou divergentes. Mesmo assim, o Acordo de 45 não foi ratificado no Brasil, de modo que, pelo meio século seguinte, o Brasil ficou com a ortografia de seu Formulário Ortográfico de 1943, e os demais países lusófonos com a ortografia do Acordo Ortográfico de 1945.

1948 – Em Portugal, o linguista Vasco Botelho de Amaral atualiza o Dicionário de Caldas Aulete, dando origem à terceira edição do Dicionário Aulete (a última publicada em Portugal).

1948-1958: Publicação da 10ª edição do Dicionário de Moraes, por Augusto Moreno, Cardoso Júnior e José Pedro Machado: em 12 volumes, com 12 278 páginas e 306 949 palavras, é até hoje o maior dicionário da história da língua portuguesa.

1952 – Em Portugal, Lello & Irmão, na cidade do Porto, publicam o Lello Popular – Novo Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa – que, em 2009, serviria de base para o Dicionário Priberam. Também no Porto, no mesmo ano, a Porto Editora publica a primeira edição do Dicionário Editora da Língua Portuguesa, atualizado até os dias de hoje.dici_g

1953 – No Brasil, Francisco Fernandes lança, pela Editora Globo, o Dicionário Brasileiro Contemporâneo, posteriormente conhecido como Dicionário Brasileiro Globo e atualizado por Celso Luft.

1954 – Brasil: 2ª edição do Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire. Apesar de volumoso e bem-feito, não chegou a se popularizar: vai-se constatando a preferência popular por dicionários em um único tomo.

1956 – Brasil: 1ª edição do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, de Silveira Bueno. Em sucessivas edições, viria a ser, pelas quatro décadas seguintes, patrocinado pelo Ministério da Educação brasileiro.

1958 – Dicionário de Caldas Aulete (Dicionário contemporâneo da língua portuguesa) passa a ser publicado no Brasil. Teria novas edições em 1964 (a 5ª edição no total), 1974, 1980 e 1987 (8ª edição). Também no Brasil, Soares Amora publica seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

1961 – Começa a ser finalmente publicado o dicionário proposto à ABL por Antenor Nascentes em 1941: o Dicionário de língua portuguesa da Academia Brasileira de Letras foi o img_2870primeiro dicionário da história da ABLem cinco volumes, trazia 72 mil verbetes.

1962 – Publicação do Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos, por Adalberto Prado e Silva. Teria várias reedições, inclusive pela Encyclopedia Britannica do Brasil (sob o título de Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesafoto ao lado)Em 1998, relançado sob o nome de Dicionário Michaelis, chegou a ter 173.661 verbetes (disponíveis aqui).

1964 – Brasil: Grande Dicionário Etimológico-Prosódico da Língua Portuguesa, de Silveira Bueno.

1966 – Portugal: Rebelo Gonçalves publica seu Vocabulário da Língua Portuguesa, que viria a ser a norma ortográfica oficiosa de Portugal até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

1967 – Brasil: equipe chefiado por Aurélio Buarque de Hollanda publica a 11ª (e última) edição do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa (que já não era nada pequeno). Com o fechamento da editora que o publicava pelo regime militar brasileiro, Aurélio Buarque de Hollanda se veria temporariamente desempregado, e passaria a trabalhar em seu próprio dicionário.

IMG_13601970 – Publicação, no Brasil, do “LISA – Grande Dicionário da Língua Portuguesa“, em cinco volumes.

1971 e 1973 – Após coordenação informal, o Brasil (em 1971) e Portugal (em 1973) aprovam unilateralmente pequenos ajustes a suas próprias ortografias, aproximando-as (suprimiram-se por exemplo acentos gráficos responsáveis por até 70% das divergências entre as duas ortografias oficiais).

1845381975 – Publicação do 1º Novo Dicionário Aurélio: dizia ter “mais de 100 mil verbetes”, mas hoje se sabe que tinha cerca de 88.500 verbetes. Sucesso de crítica e vendas, vira o dicionário mais vendido da língua portuguesa até hoje.

Dicionrio-Ilustrado-da-Academia-Bras-de-Letras-Edio-201501271649111976 – Academia Brasileira de Letras publica a 2ª edição de seu dicionário: em seis volumes ilustrados, trazia 88.818 verbetes.
Jânio Quadros, ex-presidente do Brasil, lança o Novo Dicionário Prático da Língua Portuguesa.
É publicada a Enciclopédia Mirador Internacional, sob a supervisão de Antônio Houaiss.

1977 – A Academia Brasileira de Letras publica a primeira edição de seu grande Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), elaborado por Antônio Houaiss. Trazia mais de 300 mil verbetes.

1979 – É publicado o Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse, sob supervisão de Antônio Houaiss.

1981 – Em Portugal, José Pedro Machado (responsável pela colossal 10ª edição do Dicionário de Moraes, na década de 1950) publica o seu Grande Dicionário da Língua Portuguesa.

1982 – Em Portugal, a Porto Editora publica a 5ª edição de seu Dicionário, agora chamado Dicionário da Língua Portuguesa (da 2ª à 4ª edição, chamara-se Dicionário de Português).

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1982 – No Brasil, Antônio Geraldo da Cunha publica seu Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Em 1986, sairia a segunda edição.

1984 – Na Galiza, é publicado o Prontuário ortográfico da língua galego-portuguesa das Irmandades da Fala.

1984 – Publicado o Dicionário Brasileiro Globo, de Francisco Fernandes e Celso Luft; é uma atualização do Dicionário Brasileiro Contemporâneo, de 1953. Teve várias reedições, até 2003 (56ª edição).

1985 – O gramático brasileiro Celso Cunha e o português Lindley Cintra publicam juntos a primeira edição da Nova Gramática do Português Contemporâneo, que se torna obra de referência tanto no Brasil quanto em Portugal.

1986 – Na Galiza, Estraviz publica, em três volumes com 96 000 verbetes, o primeiro moderno dicionário da língua galega em ortografia portuguesa. Reunidos no Brasil, representantes dos países lusófonos e observadores galegos debatem um acordo para a unificação ortográfica do português. O acordo, que visava a unificar totalmente a ortografia, fracassaria pela reação popular às propostas consideradas revolucionárias demais, como a supressão do acento em todas as palavras proparoxítonas.

1987 – 2ª edição do Dicionário Aurélio (com exatos 115 243 verbetes): sucesso total de vendas, foi a última em vida de Aurélio Buarque de Holanda, que faleceu em 1989.

1988 – A Academia Brasileira de Letras publica a 2ª edição de seu Dicionário – com 88 818 palavras, em volume único – e a 2ª edição do VOLP.moderno-dicionario-da-lingua-portuguesa-michaelis-1998-723501-mlb20327201349_062015-f

1990 – Em Lisboa, Portugal, Brasil e os cinco países africanos de língua oficial portuguesa assinam o Acordo Ortográfico de 1990.

1996 – Antônio Houaiss é eleito presidente da Academia Brasileira de Letras. É fundada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

1998 – No Brasil, a Melhoramentos publica o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa.

1999 – É publicada a 3ª edição do Aurélio (“Aurélio Séc. XXI“), a primeira após a morte do autor (Aurélio falecera em 1989). Trazia 139 427 palavras. Em 1999, morre Antônio Houaiss, sem ter conseguido publicar, em vida, o dicionário que levaria seu nome.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

2001 – No Brasil, é publicada a 1ª edição do Dicionário Houaiss, com quase 200 mil palavras.
14905Em Portugal, depois de duas tentativas frustradas (em que não se passara da letra “A”) nos séculos anteriores, é lançado o primeiro dicionário (completo) da Academia das Ciências de Lisboa, com 70 mil palavras. Embora aparentemente “pequeno”, é volumoso (são dois grandes tomos) e foi elaborado com base num corpus – isto é, as palavras que dele constam foram escolhidas não aleatoriamente, da “cabeça” do dicionarista, mas de um levantamento técnico e preciso das palavras efetivamente mais usadas na língua, de acordo com base de dados informatizadas.

image20-20cc3b3pia-thumb-600x813-90992002 – Francisco da Silva Borba publica o Dicionário de Usos do Português do Brasil: o primeiro dicionário brasileiro cujas palavras foram selecionadas, como no da Academia de Lisboa, com base em córpus científico de usos efetivos da língua.

2004 – Instalada em Moçambique desde 2002, a imagePlural Editores, braço “internacional” da portuguesa Porto Editora, lança o Dicionário Plural da Língua Portuguesa, com especial atenção aos africanismos, sobretudo de Angola e Moçambique.

18872122006 – Em Portugal, Texto Editores lança o Dicionário Universal (Integral), com 95.320 vocábulos (sem contar topônimos, antropônimos, estrangeirismos, abreviaturas, etc.). Em Angola, são lançados os primeiros dicionários angolanos da língua portuguesa, pelo Plural Editores, filiada da portuguesa Porto Editora.

2007 – No Brasil, o Dicionário Aulete “renasce” após 20 anos sem novas edições. O novo Aulete, inteiramente disponível na Internet, traz hoje 211 732 verbetes. É o maior dicionário de português atualizado – o segundo maior, depois da edição do Dicionário de Moraes que se terminou de publicar em 1958.

dicionario-universal2008 – Em Portugal, Malaca Casteleiro publica, pela Texto Editores, os dois primeiros dicionários adaptados ao novo Acordo Ortográfico. Além da atualização do Universal, lançou-se o “Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico”, com 1969 páginas.

2009 – No Brasil, é lançada a 4ª edição do (grande) Aurélio, adaptada ao Acordo Ortográfico. Já nimage_thumb5b95do ano seguinte (2010) lançam uma 5ª edição, para “corrigir” as mudanças referentes ao Acordo, de modo a seguir as interpretações do VOLP da ABL; essa quinta (e mais recente) edição do “Aurelião” traz exatos 143 387 verbetes.

2009 – 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (ABL), a primeira sob o Acordo Ortográfico de 1990. É o maior vocabulário da língua portuguesa já compilado.

2009 – É lançado o Dicionário Houaiss adaptado ao Acordo Ortográfico – uma versão resumida da versão de 2001. Na Galiza, o Dicionário Estraviz chega às 125 mil palavras.

2010 – A Guiné Equatorial adota o português como língua oficial (ao lado do espanhol e do francês). Em Portugal, o Grande Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora chega às 104 mil palavras com etimologia apresentada. Também em Portugal é lançado o Vocabulário Ortográfico do Português, que passa a ser o vocabulário oficial do governo português.

2011 – O Dicionário Priberam chega às 100 mil palavras.

2012 – Em Portugal, é publicado o Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, com 70 mil palavras.

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2014 – O governo brasileiro publica o Vocabulário Histórico-Cronológico do Português Medieval – obra idealizada e iniciada 35 anos antes por Antonio Geraldo da Cunha (falecido em 1999).

2014 – A Guiné Equatorial, que adotara o português como língua oficial (ao lado do espanhol e do francês) em 2010, torna-se o 9º membro da CPLP.

2015 – No Brasil, o Dicionário Aurélio completa 40 anos, sem edição comemorativa, pelo litígio judicial em curso, enquanto o Houaiss anuncia que não mais se publicará a versão completa do dicionário (o Grande Houaiss) em papel – a versão brasileira deste será restrita à Internet.image (1)

Já em Portugal, o Grande Houaiss é publicado em livro (pela Editora Círculo de Leitores, com apoio da Fundação Gulbenkian): são seis volumes, com 4 mil páginas.

Em Angola, Moçambique e Timor-Leste, a Plural Editores, filiada à portuguesa Porto Editora, lança o Dicionário Prestígio da Língua Portuguesa.

2016 – Fim do período de transição ortográfica no Brasil. O Acordo Ortográfico de 1990 passa a vigorar oficialmente como única ortografia legal em Brasil, Cabo Verde, Guiné, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Apenas Angola e Moçambique ainda não adotam oficialmente a nova ortografia.

Em comentário no DicionarioeGramatica.com, o Dicionário Priberam anuncia ter superado a marca de 115 mil palavras.

2017 – Na Galiza, terra de origem da língua portuguesa, o Dicionário Estraviz, em versão eletrônica gratuita, chega às 136.460 palavras.

42 comentários sobre “Cronologia do português

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  5. Ficou formalmente documentado o decreto de dom Dinis I, sexto rei de Portugal, que teria oficializado a língua comum, falada pelo povo (porém ainda não chamada “português”) como língua oficial da corte, em substituição ao latim?

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    • Diferentes páginas da Internet e mesmo livros de fato mencionam que dom Dinis teria publicado um “decreto” que teria oficializado o uso da língua comum na administração portuguesa, em substituição ao latim. Pesquisa a esse respeito revela, porém, que a afirmação é falsa – no reinado de dom Dinis se generalizou o uso da língua comum nos documentos, isso é verdade; não existiu, porém, nenhum decreto ou decisão escrita que o determinasse.

      O filólogo e dicionarista português José Pedro Machado escreveu artigo exatamente a esse respeito em 1989, intitulado “A tal decisão régia…”, em que afirma que a ideia de um documento escrito pelo rei oficializando o uso da língua (que sequer tinha nome) não faz sentido; o que o rei fez, sim, foi usar essa língua popular em seus vários decretos, dos quais há cópias até hoje. Mas não precisou fazer um decreto determinando que fizesse o que já fazia.

      Machado afirma que o que sempre se ensinou em Portugal foi que foi no reinado de dom Dinis “que se generalizara o uso do português como idioma oficial, nos diplomas reais, mas que não se conhecia entre estes [diplomas reais] algum que determinava essa exclusividade”. Conclui o autor que dom Dinis não oficializou explicitamente “o uso da língua portuguesa”, e que “houve lapso em se admitir que tal tenha acontecido”.

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      • O que é isto que tu apresentas, sua aberração sebosa??? Nem para introdução serve AHAHAHHAHAHAHH Mal vi o Castro, o colecionador de mitos sem apresentar provas, citado, deixei de ler.

        Não, não houve romance galaico nem romance lusitano. Esse é exatamente o truque galeguista. As tribos pré-Roma são TRIBOS LUSITANAS. Podes ler “As epígrafes em língua lusitana”, em que se fala da semelhança etno-linguística dos calaicos e lusitanos e se deixa claro que FOI DETETADA ONOMÁSTICA LUSITANA NA TERRA DOS CALAICOS. Aliás, até é usado o termo “CONFEDERAÇÃO LUSITANA” para mencionar as tribos lusitanas do ocidente peninsular pré-romano. Como não se os calaicos eram os lusitanos a norte do Douro?? Quem o diz é Estrabão na sua obra Geografia e certamente que ele sabe mais que as fraudes mitómanas Castro e Venâncio. Aliás, ele é a autoridade máxima na Península Ibérica pré-romana. A não ser, lá está, que o Castro e o Venâncio tenham vivido nessa época e entretanto ressuscitado para anunciar a boa nova do anedótico “romance primitivo galaico” (não consigo parar de ri com a invenção!).

        Consenso?? LOOOOL Essa é a tua realidade alternativa, certo, seu asno labrego? A Duke University fala em substrato celto-lusitano e isso já inclui o lusitano, falado na zona mais populosa da faixa atlântica, e as outras línguas menores que, justamente por serem menores, não tiveram o impacto que o lusitano teve. Daí o termo “celto-lusitano” – lusitano e outras línguas celtas menores. O latim vulgar mistura-se com este património linguístico pré-latino e a partir daqui dá-se a evolução. Os primeiros documentos, do século IX, CURIOSAMENTE NO CONDADO PORTUCALENSE e na Galiza SÓ NO SÉCULO XIII, estão neste dialeto mas sem desvios consideráveis face à grafia latina tradicional estando as transformações sobretudo no domínio da fonética. Prossegue a evolução no Condado Portucalense, onde forma detetados os documentos, e no resto do ocidente peninsular e em finais do século XIII, já no Reino de Portugal a escrita já apresenta autonomia suficiente para fazer emergir uma língua independente do latim, algo COMPROVÁVEL em O livro de Linhagens (Pedro Afonso) e a Crónica de D. Fernando (Fernão Lopes) só para citar dois exemplos dos quais já se fizeram análises académicas FUNDAMENTADAS, e não bitaites arbitrários à la Venâncio ou Castro.

        Aporte galaico?? Substrato galaico? AHAHHAHAHAH Onde está que ninguém sabe, ninguém viu, ninguém leu, ninguém detetou?? Nada. Zero. Bola. Nem na meia página ridícula que mencionaste nem em lado nenhum. Não existe nada de “galaico”. O único que está comprovado e descrito até por autores estrangeiros é o substrato “celto-lusitano”. FACTO.

        Estás a ver o que é rigor, base científica, cronologia histórico-linguística estribada em evidência documental?? Então aprende e diz lá ao castro e ao Venâncio que a academia não é lugar para achismos e bitaites.

        Mete a viola no saco e não te humilhes mais, sua abécula parolona e atrasada.

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        • Existe um romance LATINO de influência celto-lusitana! E é este dialeto que origina o português. Na Galécia dos SUEVOS não se introduziu nenhuma influência linguística diferente da que já existia nates. logo é TECNICAMENTE IMPOSSÍVEL o que tu dizes. Só se fosse influência do superestrato germânico mas, esse sim, foi comprovadamente residual, tal como o árabe (600 palabras, metade topónimos). Havia dialetos moçárabes, ou seja, dialetos latinos em toda a faixa ocidental peninsular como faz questão de sublinhar Orlando Ribeiro (1987) – do extremo da Galiza ao extremo do Algarve.

          Aprende, labrego.

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        • Mouro,

          Lê a minha última tentativa de te ilustrar: galaicos e lusitanos eram tribos que habitavam a província a que Roma chamou Lusitânia. Se Roma tivesse chamado Alfacínia a esta parte da Península Ibérica, não estarias a fazer tanta confusão. Dirias que galaicos e lusitanos eram tribos alfacinenses e que dois romances surgiram em Alfacínia: um de substrato galaico; outro de substrato lusitano. E aí serias capaz de entender que, embora ambos os romances fossem alfacinenses, um tinha substrato galaico, e o outro, lusitano; e que foi o romance alfacinense de substrato galaico que deu origem ao português, enquanto o romance alfacinense de substrato lusitano PRATICAMENTE MORREU.
          Entendeste, mouro?

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        • Deixei passar sem resposta essa barbaridade que escreveste. Então, existe um romance latino? Todos os romances são latinos, idiota! De facto, na Galécia dos suevos não se introduziu nenhuma nova influência linguística, como dizes: já lá estava a língua que falavam os galaicos, que não era a mesma que falavam os lusitanos.
          Repito para ver se aprendes, de uma vez por todas: lusitanos e galaicos eram duas etnias diferentes, que falavam línguas diferentes (aparentadas, segundo alguns linguistas; não aparentadas, segundo outros, para alguns dos quais o lusitano era uma língua itálica, ao passo que o galaico, uma língua céltica), e habitavam ambos as terras a que os romanos chamariam Lusitânia, em alusão a apenas um dos povos (os lusitanos) que ali viviam. É somente neste sentido muito específico que podes dizer que o substrato que deu origem ao romance de que se originaria o português era lusitano: no sentido de que era um substrato de uma língua falada por um dos povos da Lusitânia, embora fosse a língua falada pelos galaicos, e não pelos lusitanos.
          Se não aprendeste agora, não aprenderás mais. Continuarás a fazer triste figura. E achas que tenho motivações políticas, porque te disse que Portugal é a Galiza do Sul: aquilo foi provocação, confesso-te sem corar.
          Pouco se me dão esses nacionalismos bacocos da gentalha pacóvia como tu!

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        • Roma não inventou nome nenhum. Roma deu-lhes o nome que eles tinham. Por que é que haveria de inventar um nome genérico?? LOOOOL As fontes clássicas, únicas fontes válidas nesta matéria, são claríssimas. Aliás, essas tribos lusitanas lutaram juntas contra Roma durante mais de 200 anos. Repito, mais de 200 anos. Se não tivessem nada em comum juntariam esforços durante tanto tempo?? LOOOL És uma anedota. Mais, PORQUE HÁ MAIS, mesmo no início da romanização, resultado da delimitação de Augustus (25 – 20 BC), mais um dado revelador do que se passava antes, a Galécia era a parte norte da Lusitânia antes da criação da província Tarraconense. Portanto, como vês, está tudo muito cristalino. Jamais alguém falou em substrato galaico. O substrato é celto-lusitano e nisso já se incluem as línguas menores que pouca ou nenhuma influência tiveram. As línguas autóctones faladas na Lusitânia, sobretudo o lusitano, de que há vestígios no século X ainda, moldam o latim que origina o Português em finais do século XIII no Reino de Portugal. Podes espernear e berrar porque o conhecimento não se faz de mitos nem de desejos absurdos motivados por complexos de inferioridade absurdos. É o que é, abécula descerebrada.

          A Galécia não deu NADA de específico à língua. NADA. Não há a mais pálida evidência de tal e, como é óbvio, não a vais encontrar em pleno século XXI?? Já te disse que ninguém leva a sério pseudo-académicos cujo método de trabalho é a IMAGINAÇÃO, certo?? Pois, bem me parecia ahahha

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        • AHAHHAHAHHAH O Ocidente peninsular é a mesma comunidade etno-linguística desde os tempos pré-romanos. Claro que o romance é latino, qual a dúvida?? O que se falava em toda a faixa atlântica da Península Ibérica era um dialeto latino, ou seja, romance ibero-ocidental, definido pelo cruzamento entre o latim vulgar e as línguas celtas pré-latinas faladas na Lusitânia. É isto que está devidamente documentado.

          Mais um autor ESTRANGEIRO: Alan W Ertl, em “Towards an understanding of Europe” (University of Maryland” é clarinho: a Galécia, CRIAÇÃO ROMANA, estava incluída na LUSITÂNIA mesmo no período inicial da romanização (Augustus). Calma, mete gelo ahahah Esta é a evidência documental. O que tu dizes é o que tu querias que fosse. Quase que dás pena, seu enxovedo seboso.

          Em “As epígrafes em língua Lusitana”: “As entidades étnicas da confederação lusitana”.
          “A relação entre os Lusitanos e Galaicos, no noroeste da península, surge assim
          mais estreita, uma vez que, até às influências romanas, estes mantiveram uma
          organização muito semelhante, o que fomentou a sua correspondência etno-cultural,
          destacando a relação linguística presente na identificação da onomástica indígena
          comum nas epígrafes do período romano.”

          As guerras contra os Romanos são descritas em todo o lado como as “guerras lusitanas”. Os calaicos, lusitanos a norte do Douro que forma bem diligentes nessas guerras, como esclarece Estrabão, estavam onde?? Nos Alpes??? Que risota. Desculpa lá, eu sei que estás esmagado mas acalma-te… como é que é mesmo?? Romance primitivo, quê? Galaico?? AHAHHAHAHHAHAHAHH Onde estão concretos os elementos desse imaginário romance?? Que comédia. Surgiu por pós de perlimpimpim. O Venâncio e o Castro, que já existiam à época, espalharam os pós, do nada, e surgiu o romance primitivo não sei das quantas. Que argumentação sólida e cheia de evidência documental AHAHAHAHAHAHHAAH É que nem peco mais tempo contigo. As inconsistências, a falta gritante de evidência e o ódio a Portugal fazem de ti e dessa ultra-minoria revisionista a chacota da academia.

          A Galiza é Portugal, sempre foi. Aliás, o único rei da Galiza não suevo e não vassalo é o PORTUGUÊS D. Fernando I aclamado várias vezes por todas as classes galegas durante o século XIV.

          Enxerga-te, figurinha deprimente. Estás farto de levar porrada e nem assim aprendes. Deves ser masoquista. Sabes o que me dá um gozo supremo?? É sentir essa tua insegurança e perceber que tu próprio, lá no fundo, não acreditas no que dizes mas não consegues minorar o ódio ARTIFICIAL que tens, qual erva daninha nojenta, ao teu próprio país, ainda para mais um país que se construiu de norte para sul pelos valentes portucalenses que deram força nacional e política a toda uma comunidade etno-linguística do ocidente peninsular, formada já bem antes da invasão romana (daí as lutas titânicas para defender o território lusitano, ao passo que os outros povoda da Península cederam facilmente a Roma).

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        • Aqui tu mentes, simplesmente, mentes!
          Toma lá o teu Estrabão e faze dele bom proveito, nem que seja para o enfiares pelo teu rabo (segue a referência, para o caso de quereres ler na tradução do latim para o espanhol diretamente da fonte: https://books.google.com.br/books?id=uTZWPpexcUwC&pg=PA137&dq=estrab%C3%B3n+calaicos+lusitanos&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiI6OzdrdbdAhUHH5AKHVWhB3QQ6AEIKTAA#v=onepage&q&f=false)

          “Bruto, por sobrenome Calaico, usando de esta Ciudad como de un alcázar, hizo la guerra contra Los Lusitanos, los venció y fortificó tanto las desembocaduras del Río, que hizo libre la navegacion del Mediterraneo y seguros los tráficos de su comercio. por eso estas ciudads son de las mejores que hay situadas al Tajo. El Río abunda de peces y ostras. Nace de los Celtíberos y vá por los Vetones, Carpetanos y Lusitanos hácia el Ocaso equinoccial, y si alguna vez corre á igual distancia respecto del Guadiana y Betis, luego se aparta, declinando ellos a la costa Meridional. Aquellos que están situados sobre los montes arriba dichos, especialmente los Oretanos, ván al Mediodía, tocando por alguna parte la ribera del mar, que está fuera de las Columnas. Al Septentrion de estos están los Carpetanos, después los Vetones y Vaccéos, por quines corre Durias ó el Duero, bañando su Ciudad Aconcia. Los últimos son los Calaicos, quienes habitan mucha Region montuosa difícil de subirse. ESTOS DIERON SOBRENOME DE CALAICO AL QUE DERROTÓ LA LUSITANIA, E HICIERON QUE MUCHOS LUSITANOS SE LLAMASEN CALAICOS”.

          Leste-o bem, mouro de merda?!
          “Os últimos são os calaicos, que habitam região muito montanhosa difícil de subir. Estes deram o cognome de Calaico àquele que derrotou a Lusitânia, e fizeram com que muitos lusitanos se chamassem calaicos”!
          Toma, mouro, lê e chora: os lusitanos, de quem achas que descendes, chamavam calaicos a si mesmos depois que a Lusitânia foi derrotada pelos galaicos!
          Que se unissem calaicos e lusitanos contra os romanos não implica que fossem um só povo: já ouviste falar de alianças militares contra um inimigo comum, seu quadrúpede?
          Vai comer feno no teu estábulo, vai!

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        • Antes de ires comer feno ao estábulo, lê lá o teu Estrabão! Ou enfia-o no teu rabo, como preferires! Vê lá se galaicos e lusitanos eram o mesmo povo, vê!
          Os CALAICOS DERROTARAM A LUSITÂNIA, E, DEPOIS DA DERROTA, ALGUNS LUSITANOS PASSARAM A CHAMAR-SE CALAICOS.
          Não sou eu quem o diz, quadrúpede mouro dos infernos, é o teu Estrabão! Vai lá despertar o homem do sono eterno para lhe mostrar que ele morreu em erro, que galaicos e lusitanos eram uma só tribo, que não podem ter andado em guerra, que os lusitanos jamais podem ter perdido alguma guerra aos calaicos! Vai lá, mostra a Estrabão que és tu que viveu à época e que podes falar do assunto com mais propriedade!
          Asno!

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        • E é minha a insegurança: és tu que queres, a todo o custo, que descendamos de uma comunidade etno-linguística homogénea desde os tempos pré-romanos, quando abundam evidências, em FONTES COEVAS, CLÁSSICAS, COMO EXIGES, de que eram MUITAS AS ETNIAS NO OCIDENTE PENINSULAR!
          É de dar pena como não percebes que a fractura identitária tem-la tu, e não eu! A mim pouco me importa se descendo dos galaicos ou dos lusitanos, ou dos suevos, ou directamente do próprio Adão!
          O que não admito é que se amoldem os factos às ideologias político-identitárias! Tu acusas-me de fazer o que, na verdade, és tu que fazes! E não o percebes!
          És louco, ou parvo, ou intelectualmente desonesto. Na verdade, és tudo isto!

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        • AHAHAHHAHAHH Quando eu acho que a tua burrice já não pode bater mais no fundo, eis que tu surges em força.

          Estrabão: a Lusitânia vai do Tejo ao mar Cantábrico. “Calaicos e lusitanos eram aparentados”. Ele chama-lhes mesmo lusitanos, incluindo-os nas tribos lusitanas. Aliás, os calaicos eram dos mais empenhados a combater Roma sob as ordens do seu líder Viriato.

          Juntando a isso, ainda tens isto:
          Em “As epígrafes em língua Lusitana”: “As entidades étnicas da confederação lusitana”. Lê lá, “confederação lusitana”.
          “A relação entre os Lusitanos e Galaicos, no noroeste da península, surge assim
          mais estreita, uma vez que, até às influências romanas, estes mantiveram uma
          organização muito semelhante, o que fomentou a sua correspondência etno-cultural,
          destacando a relação linguística presente na identificação da onomástica indígena
          comum nas epígrafes do período romano.”

          Aprende, complexado burro das divagações vazias, delirantes e lunáticas. Não vês que ao insistires nesse romance imaginário só te enterras?? Tu deliberadamente vais atrás de um MITO de que não há a mais pálida prova. A mais pálida sequer. Esse patético romance primitivo não sei das quantas dava um excelente sketch de humor. Vamos ter de tratar disso ahaha

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        • Não leste o trecho que extraí directamente da Geografia, de Estrabão, seu mouro atrevido?
          Custou-te muito lê-lo, doeu-te a fundo, não foi?
          Lê, então, uma vez mais, para que te doas, porque é mesmo doloroso o aprendizado para os burros como tu:

          “Bruto, por sobrenome Calaico, usando de esta Ciudad como de un alcázar, hizo la guerra contra Los Lusitanos, los venció y fortificó tanto las desembocaduras del Río, que hizo libre la navegacion del Mediterraneo y seguros los tráficos de su comercio. por eso estas ciudads son de las mejores que hay situadas al Tajo. El Río abunda de peces y ostras. Nace de los Celtíberos y vá por los Vetones, Carpetanos y Lusitanos hácia el Ocaso equinoccial, y si alguna vez corre á igual distancia respecto del Guadiana y Betis, luego se aparta, declinando ellos a la costa Meridional. Aquellos que están situados sobre los montes arriba dichos, especialmente los Oretanos, ván al Mediodía, tocando por alguna parte la ribera del mar, que está fuera de las Columnas. Al Septentrion de estos están los Carpetanos, después los Vetones y Vaccéos, por quines corre Durias ó el Duero, bañando su Ciudad Aconcia. Los últimos son los Calaicos, quienes habitan mucha Region montuosa difícil de subirse. ESTOS DIERON SOBRENOME DE CALAICO AL QUE DERROTÓ LA LUSITANIA, E HICIERON QUE MUCHOS LUSITANOS SE LLAMASEN CALAICOS”.

          E que os romanos chamassem Lusitânia a todo o Ocidente peninsular, pouco importa, porque pouco importa o nome que escolhessem dar à sua província mais a ocidente. Importa que está lá, em Estrabão, para quem o quiser ler:

          “Os últimos são os Calaicos, que habitam uma região montanhosa difícil de subir [alguma dúvida sobre que região seja esta, mouro de merda?]. Estes deram o cognome de Calaico àquele que DERROTOU A LUSITÂNIA, E FIZERAM QUE MUITOS LUSITANOS SE CHAMASSEM CALAICOS”.

          E, agora, falhados que se sonham lusitanos, como tu, ignoram que muitos lusitanos passaram a chamar-se calaicos depois que estes foram derrotados por um calaico que, como tal, era chamado, O CALAICO!

          Vai comer o teu feno, vai.

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        • AHAHAHHAHAHAH O Júlio Bruto era ROMANO, não calaico! EPIC FAILLLL.

          Eu estou a falar das ORIGENS, do período pré-romano, seu asno grotesco! O Estrabão chama com todas letras LUSITANOS aos calaicos e diz que a Lusitânia vai do Tejo ao mar Cantábrico, sendo a “mais poderosa das nações ibéricas e a que entre todas por mais tempo deteve as armas dos romanos”. Dentro desses luistanos estão os calaicos que combateram Roma sob as ordens dos sues líderes lusitanos.

          Tu confundes período romano com período pré-romano. AHAHHAHAHA Que anedota. És o maior burro e imbecil que alguma vez apanhei na internet. Nossa, tão mau. Não admira que sejas um marginalizado que procura sentir-se alguém junto de falhados renegados como os galegos que mais não são do que portugueses obrigados a ser espanhóis.

          EPIC FAIL. EPIC FAIL. EPIC FAIL. Falhanço humano na sua plenitude. Depois desta, se tivesses dignidade, ias-te embora, sua abécula descerebrada ahahahha

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    • Sabes qual é o teu problema?? É que esse mito em que insistes tem de ser PROVADO e tu não consegues fazê-lo nem nunca conseguiras porque é mentira.

      Foi detetada onomástica lusitana na terras dos calaicos que são originalmente lusitanos. isto é que é chato para ti. E seja como for, o dialeto evolui em todo o ocidente peninsular, senão prova o contrário com evidência documental inequívoca.

      O português nasce do dialeto latino celto-lusitano que recebe os traços diferenciadores das línguas da Lusitânia, que já existiam antes de existir Galécia. E a evolução posterior dá-se em todo o território do ocidente peninsular. Já, em plena Reconquista, e mesmo com os territórios meridionais sob administração dos mouros, falava-se o mesmo que se falava mais anorte porque o povão não andava a aprender Árabe. Só para te relembrar que estávamos na Idade Média, sendo que Orlando Ribeiro (1987) deixa absolutamente claro que os dialetos moçárabes, que eram LATIM, se estendiam entre os séculos VIII e XIII, vou repetir, entre os séculos VIII e XIII, do NORTE AO SUL DA FAIXA OCIDENTAL ATLÂNTICA.

      KO, Nelinho do sebo. Já “fostes”.

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      • Os gallaeci ou callaeci e os lusitani só são lusitanos se tiveres projectares sobre a Lusitânia uma visão de Estado que só muito mais tarde surgiria: foram os Romanos que chamaram Lusitânia a uma terra a que nenhuma das tribos que nela habitavam chamava assim. Enquanto se sabe que os gallaeci eram celtas e falavam uma língua celta, a celticidade dos lusitani e da língua que falavam é questionada. Tu confundes tudo na tua ignorância: ah, moravam lá na Lusitânia os lusitanos e os galaicos, de modo que eram tudo um só povo, um povo lusitano, porque eram da Lusitânia, e que falavam uma língua só, a lusitana. Nem a existência do mirandês e do sem-número de línguas que ainda hoje há em Espanha te lembram de que podem coexistir, a uma distância de poucas léguas, povos e línguas bem diferentes. Chora quanto quiseres, mas Portugal é a Galiza do Sul e o português é filho do galego d’antanho.

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        • AHAHAHHAHAHH Eu sabia que te ias descair e por trás desse delírio patético do romance galaico não sei das quantas estava uma convicção política. Já obtive a prova que queria. Até tenho pena de ti e dos pseudo-académicos (os Venâncios e os Castros desta vida) que usam a academia para tentar da validade a mitos e mentiras pegadas, ocasionados por ódio irredentista a Portugal.

          É o chamado “foste apanhadp”, Nelinho do sebo.

          A Galiza foi serva a vida toda e tem há séculos inveja daquela que é a sua nação – Portugal. A Galiza, escrito com Z, em PORTUGUÊS, é uma espécie de filho bastardo de Portugal.

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        • Sabe-se que os calaicos falavam uma língua celta?? LOOOOOL Portanto, viveste na época?? Ou foi o Castro que te disse?? LOOOL Os autores clássicos, as fontes utilizadas em todo o mundo para descrever a realidade pré-Roma são claras: não havia Galécia antes da Lusitânia e os calaicos eram os lusitanos a norte do Douro. Felizmente que nesta era das fake news, está-se especialmente atento ao revisionismo e o antro galeguista está mais do que identificado e monitorizado.

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        • Tu questionas o que é consabido e, ignorante que és, supões que a linguística só trabalhe com fontes históricas, com os relatos dos clássicos.

          Toma e lê: https://centenariooscarlopes.files.wordpress.com/2017/05/resumo_carlossousa-e-silva.pdf

          É o resumo de um estudo cujo autor pretende demonstrar que, na verdade, o substrato lusitano teve uma influência maior do que a que se costuma presumir. Vai perceber, pelo resumo, que a posição académica de consenso EM PORTUGAL (e na Galiza, no Brasil, nos Estados Unidos, em Inglaterra, onde queiras) é que o substrato galaico deu, de longe, o maior aporte à formação do romance que resultaria no português. O que esse autor pretende demonstrar é que o aporte do lusitano não foi assim tão pequeno quanto se costuma pensar.
          Espantou-me a empáfia com que pavoneias a tua própria ignorância. Deve ser triste ser assim tão intelectualmente indigente, ponto de confundir o nome que os Romanos deram à província (Lusitânia) com todo o conjunto dos grupos étnicos que lá habitavam.
          Repete depois de mim, para aprenderes: os galaicos não são lusitanos; os lusitanos não são galaicos; os Romanos chamaram Lusitânia à província onde viviam lusitanos, mas também galaicos; lusitanos e galaicos falavam línguas diferentes; os substratos galaico e lusitano detam origens a romances galaico e lusitano, mas o segundo quase não deixou vestígios: prevaleceu o romance de substrato galaico, e é deste que viria o português. Só loucos é que hoje alimentam o mito salazarista de que o português é o latim tal como aprendido pelos lusitanos.

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  6. Ó galeguista maluco, o Reino da Galécia???? AHAHHAHAHAHHAHAHA É por isso que a tua existência, ESCONDIDA, nunca passará dos confins de um blog IRRELEVANTE na imensidão que é a internet .Agora estão explicadas as tuas deturpações e manipulações em relação à origem e formação da língua portuguesa. Reino da Galécia??? É pá, ainda não parei de me rir AHAHAHHAHAHAHAHHAHAH Quem foi o galego que criou esse reino??? AHAHAHHAHAHA Reino da Galécia?? Ok, referes-te a um reino GERMÂNICO, criado por saltimbancos bárbaros do norte e centro da Europa que pilharam meia Europa e tentaram a sua sorte na Península Ibérica. O noroeste peninsular foi a primeira região peninsular que calhou de lhes aparecer à frente e aí ficaram por uns tempos (da Galiza ao Algarve) antes de serem substituídos pelos congéneres visigodos. AHAHAHAHAHAHAH És uma anedota!

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    • Entretanto, obviamente estás denunciado(a) (tu e uns quantos galegos malucos , incluindo uns idiotas que parece que dão “aulas” no Brasil) ao governo português e à Academia de Ciências de Lisboa pela tentativa reiterada de revisionismo histórico no que toca à origem e formação da língua portuguesa. Já chega de propaganda barata e profundamente ofensiva para Portugal. Há limites.

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      • Portugal NÃO SE SEPARA DA GALIZA, até porque a Galiza nunca foi uma entidade política independente. Portugal separa-se do Reino de Leão e se tu, figurinha de blog irrelevante, não fosses burro, ignorante e mal-intencionado, saberias que há prova documental disso – Tratado de Zamora. Não que o teu blogzeco dos confins da internet faça alguma diferença, mas até nisto se vê que queres fazer revisionismo histórico dando à Galiza uma importância que nunca teve. estás identificado.

        Mais, o único rei que a Galiza teve e que não era vassalo de ninguém foi o português D. Fernando I no século XIV.

        És uma ANEDOTA.

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        • O blogue dos confins da internet não faz diferença alguma, mas estás tu de volta a ele meses depois de que levaste umas palmadas, com que não aprendeste nada, porque vieste despejar os mesmos disparates de que te deverias ter envergonhado. Vê lá se aprendes algo com os Professores Doutores Ivo Castro e Fernando Venâncio, que sabem muito mais que tu (e que eu também) sobre este tema!

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        • Não sei por que falas ao Luís (que também é português como tu, e que não conheço) como se ele tivesse relação com a página – não tem. Por outro lado, só me meto na briga dos dois porque vi a menção ao professor Fernando Venâncio, talvez o maior linguista português vivo, que conheço bem, que lê sempre esta página é que efetivamente sabe e ensina que o português veio da língua falada no antigo Reino da Galiza.

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        • Dicionário,

          Não percebeste o que escrevi, porque, na verdade, quando ressaltei que o Luís chama dos confins da internet ao teu blogue, mas volta a ele meses depois para despejar os mesmos disparates, quis dizer que o faz, na verdade, por reconhecer valor ao teu blogue. E quando disse que o Luís diz disparates foi justamente porque pensa que o português veio do latim, quando veio, na verdade, do galego medieval, como ensinam o Ivo Castro e o Fernando Venâncio. Em resumo, estamos a concordar entre nós e a discordar do Luís! O Dicionário até curtiu, comp aí dizem, a minha resposta a outro comentário do Luís a respeito do mesmo assunto!
          Para mim, não há tristeza alguma em saber que as origens do português são cá do Minho, mas orgulho!

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        • Sim, Manuel, troquei os nomes e, nesse mar de comentários e respostas entre os dois, confundi um com o outro. Queria dizer ao Luís, e não ao Manuel, que não entendia por que é que ele, Luís, se dirigia a ti, Manuel, como se fosse o dono da página. Mas mais que isso não digo nessa conversa por simplesmente não ter tempo para ler tudo o que dizem, nem tempo para discutir com alguém que afirma não existir provas de ter havido um “galego medieval” (as centenas de textos até hoje preservados escritos na Galiza no período medieval eram escritos em que língua, então?) ou um Reino da Galiza independente, antes ainda de um Portugal independente.

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        • AHAHAHAHH O português veio do “galego medieval” que é uma coisa cuja existência ninguém comprovou e de que duas figurinhas falam, em moldes totalmente abstratos sem apresentar evidências linguísticas concretas. Efabulações sem base documental que alimentam um mito galeguista que ninguém leva a sério e que funciona como um antidepressivo para os irrelevantes galegos criarem a ilusão de que a Galiza teve alguma importância quando na verdade não a teve. Se a História tivesse seguido o rumo natural, a LUSITANA e LUSÓFONA Galiza seria hoje a parte mais setentrional de Portugal. Não existia Galécia antes da romanização e mesmo numa fase inicial do período romano a Galécia estava integrada na Lusitânia, como deixa bem claro o insuspeito e prestigiado professor Alan W Ertl da universidade do Maryland no livro “Towards an understanding of Europe”.

          Aberração, lê o artigo da Duke University que prova de forma clara e objetiva o substrato celto-lusitano. O Menéndez-Pidal também dá um exemplo concreto – o sufixo -asco típico dos lusitanos. E, enfim, basta analisar todo o substrato da língua portuguesa para perceber que se trata de uma língua latina com forte influência celto-lusitana discernível na fonética e também na morfologia. De resto, se não fosse a influência das línguas celtas pré-latinas faladas na Lusitânia, o português não teria grandes diferenças face às outras línguas latinas da Península Ibérica. Eu analiso OBJETIVAMENTE o que o material empírico mostra. Aliás, no link que aqui coloquei com a análise detalhada da transição de Latim para Português (arcaico) com recurso à obra Crónica de D. Fernando de Fernão Lopes, está tudo muito bem explicado, palavra a palavra, sem mitos. Mais uma vez, transição de LATIM para PORTUGUÊS. Esse romance primitivo galaico (não consigo dizer isto sem chorar a rir ahahah) deve ter sido um fantasma que sobrevoou a Península Ibérica na ocasião.

          Sabes por que é que tu não tens credibilidade??? Porque defendes a teoria da geração espontânea da língua. Em vez de decompores o código linguístico do português através da identificação dos seus elementos (entre os quais o substrato), alinhas em divagações filosóficas sobre romances primitivos de que não há a menor evidência.

          Enfim, reitero, és uma ANEDOTA!

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        • Oh, Luís,

          Decompuseste tu o código linguístico do português através da identificação dos seus elementos, parvo desmiolado? Citaste um artigo da Duke que diz exactamente o contrário do que pretendes afirmar! És analfabeto funcional em português e em inglês! Que prodígio!
          Não será de espantar que as outras referências que dás também não te permitam dizer o que dizes!
          Mas és mesmo muito petulante para quem fala sobre o que desconhece por completo!

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        • O artigo da Duke University diz exatamente o que eu referi, seu analfabeto funcional. Forte substrato celto-lusitano e NÃO EXISTE QUALQUER ROMANCE PRIMITIVO GALAICO ou qualquer outra fase intermédia de evolução entre Latim (língua-mãe), dialeto latino de influência celto-lusitana – fase de evolução – e PORTUGUÊS (língua nova, já independente do latim).

          Nelinho, seboso do Minho, parolão complexado, és um perfeito atrasado mental moldado por meia dúzia de galegos falhados, perseguidos por fortíssimos complexos identitários e com uma frustração inelutável por não terem língua própria, tendo de comer e calar dos castelhanos.

          Como é que é mesmo? Romance primitivo quê? Galaico? AHAHHAHAHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHHHA Isso foi o quê, um fantasma que apareceu aos servos galegos e os fez baixar as calças a Castela?? É que decompondo o código linguístico do português, o seu substrato, analisando os documentos escritos mais antigos datados do século IX (curiosamente os dois no CONDADO PORTUCALENSE, ao passo que na Galiza só no século XIII), vendo a transição, palavra a palavra de latim para Português em obras de referência, não se vê nada de galaico, nada, nadinha. A Galiza nunca teve força nacional orgânica para o que quer que seja. Foi vassala a vida toda e só sabe ser vassala. Pelo menos podiam ter um assomo de dignidade e ser vassalos da nação a que pertencem – Portugal. Aí, ganhariam um pouco mais de dignidade mas os labregos idiotas dos galegos não aprendem mesmo e lá estão eles a arrotar restos de Português arcaico cruzado com castelhano, um linguajar grotesco sem qualquer elemento distintivo, forjado por Castela para os afastar da comunidade etno-linguística do ocidente peninsular, a que Portugal deu expressão nacional e política no século XII.

          Nelinho, labrego subletrado, vai aprender qualquer coisinha na medida do que o teu meio neurónio permitir, se bem que, por aquilo que escrevinhas, desconfio que nem meio neurónio tens.

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        • Isso depois é que veremos. Nunca gostei de vendedores da banha da cobra. E os outros dois infelizes galegos a receber salário no Brasil por espalharem propaganda barata deviam era ser recambiados para a caverna galeguista. Aí podiam delirar à vontade com a “língua galega” ou o romance primitivo não sei das quantas.

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        • O Reino da Galécia é aquele reino criado pelos suevos, POVOS GERMÂNICOS INVASORES, com reis SUEVOS mas mesmo assim surgiu do nada, por artes mágicas, o romance primitivo galaico AHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAH

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        • Luís,

          Ivo Castro é português e recebe salário em Portugal; Fernando Venâncio é português e recebe salário na Holanda. Nenhum dos dois é galego nem recebe salário no Brasil, onde, à parte um pequeno número de interessados na história da língua, ninguém se lembra de que há outros países em que se fala português nem sequer quando tem aulas de língua portuguesa: para a maioria dos brasileiros, a língua portuguesa é a língua do Brasil.
          A Galécia já existia como província romana antes da invasão dos suevos. E sabe quem os suevos lá encontraram? Os galaicos. E sabe quem eram os galaicos? Pasme: um povo celta, sua cavalgadura! Donde não penses tu que toda a vez em que se fala de substrato celta em referência ao substrato do romance que daria origem ao português se esteja a falar do lusitano! Aliás, muitos linguistas põem em causa até mesmo a celticidade do lusitano!
          E não se está aqui a falar de teorias esdrúxulas, como supões, mas do que é virtualmente consensual na linguística hodierna: o português veio do romance galaico que desceu da Galiza para o sul, ao passo que o romance lusitânico morreu sem deixar mais vestígios que uns poucos milhares de palavras, muitas topónimos.

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        • LOOOOL ainda não percebeste que tudo o que é galaico é lusitano, seu analfabeto funcional?? Antes da romanização não havia Galécia mas já havia calaicos. E sabes o que eram esses calaicos?? Lusitanos a norte do Douro, como esclarece Estrabão. Esse romance galaico é uma pura invenção, de que não há a menor evidência bibliográfica nem empírica.

          O dialeto latino celto-lusitano que origina o Português fica configurado quando o latim encontra as línguas autóctones pré-Roma. Os calaicos já existiam no período pré-Roma como LUSITANOS – a Galécia só vem depois, logo tudo o que os calaicos falassem seria sempre lusitano. Aliás, na tese “As epígrafes em língua lusitana” da UP deixa-se claro que calaicos e lusitanos eram o mesmo povo e que FOI ENCONTRADA ONOMÁSTICA LUSITANA NAS TERRAS HABITADAS PELOS CALAICOS, ou seja, pelos lusitanos a norte do Douro. As coisa são o que são e não o que tu querias que tivessem sido. E, insisto, não há NADA de transformação linguística significativa na Galécia que mude perfil do dialeto latino celto-lusitano configurado aquando do contacto entre o latim vulgar e as línguas pré-latinas da Lusitânia, sim, QUANDO OS ROMANOS AINDA NÃO TINHAM INVENTADO A GALÉCIA.

          Romance galaico?? Onde estão as provas materias?? Os documentos que mostrem a evolução significativa entre esse imaginário romance e o que já tinha recebido as influências anteriores?? Onde está a prova que esse eventual romance, que na verdade era o que já vinha de trás, se criou exclusivamente na Galécia e não se falava mais a leste ou mais a sul. Lá está, vais procurar a vida toda. esta vida e outra e vais morrer com essa frustração de teres alimentado um mito risível durante décadas.

          Nelinho seboso, alcandorado nos pseudo-autores que mais não fazem do que divagar filosoficamente sem ter nada de concreto, sabe-se lá com que motivações ou complexos, e em meia dúzia de galegos renegados e frustrados, és uma nulidade intelectual. Os teus delírios e o teu imaginário romance primitivo galaico (espera aí que ainda me estou a rir) davam uma comédia.

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        • Devagar com o andar, oh, cavalgadura moura! Tudo o que é galaico é lusitano é uma afirmação tão verdadeira quanto é superficial. Os gallaeci ou callaeci e os lusitani eram ambos povos celtiberos (olha que há linguistas que põem em causa a celticidade dos lusitani) que habitavam a província a que os Romanos chamaram Lusitânia em alusão a uma das suas tribos celtiberas. Neste sentido, sim, os gallaeci eram lusitanos, porque habitavam a província romana da Lusitânia. Mas os gallaeci nem eram lusitani: falavam línguas diferentes, que, segundo alguns linguistas, fariam parte de um continuum linguístico céltico, mas, segundo outros, eram línguas não aparentadas. Segundo estes últimos, o lusitânico seria uma língua itálica, e não celta. Já a língua dos gallaeci era indubitavelmente celta. E foi do romance que teve como substrato a língua dos gallaeci (que só eram lusitanos no sentido de que habitavam a Lusitânia) que evoluiu o português, e não do romance que teve como substrato a língua falada pelos lusitani (que deram origem ao nome da província, Lusitânia, mas eram apenas uma das suas tribos).
          Luta contra os factos, se quiseres, mas não os mudarás.

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