História do português

137 a.C. – Os romanos concluem a dominação da península Ibérica, derrotando os povos nativos; nomeiam o nordeste da península (atuais Galiza e norte de Portugal) Galécia e colonizam-na, lá instituindo o latim.

409 – Com o processo de fragmentação do Império Romano, é proclamada a independência do Reino da Galiza (ou Galécia), no nordeste da península Ibérica, incluindo a atual Galiza e o que hoje é a metade norte de Portugal.

1128 – Fundação do Reino de Portugal (Portugal separa-se da Galiza). Do final do século XII há registros de documentos supostamente escritos em latim nos quais já se encontravam elementos do que viria ser a língua galego-portuguesa; um exemplo é o chamado Pacto dos Irmãos Pais, cujo descobridor defende ter sido escrito em 1175.imagemp18

1214 – É redigido o testamento de dom Afonso II, terceiro rei de Portugal; é o mais antigo documento preservado até hoje escrito já inegavelmente escrito em linguagem diferente e divergente do latim – no que viria a ser, portanto, a língua galego-portuguesa, e, posteriormente, o português.

1297 – Dinis I, sexto rei de Portugal, oficializa a língua comum, falada pelo povo (porém ainda não chamada “português”) como língua oficial da corte, em substituição ao latim.

1536 – Fernão de Oliveira publica a primeira gramática da história da língua portuguesa, enfim assim chamada: era a Grammatica da lingoagem portuguesa (integralmente disponível, de graça, aqui).

1540 – Grammatica da lingua portuguesa, de João de Barros (segunda gramática da história do português; integralmente disponível aqui).

1562 – Jerónimo Cardoso publica o primeiro dicionário português (bilíngue): o “Dictionarium ex lusitanico in latinum sermonem” é a primeira “alfabetação da língua portuguesa”, com 12 064 palavras.

1576 – Duarte Nunez do Lião publica a Orthografia da Lingoa Portuguesa (disponível de graça aqui – de nada).

1712-1728 – Raphael Bluteau publica o “Vocabulario Portuguez e Latino“; apesar do nome, definia em português cada um de seus 43 664 verbetes, pelo que é considerado o primeiro dicionário da língua portuguesa.

1789 – Antonio de Moraes publica o primeiro dicionário monolíngue da língua portuguesa, atribuindo a autoria a Bluteau, por se ter baseado no Vocabulário de 1712: chamou-oDiccionario da lingua portugueza composto pelo padre D. Rafael Bluteau, reformado, e accrescentado por Antonio de Moraes Silva“.

1793 – Academia das Ciências de Lisboa publica seu primeiro dicionário – nunca chegou a ser concluído, tendo sido publicada apenas a seção referente à letra “A”.IMG_0632

1813 – Dicionário de Moraes, 2ª edição (Diccionario da Lingua Portugueza, de Antonio de Moraes Silva).

1823 – Dicionário de Moraes, 3ª edição – última em vida do autor, e disponível grátis aqui – de nada.

1824 – Antonio de Moraes Silva publica a sua Grammatica Portugueza  (disponível aqui) e morre nesse mesmo ano.

1831 – Dicionário de Moraes, 4ª edição (disponível, grátis, aqui: parte 1 e parte 2).

1832 – Dicionário da Língua Brasileira (Diccionario da Lingua Brasileira), por Luiz Maria da Silva Pinto  – publicado dez anos após a independência, foi o primeiro dicionário brasileiro. Em um único volume, “portátil”, não era tão completo quanto o de Moraes.

1836 – Orthografia, ou arte de escrever, e pronunciar com acerto a lingua portugueza (disponível aqui), de autoria de João de Moraes Madureira Feijó. Em Paris, Francisco Solano Constancio publica o Novo Diccionario Critico e Etymologico da Lingua Portugueza (disponível grátis aqui)que se propunha a ser melhor que os dicionários de Bluteau e Moraes. Não teve êxito.

1850 – Brasil: Eduardo de Faria publica o “Novo Diccionario da Lingua Portugueza – seguido de um Diccionario de Synonymos”, pela Typographia Imperial e Constitucional de J. Villeneuve EC, no Rio de Janeiro. Incluía também toponímia e antroponímia. Na introdução, justificava a necessidade da obra por julgar que os dois grandes dicionários existentes – Bluteau e Moraes – estavam “longe de se poderem chamar completos”. Não teve sucesso.

1858 – 6ª edição do Dicionário de Moraes (Diccionario da Lingua Portugueza composto por Antonio de Moraes Silva, natural do Rio de Janeiro).

1866 – Publicado, em Portugal, o primeiro VOLP – “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, por iniciativa de Thomaz Quintino Antunes (editor), organizado por Gaspar Álvares Marques. A quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) de Gaspar Álvares Marques, publicada em 1896, trazia 56 mil verbetes.

1871 – Na cidade do Porto, em Portugal, a Chardon publica o Grande Diccionario Portuguez ou Thesouro da Lingua Portugueza, do Dr. Frei Domingos Vieira, por alguns considerada “a obra mais volumosa e de mais trabalho original, e mais especificamente linguística, da lexicografia portuguesa do século XIX” (mas não tem ortoépia): parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 (M-P), parte 5 (Q-Z).

1874 – Publicado, em Lisboa, o Diccionario Encyclopedico ou Novo Diccionario da Lingua Portugueza para uso dos Portuguezes e Brazileiros, de José Maria de Almeida e Araujo Corrêa de Lacerda.

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1881 – Publicada em Portugal a 1ª edição do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, posteriormente conhecido como dicionário “de Caldas Aulete” (embora o próprio Aulete tivesse morrido em 1978; coube a António Lopes dos Santos Valente concluir e publicar a obra).

1890 – 8ª edição do Dicionário de Moraes.

1890 – F. Adolpho Coelho publica o Dicionário manual etimológico da língua portuguesa (parte I aqui, parte II aqui).

1895 – Diccionario prosodico de Portugal e Brazil, por Antonio José de Carvalho e João de Deus.

1899 – Em Portugal, Candido de Figueiredo publica o seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa, que viria a se tornar, ao lado do de Aulete e do de Moraes, um dos três principais dicionários portugueses até a metade do século XX. A 2ª edição do Dicionário, já em domínio público, está disponível gratuitamente aqui. A última edição do dicionário, a 25ª, foi publicada em Portugal em 1996.

1904 – Portugal: Gonçalves Viana publica “Ortografia Nacional“, em que propõe uma ortografia simplificada.

1910 – Na cidade do Porto, em Portugal, Jayme de Séguier publica, pela editora Lello & Irmão, o “Diccionário Prático Illustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro“. Teria novas edições em 1928 e em 1947, e serviria como base para os Dicionários Lello, publicados a partir de 1952, e que por sua vez deram origem, em 2009, ao Dicionário Priberam.

1911 – Academia de Lisboa promulga 1ª ortografia oficial da língua, elaborada por equipe composta por Carolina Vasconcelos, José Leite de Vasconcelos, Adolfo Coelho, Candido de Figueiredo e Gonçalves Viana. Não houve coordenação com o Brasil.

1912 – Gonçalves Viana, “relator da Comissão da reforma ortográfica”, publica o Vocabulário Ortográfico e Remissivo da Língua Portuguesa, com “mais de 100 mil vocábulos, conforme a ortografia oficial” – disponível na íntegra, grátis, aqui (de nada).

1913 – Candido de Figueiredo lança a 2ª edição de seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa – disponível, hoje, em versão digital e aberta, aqui.

1921 – No Brasil, a Editora Melhoramentos publica a primeira edição do que viria a ser a Gramática Histórica da Língua Portuguesa, de Said Ali (nessa primeira edição, sob o título Lexeologia do Português Histórico).

1922 – No RJ, sob a direção de Laudelino Freire, publica-se edição fac-similada da 2ª de Moraes (de 1813), comemorativa do Centenário da Independência do Brasil.

1924 – Pequeno Dicionário de Candido de Figueiredo (que ajudou a popularizar mais ainda o grande, que já desbancara Aulete e Moraes em vendas).

1925 – Portugal:  2ª edição do Dicionário Aulete.IMG_8517

1928 – Publicada a segunda edição do Diccionário Prático Illustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro, de Jayme de Séguier (última em vida do autor).

1931 – Primeiro Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (proposta da ABL à ACL). Eliminou “sc” inicial, “h” mudo medial e todas as consoantes mediais completamente mudas, bem como as consoantes dobradas.

1932 – Academia Brasileira de Letras elabora o Vocabulário Ortográfico e Ortoépico da Língua Portuguesa, apresenta à Academia das Ciências de Lisboa para que fosse adotado como vocabulário oficial comum.

1938 – 1ª edição do Pequeno Dicionário Brasileira da Língua Portuguesa, de Hildebrando de Lima.

1939-1944 – No Brasil, Laudelino Freire, ex-Presidente da ABL, publica seu Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa, com 5272 páginas e 208 104 palavras – o que faz dele até hoje um dos três maiores dicionários de português já publicados.

1940 – Portugal: publica-se o Vocabulário Ortográfico da ACL, “com base na reforma de 1911 e no acordo de 1931”.

1941 – No Brasil, Antenor Nascentes publica o Vocabulário Ortográfico do idioma nacional e vocabulário onomástico. Nos anos seguintes, faria um projeto do que viria a ser o primeiro dicionário oficial da Academia Brasileira de Letras, mas o texto, embora finalizado e entregue à ABL em 1943, apenas seria publicado em 1967.

1943 – ABL elabora uma nova ortografia (unilateralmente; somente brasileira, portanto), consubstanciada no “Formulário Ortográfico“. É publicado o “Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” da ABL (o “PVOLP”), com 110 mil verbetes.

1945 – Após dois anos de negociações, Brasil e Portugal assinam o Acordo Ortográfico de 1945 (idêntico ao de 1990, mas restaurando as consoantes mudas e fazendo Brasil adotar acentuação portuguesa em palavras como anónimo, António, génio, etc.).

1947 – ABL e ACL publicam o VORLP – Vocabulário Ortográfico Resumido da Língua Portuguesa –, que, autodeclaradamente “resumido”, deixava de lado todas as palavras com grafias “controversas” ou divergentes. Mesmo assim, o Acordo de 45 não foi ratificado no Brasil, de modo que, pelo meio século seguinte, o Brasil ficou com a ortografia de seu Formulário Ortográfico de 1943, e os demais países lusófonos com a ortografia do Acordo Ortográfico de 1945.

1948 – Em Portugal, Vasco Botelho de Amaral atualiza o Dicionário de Caldas Aulete, dando origem à terceira edição do dicionário (a última publicada em Portugal).

1948-1958: Publicação da 10ª edição do Dicionário de Moraes, por Augusto Moreno, Cardoso Júnior e José Pedro Machado: em 12 volumes, com 12 278 páginas e 306 949 palavras, é até hoje o maior dicionário da história da língua portuguesa.

1952 – Em Portugal, Lello & Irmão, na cidade do Porto, publicam o Lello Popular – Novo Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa – que, em 2009, serviria de base para o Dicionário Priberam. Também no Porto, no mesmo ano, a Porto Editora publica a primeira edição do Dicionário Editora da Língua Portuguesa, atualizado até os dias de hoje.dici_g

1953 – No Brasil, Francisco Fernandes lança, pela Editora Globo, o Dicionário Brasileiro Contemporâneo, posteriormente conhecido como Dicionário Brasileiro Globo e atualizado por Celso Luft.

1954 – Brasil: 2ª edição do Grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire. Apesar de volumoso e bem-feito, não chegou a se popularizar: vai-se constatando a preferência popular por dicionários em um único tomo.

1956 – Brasil: 1ª edição do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, de Silveira Bueno. Em sucessivas edições, viria a ser, pelas quatro décadas seguintes, patrocinado pelo Ministério da Educação brasileiro.

1958 – Dicionário de Caldas Aulete (Dicionário contemporâneo da língua portuguesa) passa a ser publicado no Brasil. Teria novas edições em 1964 (a 5ª edição no total), 1974, 1980 e 1987 (8ª edição). Também no Brasil, Soares Amora publica seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

1961 – Começa a ser finalmente publicado o dicionário proposto à ABL por Antenor Nascentes em 1941: o Dicionário de língua portuguesa da Academia Brasileira de Letras foi o img_2870primeiro dicionário da história da ABLem cinco volumes, trazia 72 mil verbetes.

1962 – Publicação do Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos, por Adalberto Prado e Silva. Teria várias reedições, inclusive pela Encyclopedia Britannica do Brasil (sob o título de Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesafoto ao lado)Em 1998, relançado sob o nome de Dicionário Michaelis, chegou a ter 173.661 verbetes (disponíveis aqui).

1964 – Brasil: Grande Dicionário Etimológico-Prosódico da Língua Portuguesa, de Silveira Bueno.

1966 – Portugal: Rebelo Gonçalves publica seu Vocabulário da Língua Portuguesa, que viria a ser a norma ortográfica oficiosa de Portugal até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

1967 – Brasil: equipe chefiado por Aurélio Buarque de Hollanda publica a 11ª (e última) edição do Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa (que já não era nada pequeno). Com o fechamento da editora que o publicava pelo regime militar brasileiro, Aurélio Buarque de Hollanda se veria temporariamente desempregado, e passaria a trabalhar em seu próprio dicionário.

IMG_13601970 – Publicação, no Brasil, do “LISA – Grande Dicionário da Língua Portuguesa“, em cinco volumes.

1971 e 1973 – Após coordenação informal, o Brasil (em 1971) e Portugal (em 1973) aprovam unilateralmente pequenos ajustes a suas próprias ortografias, aproximando-as (suprimiram-se por exemplo acentos gráficos responsáveis por até 70% das divergências entre as duas ortografias oficiais).

1845381975 – Publicação do 1º Novo Dicionário Aurélio: dizia ter “mais de 100 mil verbetes”, mas hoje se sabe que tinha cerca de
88 500.  Sucesso de crítica e vendas, vira o dicionário mais vendido da língua portuguesa até hoje.

Dicionrio-Ilustrado-da-Academia-Bras-de-Letras-Edio-201501271649111976 – Academia Brasileira de Letras publica a 2ª edição de seu dicionário: em seis volumes ilustrados, trazia 88 818 verbetes.
No mesmo ano, Jânio Quadros, ex-presidente do Brasil, lança o “Novo Dicionário Prático da Língua Portuguesa”.
É publicada a Enciclopédia Mirador Internacional, sob a supervisão de Antônio Houaiss.

1977 – A Academia Brasileira de Letras publica a primeira edição de seu grande Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), elaborado por Antônio Houaiss. Trazia mais de 300 mil verbetes.

1979 – É publicado o “Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse”, sob a supervisão de Antônio Houaiss.

1981 – Em Portugal, José Pedro Machado (responsável pela colossal 10ª edição do Dicionário de Moraes, na década de 1950) publica o seu “Grande Dicionário da Língua Portuguesa”.

1982 – Em Portugal, a Porto Editora publica a 5ª edição de seu Dicionário, agora chamado “Dicionário da Língua Portuguesa” (da 2ª à 4ª edição, chamara-se “Dicionário de Português”).

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1982 – No Brasil, Antônio Geraldo da Cunha publica seu “Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa”. Em 1986, sairia a segunda edição.

1984 – O brasileiro Celso Cunha e o português Lindley Cintra publicam, juntos, a Nova Gramática do Português Contemporâneo, que se torna obra de referência tanto no Brasil quanto em Portugal.
No mesmo ano, é publicado o Dicionário Brasileiro Globo, de Francisco Fernandes e Celso Luft; é uma atualização do “Dicionário Brasileiro Contemporâneo”, de 1953. Teve várias reedições, até 2003 (56ª edição).

1986 – Na Galiza, Estraviz publica, em três volumes com 96 000 verbetes, o primeiro moderno dicionário da língua galega em ortografia portuguesa. Reunidos no Brasil, representantes dos países lusófonos e observadores galegos debatem um acordo para a unificação ortográfica do português. O acordo, que visava a unificar totalmente a ortografia, fracassaria pela reação popular às propostas consideradas revolucionárias demais, como a supressão do acento em todas as palavras proparoxítonas.

1987 – 2ª edição do Dicionário Aurélio (com exatos 115 243 verbetes): sucesso total de vendas, foi a última em vida de Aurélio Buarque de Holanda, que faleceu em 1989.

1988 – A Academia Brasileira de Letras publica a 2ª edição de seu Dicionário – com 88 818 palavras, em volume único – e a 2ª edição do VOLP.moderno-dicionario-da-lingua-portuguesa-michaelis-1998-723501-mlb20327201349_062015-f

1990 – Em Lisboa, Portugal, Brasil e os cinco países africanos de língua oficial portuguesa assinam o Acordo Ortográfico de 1990.

1996 – Antônio Houaiss é eleito presidente da Academia Brasileira de Letras. É fundada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

1998 – No Brasil, a Melhoramentos publica o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa.

1999 – É publicada a 3ª edição do Aurélio (“Aurélio Séc. XXI”), a primeira após a morte do autor (Aurélio falecera em 1989). Trazia 139 427 palavras. Em 1999, morre Antônio Houaiss, sem ter conseguido publicar, em vida, o dicionário que levaria seu nome.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

2001 – No Brasil, é publicada a 1ª edição do Dicionário Houaiss, com quase 200 mil palavras.
14905Em Portugal, depois de duas tentativas frustradas (em que não se passara da letra “A”) nos séculos anteriores, é lançado o primeiro dicionário (completo) da Academia das Ciências de Lisboa, com 70 mil palavras. Embora aparentemente “pequeno”, é volumoso (são dois grandes tomos) e foi elaborado com base num corpus – isto é, as palavras que dele constam foram escolhidas não aleatoriamente, da “cabeça” do dicionarista, mas de um levantamento técnico e preciso das palavras efetivamente mais usadas na língua, de acordo com base de dados informatizadas.

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2002 – Francisco da Silva Borba publica o Dicionário de Usos do Português do Brasil:o primeiro dicionário brasileiro cujas palavras foram selecionadas, como no da Academia de Lisboa, com base em córpus científico de usos efetivos da língua.

2004 – Instalada em Moçambique desde 2002, a imagePlural Editores, braço “internacional” da portuguesa Porto Editora, lança o Dicionário Plural da Língua Portuguesa, com especial atenção aos africanismos, sobretudo de Angola e Moçambique.

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2006 – Em Portugal, Texto Editores lança o Dicionário “Universal” (Integral), com 95 320 vocábulos (sem contar topônimos, antropônimos, estrangeirismos, abreviaturas, etc.). Em Angola, são lançados os primeiros dicionários angolanos da língua portuguesa, pelo Plural Editores, filiada da portuguesa Porto Editora.

2007 – No Brasil, o dicionário Aulete “renasce” após 20 anos sem novas edições. O novo Aulete, inteiramente disponível na Internet, traz hoje 211 732 verbetes. É o maior dicionário de português atualizado – o segundo maior, depois da edição do Dicionário de Moraes que se terminou de publicar em 1958.

dicionario-universal2008 – Em Portugal, Malaca Casteleiro publica, pela Texto Editores, os dois primeiros dicionários adaptados ao novo Acordo Ortográfico. Além da atualização do Universal, lançou-se o “Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Conforme Acordo Ortográfico”, com 1969 páginas.

2009 – No Brasil, é lançada a 4ª edição do (grande) Aurélio, adaptada ao Acordo Ortográfico. Já nimage_thumb5b95do ano seguinte (2010) lançam uma 5ª edição, para “corrigir” as mudanças referentes ao Acordo, de modo a seguir as interpretações do VOLP da ABL; essa quinta (e mais recente) edição do “Aurelião” traz exatos 143 387 verbetes.

2009 – 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (ABL), a primeira sob o Acordo Ortográfico de 1990. É o maior vocabulário da língua portuguesa já compilado.

2009 – É lançado o Dicionário Houaiss adaptado ao Acordo Ortográfico – uma versão resumida da versão de 2001. Na Galiza, o Dicionário Estraviz chega às 125 mil palavras.

2010 – A Guiné Equatorial adota o português como língua oficial (ao lado do espanhol e do francês). Em Portugal, o Grande Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora chega às 104 mil palavras com etimologia apresentada. Também em Portugal é lançado o Vocabulário Ortográfico do Português, que passa a ser o vocabulário oficial do governo português.

2011 – O Dicionário Priberam chega às 100 mil palavras.

97897227212642012 – Em Portugal, é publicado o “Vocabulário Ortográfico Atualizado da Língua Portuguesa” da Academia das Ciências de Lisboa, com 70 mil palavras.

2014 – Reconhecimento formal, pelos chefes dos países membros da CPLP, do Vocabulário Ortográfico Comum, em processo de elaboração. A Guiné Equatorial, que adotara o português como língua oficial (ao lado do espanhol e do francês) em 2010, torna-se o 9º membro da CPLP.

2015 – Na Espanha, é publicado o Vocabulário Ortográfico da Galiza, pela Academia Galega da Língua Portuguesa, com 154 mil palavras galegas na ortografia portuguesa.
No Brasil, o Dicionário Aurélio faz 40 anos, sem edição comemorativa, pelo litígio judicial em curso, enquanto o Houaiss anuncia que não mais se publicará a versão completa do dicionário (o Grande Houaiss) em papel – a versão brasileira deste será restrita à Internet.image (1)

Já em Portugal, o Grande Houaiss é publicado em livro (pela Editora Círculo de Leitores, com apoio da Fundação Gulbenkian): são seis volumes, com 4 mil páginas.

Em Angola, Moçambique e Timor-Leste, a Plural Editores, filiada à portuguesa Porto Editora, lança o Dicionário Prestígio da Língua Portuguesa.

2016 – Fim do período de transição ortográfica no Brasil. O Acordo Ortográfico de 1990 passa a vigorar oficialmente como única ortografia legal em Brasil, Cabo Verde, Guiné, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Apenas Angola e Moçambique ainda não adotam oficialmente a nova ortografia.

Em comentário no DicionarioeGramatica.com, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa anuncia ter superado a marca de 115 mil palavras.

Na Galiza (Espanha), o Dicionário Estraviz, em versão eletrônica gratuita, chega às 132.500 palavras.

4 comentários sobre “História do português

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