A omelete ou o omelete? Omelete é masculino ou feminino?

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O certo é “o omelete ou “a omelete”? Omelete é masculino ou feminino?

O caso de omelete é o mesmo que o de quiche, musse, mascote e outros substantivos terminados em “e” vindos do francês.

Em Portugal, assim como na própria língua francesa, esses substantivos só são usados no feminino: uma omelete espanhola, uma linda musse de maracujá (ou uma musse para o cabelo), uma deliciosa quiche, etc.

No Brasil, porém, já há décadas e entre todas as classes sociais e entre gente de todas as escolaridades, o mais comum é ouvir esses substantivos no masculino: “o musse”, “um quiche”, “um omelete”, etc.

Tão comum, na verdade, que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, o Dicionário Houaiss e demais dicionários (como o Michaelis, o Aulete, o Priberam, etc.) passaram a trazer “omelete” (e “quiche“, entre outros) como substantivos de dois gêneros, admitindo, portanto, que se diga a omelete ou o omeleteuma quiche ou um quiche.

E fizeram bem, porque o fato de um substantivo ser feminino em francês não implica que em português tenha de ter o mesmo gênero – basta pensar em crepe, outro prato francês, que na França é feminino (“la crêpe“), mas que em português virou um crepe.

Só falta à ABL e ao Houaiss, portanto, darem o mesmo tratamento à palavra “musse”, que, apesar de tradicionalmente se considerar feminina, se ouve no Brasil no masculino (o musse, um musse) com a mesma frequência que omelete e quiche.

 

A quiche ou o quiche? Quiche, feminino ou masculino?

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O certo é “o quiche ou “a quiche”? Isto é: quiche é um substantivo masculino ou feminino?

O caso de quiche é o mesmo de omelete, musse, mascote e outros substantivos terminados em “e” vindos do francês.

Em Portugal, assim como na própria língua francesa, esses substantivos só são usados no feminino: uma deliciosa quiche, uma linda musse de maracujá (ou uma musse para o cabelo), uma omelete espanhola, etc.

No Brasil, porém, desde que essas palavras passaram a ser usadas, importadas do francês, o que se viu entre todas as classes sociais e entre gente de todas as escolaridades foi que, na maioria das vezes, esses neologismos foram usados no masculino: “o musse”, “um quiche”, “um omelete”, etc.

Tanto foi assim, na verdade, que já há décadas o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, o Dicionário Houaiss e demais dicionários (como o Michaelis, o Aulete, o Priberam, etc.) passaram a trazer “quiche” (e “omelete“, entre outros) como substantivos de dois gêneros, admitindo, portanto, que se diga a quiche ou o quiche, uma quiche ou um quiche.

E fizeram bem, porque o fato de um substantivo ser feminino em francês não implica que em português tenha de ter o mesmo gênero – basta pensar em crepe, outro prato francês, que na França é feminino (“la crêpe“), mas que em português virou um crepe.

Só falta à ABL e ao Houaiss, portanto, darem o mesmo tratamento à palavra “musse”, que, apesar de tradicionalmente se considerar feminina, se ouve no Brasil no masculino (o musse, um musse) com a mesma frequência que omelete e quiche.