Países e o uso do artigo definido: lista completa de países

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É complexa a questão do uso de artigo definido (“o”, “a”) com topônimos (nomes próprios de lugar) em português. O gramaticalmente, nesses casos, é seguir o uso culto tradicional – em outras palavras, é preciso aprender caso a caso.

Há, porém, tendências: os nomes de cidade em geral não levam artigo (“em São Paulo”), mas há exceções (“no Rio de Janeiro”), e os nomes de países em geral levam artigo.

Quem não está acostumado a lidar com certos nomes de países costuma cometer o erro de deixar de lado o artigo obrigatório: não se deve dizer que algo ocorreu “em Gâmbia“, “em Zâmbia“, “em Benim“, “em Brunei“, “em Malawi“, “em Papua Nova Guiné“, “em Serra Leoa“, “em Guiné-Bissau“, etc. O certo é usar o artigo: na Gâmbia, na Zâmbia, no Benim, no Brunei, no Malawi, na Papua Nova Guiné, na Serra Leoa, na Guiné-Bissau, etc.

Assim como no caso das cidades, há, porém, entre os países, exceções. Há várias ilhas (Cabo Verde, Cuba, Chipre, Granada, Madagascar, Malta), mas também muitos países continentes, como Portugal, Angola, Moçambique e Israel.

Segue abaixo a lista dos países que, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro (o Itamaraty) e com o dicionário Houaiss, não levam artigo.

PAÍSES MEMBROS DA ONU QUE NÃO LEVAM ARTIGO DEFINIDO, SEGUNDO O ITAMARATY E O HOUAISS:

Andorra, Angola, Antígua e Barbuda, Barbados, Belize, Cabo Verde, Chipre, Cuba, El Salvador, Fiji, Gana, Granada, Honduras, Israel, Liechtenstein, Luxemburgo, Madagascar, Malta, Maurício, Moçambique, Mônaco, Montenegro, Myanmar, Nauru, Omã, Palau, Ruanda, Santa Lúcia, San Marino, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe, Singapura, Timor-Leste, Tonga, Trinidad e Tobago, Tuvalu, Uganda, Vanuatu.

PAÍSES MEMBROS DA ONU QUE LEVAM ARTIGO DEFINIDO, SEGUNDO O ITAMARATY E O HOUAISS:

A regra geral se aplica à maioria dos países do mundo. Assim, do mesmo modo que se diz “o Brasil”, deve dizer-se também com artigo: o Afeganistão, a África do Sul, a Albânia, a Alemanha, a Arábia Saudita, a Argélia, a Argentina, a Austrália, a Áustria, o Azerbaijão, as Bahamas, o Bangladesh, o Barém (ou Bahrein), a Belarus, a Bélgica, o Benim, a Bolívia, o Botsuana, o Butão, o Brunei, os Camarões, o Camboja, o Canadá, o Cazaquistão, o Chade, o Chile, a China, a Colômbia, as Comores, o Congo, a Coreia, a Costa do Marfim, a Costa Rica, a Croácia, a Dinamarca, a Dominica, o Egito, o Equador, a Eritreia, a Eslováquia, a Eslovênia, a Espanha, os Estados Unidos, a Etiópia, as Filipinas, a Finlândia, a França, o Gabão, a Gâmbia, a Geórgia, a Grécia, a Guiné, a Guiné-Bissau, a Guiné Equatorial, o Haiti, a Hungria, o Iêmen, as Ilhas Cook, as Ilhas Marshall, as Ilhas Salomão, a Índia, a Indonésia, o Irã, o Iraque, a Itália, a Jamaica, o Japão, a Jordânia, o Kosovoo Kuwait, o Laos, o Lesoto, a Letônia, o Líbano, a Libéria, a Líbia, a Lituânia, a Macedônia, o Malawi (ou Maláui), as Maldivas, o Mali, a Moldova, o México, a Papua Nova Guiné, o Quênia, o Quirguistão, as Seicheles, o Senegal, a Serra Leoa, a Sérvia, a Síria, a Somália, o Sri Lanka, a Suazilândia, a Suécia, a Suíça, o Sudão, o Suriname, a Tanzânia, o Tajiquistão, o Togo, a Tunísia, o Turcomenistão, a Turquia, a Ucrânia, o Uruguai, o Uzbequistão, o Vaticano, a Zâmbia, o Zimbábue.

Há ainda alguns países cujo uso é discrepante entre o Brasil e Portugal:

Países com que os portugueses usam o artigo, mas os brasileiros não:

  • brasileiros dizem “em Fiji”, “em Gana”, “em Honduras”, “em Liechtenstein”, “em Luxemburgo”, “em Maurício”, “em Mônaco”, “em Montenegro”, “em Ruanda”, “em Uganda”;
  • enquanto portugueses dizem “nas Fiji”, “no Gana”, “nas Honduras”, “no Liechtenstein”, “no Luxemburgo”, “na Maurícia” (no feminino em Portugal), “no Mónaco” (com acento agudo em Portugal), “no Montenegro”, “no Ruanda”, “no Uganda”.

Países com que os brasileiros usam o artigo, mas os portugueses não: