“Parricídio” e “patricídio”

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Na publicação anterior sobre deicidas, fordicidas, gaticidas e afins, um leitor comentou ter sentido falta, na lista, de “parricida” – aquele que comete um parricídio: o ato de matar o próprio pai, ou a própria mãe, ou um avô ou avó, ou bisavô ou bisavó, ou qualquer outro ascendente.

Parricídio não é, assim, o mesmo que patricídio – ao contrário, portanto, do que afirma, erradamente, o Dicionário Houaiss. Patricida é aquele que mata o próprio pai, e ponto final – é, portanto, forma análoga de “matricida” (aquele que mata a própria mãe).

Dar um significado errado, como faz o Houaiss, é pior do que o que fazem o Dicionário Aurélio, o Aulete, o Michaelis, o da Porto Editora e o da Texto Editores, que sequer trazem as palavras patricídio patricida.

Na “prova” de hoje, o dicionário que se sai melhor é, sem dúvida, o Priberam (que além de tudo é grátis), que define, muito bem, patricida como quem mata o próprio pai, matricida como quem mata a própria mãe, e parricida como “Pessoa que mata seu pai ou sua mãe ou outro qualquer dos seus ascendentes.” ou ainda, por extensão, “Pessoa que atenta contra o rei ou contra a pátria“.