Vírus da zica reage contra o Zika virus

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Se ainda não leu, clique aqui e leia uma detalhadíssima explicação de por que o nome da doença e do vírus que vêm dominando as manchetes em todo o mundo só pode ser, em português, zica, e não Zika, forma inglesa. O bom é ver que a construção portuguesa (“vírus da zica”, em oposição à ordem inglesa, “Zika vírus”, e em oposição à grafia estrangeira, com “k” e inicial maiúscula) finalmente começa a ganhar popularidade:

O Correio Braziliense, por exemplo, começou a se referir, corretamente, à doença com a grafia aportuguesada por nós defendida: zica. Também já usaram a forma zica O Estado de Minas e O Povo, entre outros. E, ainda mais importante: além do Dicionário Priberam, que já registrava zica na forma aportuguesada desde o ano passado, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora (clique aqui para ver) também acaba de incluir a palavra zica:

zica

nome masculino

arbovírus do género Flavivirus, da família Flaviviridae, que se transmite pela picada de mosquitos do tipo Aedes


nome feminino

doença infeciosa, causada por este vírus, geralmente de evolução benigna,com sintomas idênticos aos da dengue ou da chicungunha mas mais leves (febre, cefaleia, dores articulares, conjuntivite, fotofobia e erupção cutânea), cujo perigo radica na sua provável associação à microcefalia em fetos de mães infetadas
De Zika, topónimo, «floresta do Uganda»
zica in Dicionário da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-02-10]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/zica

“Zika vírus” não faz sentido em português

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Como chamar em português o tal Zika virus? O vírus da zica, o vírus zica ou simplesmente o zica são as formas corretas em português, registradas até no Dicionário (clique aqui para ver). Pelas regras ortográficas da língua portuguesa (que explicamos a seguir), o nome da doença e do vírus da zica não podem, em português, ser escritos Zika.

Também não se pode falar em português “Zika vírus“, “Zika-vírus” ou “Zica vírus“, formas que só fazem sentido em inglês. É em inglês que se diz, por exemplo, “Herpes virus“, “Dengue virus” e “Ebola virus“: em português, diz-se “o vírus da herpes”, “o vírus da dengue”, “o vírus do ebola”. Logo, em português só poderia ser “o vírus da zica“, “o vírus zica” ou ainda “o zica” (como está no dicionário).

É também por influência do inglês que alguns meios de comunicação têm escrito o nome da doença em letra maiúscula. É em inglês que os nomes de doenças começam com letra maiúscula: EbolaHerpes, Hepatitis e até mesmo the Flu (a gripe). Em português, as doenças se escrevem com inicial minúscula: a gripe, a herpes, a hepatite, o câncer, o vitiligo, a malária… Logo, deve-se escrever com letras minúsculas: a doença é a zica, o vírus é o zica.

Outro erro comum é chamar a doença (cujo nome em português é simplesmente zica) de “febre Zika” – novamente por influência do inglês, em que, por exemplo, se chama “Dengue fever” à doença que em português se chama simplesmente “a dengue”.

Quanto ao uso do “c” no lugar de “k”, ressalte-se que, ao contrário do que muitos pensam, o novo Acordo Ortográfico não permite que qualquer palavra nova da língua portuguesa possa agora ser escrita com “k”, “w” ou “y”. O que o Acordo Ortográfico fez foi incluir essa três letras no alfabeto português – mas foi mantida a limitação de seu uso à escrita de nomes próprios estrangeiros (como “Kant” ou “Kuwait”) e dos derivados próprios desses nomes (como “kantismo” e “kuwaitiano”). Como explica o próprio texto do Acordo (que pode ser lido aqui): “Apesar da inclusão no alfabeto das letras k, w e y, mantiveram-se as regras quanto ao seu uso restritivo, pois existem outras letras com os mesmos sons daquelas. Se de fato se abolisse o uso restritivo dessas letras, introduzir-se-ia no sistema ortográfico do português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar, indiscriminadamente, por aquelas letras fonemas que já são transcritos por outras”.

O texto do Acordo Ortográfico não deixa dúvida: em português, o nome da doença deve escrever-se zica.

[Adendo: Recebemos, abaixo, uma excelente pergunta: “mas o nome da doença não vem do nome de uma floresta? Não é portanto derivado de nome próprio e não tem, portanto, direito de manter a letra “k”?”

Resposta: O texto do Acordo Ortográfico diz que os derivados de nomes próprios gozam desse “direito” de manter o “k”, o “w” e o “y” – na verdade, mais até que que isso: os derivados próprios de nomes estrangeiros recebem o direito exclusivo de manter qualquer outra sequência de letras ou sons estranha à ortografia portuguesa – é o caso, entre tantos outros, de: comtista, substantivo relativo a Comte; washingtoniano, referente a Washington; kantista, referente a Kant; kuwaitianos, cidadãos do Kuwait; etc. 

Repare nesses exemplos, porém: esses é que são derivados próprios: substantivos e adjetivos (e há até verbos) cujo radical é o próprio nome próprio estrangeiro, ao qual é adicionada um sufixo, resultando num vocábulo derivado, numa palavra nova. De acordo com o Dicionário Aurélio, com o Dicionário Houaiss e com o Priberam, derivados são “palavras criadas a partir de outras palavras, mediante a inserção ou extração de afixos”.

Não é o mesmo, porém, que ocorreu no nome da doença zica: não se adicionou qualquer sufixo, nem a nova palavra tem, em seu significado, a obrigatória relação com o nome próprio (diferentemente do que ocorre nos pares anteriores, em que o significado das “novas palavras” é propriamente relacionado com o nome próprio, como Comte/comtista, Kiev/kievense, etc.).

O caso da zica (que não é um derivado, mas é, sim, o próprio nome, aportuguesado e substantivado, sem qualquer derivação por adição de sufixo) é outro, assim como são outras as regras ortográficas que regem seu aportuguesamento. Não são os derivados de nomes próprios com “carta branca” para manter quaisquer sequências de letras estranhas ao português: são, antes, o próprio nome próprio que, perdendo qualquer ligação de sentido com o nome original, se tornam nomes comuns, com inicial minúscula – e com as necessárias “adaptações” gráficas a que são submetidos todas as demais palavras tradicionais da língua portuguesa. Há um sem-número de exemplos de vocábulos desse tipo – que, como “zica”, ao perder a ligação com o termo original, perderam o “direito” de manter letras estranhas, sendo 100% aportuguesados: é o caso do substantivo brasileiro gari (profissão de limpador de rua), que se escreve assim, com “i”, e não gary, embora venha do nome do francês chamado Gary; é o caso também do sanduíche, que, apesar de vir do nome inglês Sandwich, perdeu o “w” (e ganhou letras e um acento, para virar português legítimo); ou do biquíni (que, embora vindo do nome do Atol de Bikini, teve seu “k” substituído por “qu”); ou ainda caracul (nome em português de uma raça de carneiros, cujo nome vem de Karakul, localidade de proveniência da raça); ou crupe (tipo de canhão batizado em homenagem ao alemão Krupp); ou cavanhaque (batizado em homenagem ao francês Cavaignac); ou braile (apesar de seu criador se chamar Braille, com dois -ll-), ou boicote (com “i”, embora venha do nome inglês Boycott), etc.

Mesmo que o nome da floresta africana seja mantido em português sob a forma Zika, portanto, o nome da doença, em português, quando usado como substantivo comum, deve ser aportuguesado como “zica”. O próprio nome da floresta, porém, também deveria ser aportuguesado – uma vez que, como também diz o texto do Acordo Ortográfico, devem ser usadas versões aportuguesadas dos nomes próprios estrangeiras, “quando antigas na língua ou quando entrem ou quando possam vir a entrar no uso corrente”.

O texto do Acordo Ortográfico não deixa dúvida: em português, o nome da doença deve escrever-se zica.

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Doença zica (não Zika) já está no Dicionário

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É zica ou zika? É zika ou zica? Após o DicionarioeGramatica.com ter explicado por que o nome da doença chamada em inglês “Zika” só poderia ser escrito, em português, zica (com letra minúscula e com “c” – veja explicação abaixo), o sempre ágil Dicionário Priberam da Língua Portuguesa incluiu, hoje, o nome da nova doença:

zi·ca
substantivo feminino
[Medicina]  Doença infecciosa febril, acompanhada de sintomas semelhantes aos da dengue, mas mais suaves, como erupções cutâneas, dores articulares, febre baixa e dores de cabeça, causada por um vírus e transmitida ao homem pelo mosquito do género Aedes.

“zica”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/zica [consultado em 28-12-2015].

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Zika virus“, em inglês = o vírus da zica, em português. Da mesma forma que em português se chama “vírus da dengue” àquele que em inglês é o “Dengue virus” – ou que se diz em português “vírus do ebola”, “vírus da herpes”, “vírus da gripe”, “vírus da hepatite”, e não, como em inglês, “Ebola virus“, “Herpes virus“, etc. –, em português, o nome correto do novo vírus só pode ser o vírus da zica.

Em português, os nomes das doenças se escrevem com minúscula (a malária, a dengue, a gripe, o câncer, o vitiligo). Da mesma forma, deve-se escrever, em português, “a zica“.

Por pura e direta influência do inglês (em que se escreve “the Flu” para a gripe, “Ebola”, “Zika”, com maiúsculas), alguns meios de comunicação brasileiros têm escrito o nome da doença com maiúscula (o que não faz sentido em português).

Outro erro comum é chamar a doença (cujo nome em português é simplesmente zica) de “febre Zika” ou “febre zica” – novamente por influência do inglês, em que, por exemplo, se chama “Dengue fever” à doença que, em português, é simplesmente “a dengue”.

Quanto ao uso do “c” no lugar de “k”, ressalte-se que, ao contrário do que muitos pensam, o novo Acordo Ortográfico não permite que qualquer palavra nova da língua portuguesa possa agora ser escrita com “k”, “w” ou “y”. O que o Acordo Ortográfico fez (e seu texto pode ser lido aqui) foi admitir que essas três letras existem, mas que seu uso, em português, é limitado à escrita de nomes próprios estrangeiros (como “Kant” ou “Kuwait”) e seus derivados (como “kantismo” e “kuwaitiano”), mas, como explica o próprio texto do Acordo, “Apesar da inclusão no alfabeto das letras k, w e y, mantiveram-se, no entanto, as regras já fixadas anteriormente, quanto ao seu uso restritivo, pois existem outros grafemas com o mesmo valor fônico daquelas. Se, de fato, se abolisse o uso restritivo daquelas letras, introduzir-se-ia no sistema ortográfico do português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar, indiscriminadamente, por aquelas letras fonemas que já são transcritos por outras“.

Entre os poucos jornais que têm usado corretamente o nome da doença e do vírus, destacam-se o tradicional Jornal do Commercio, do Recife, e O Tempo, de Belo Horizonte; em pronunciamento oficial na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o vereador e médico Eduardo Moura também usa corretamente as formas portuguesas “a zica” e “o vírus da zica”.

vírus da zica

Karatê ou caratê? Kibe ou quibe?

Apesar de o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ter reintroduzido as letras kwy no alfabeto português, essas três letras continuam devendo ser substituídas por letras tradicionais do nosso alfabeto (c/qu, u/v e i/ai, conforme o caso) nas palavras aportuguesadas.

Deve-se escrever, portanto, em português: cartódromo (e não kartódromo); caratê (e não karatê); quibe (e não kibe); iene (a moeda do Japão) (e não yen); coala (e não koala); quilo (e não kilo); uísque (e não whisky); ioga (e não yoga), carma (e não karma), caraoquê (e não karaoke).

Segundo o que diz explicitamente  o Acordo Ortográfico, o que se fez foi simplesmente incluir essas três letras na ordem alfabética (porque “os dicionários já registram estas letras“, de modo que “na aprendizagem do alfabeto é necessário fixar qual a ordem que aquelas letras ocupam“), mas absolutamente nada mudou quanto ao uso “restritivo” que essas letras têm no nosso idioma – em que, como antes, só devem ser usadas para grafar os nomes próprios estrangeiros (como Kant, Kuwait ou Washington) e as palavras derivadas desses nomes próprios (como “kantismo“, “kuwaitiano” ou “washingtoniano“).

O item 7.1 do texto do Acordo (que pode ser lido, na íntegra, aqui) afirma explicitamente que, “Apesar da inclusão no alfabeto das letras k, w e y, mantiveram-se no entanto as regras já fixadas anteriormente, quanto ao seu uso restritivo, pois existem outras letras com o mesmo som que os de k, w e y. Se, de fato, se abolisse o uso restritivo de k, w e y, introduzir-se-ia no sistema ortográfico do português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar, indiscriminadamente, por aquelas letras fonemas que já são transcritos por outras“.

Em português é vírus zica ou vírus da zica, não “Zika virus”

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Como chamar em português o tal Zika virusVírus da zica, vírus zica ou simplesmente o zica são as formas corretas em português para chamar esse vírus.

Pelas regras ortográficas da língua portuguesa, o nome da doença e do vírus da zica não pode ser escrito Zika em português.

Também não se pode falar em português “Zika vírus“, “Zika-vírus” ou “Zica vírus“, formas que só fazem sentido em inglês. É em inglês que se diz, por exemplo, “Herpes virus“, “Dengue virus” e “Ebola virus“: em português, diz-se “o vírus da herpes”, “o vírus da dengue”, “o vírus do ebola”. Logo, em português só poderia ser “o vírus da zica“, “o vírus zica” ou ainda “o zica” (como está no dicionário Priberam e no dicionário da Porto Editora).

É também por influência do inglês que alguns meios de comunicação têm escrito o nome da doença em letra maiúscula. É em inglês que os nomes de doenças começam com letra maiúscula: EbolaHerpes, Hepatitis e até mesmo the Flu (a gripe). Em português, as doenças se escrevem com inicial minúscula: a gripe, a herpes, a hepatite, o câncer, o vitiligo, a malária… Logo, deve-se escrever com letras minúsculas: a doença é a zica, o vírus é o zica.

Outro erro comum é chamar a doença (cujo nome em português é simplesmente zica) de “febre Zika” – novamente por influência do inglês, em que, por exemplo, se chama “Dengue fever” à doença que em português se chama simplesmente “a dengue”.

Quanto ao uso do “c” no lugar de “k”, ressalte-se que, ao contrário do que muitos pensam, o novo Acordo Ortográfico não permite que qualquer palavra nova da língua portuguesa possa agora ser escrita com “k”, “w” ou “y”. O que o Acordo Ortográfico fez foi incluir essa três letras no alfabeto português – mas foi mantida a limitação de seu uso à escrita de nomes próprios estrangeiros (como “Kant” ou “Kuwait”) e dos derivados próprios desses nomes (como “kantismo” e “kuwaitiano”). Como explica o próprio texto do Acordo (que pode ser lido aqui): “Apesar da inclusão no alfabeto das letras k, w e y, mantiveram-se as regras quanto ao seu uso restritivo, pois existem outras letras com os mesmos sons daquelas. Se de fato se abolisse o uso restritivo dessas letras, introduzir-se-ia no sistema ortográfico do português mais um fator de perturbação, ou seja, a possibilidade de representar, indiscriminadamente, por aquelas letras fonemas que já são transcritos por outras”. Como o Acordo Ortográfico deixa bastante claro, nada mudou: com exceção desses derivados cultos, as palavras aportuguesadas recebem uma grafia “portuguesa”: é por isso que whisky, em português, ainda deve ser escrito uísque; e é por isso também que escrevemos caraoquê (e não karaoke), caratê (e não karate), ioga (e não yoga), coala (e não koala)… E, portanto, zica, e não zika.

Apenas os derivados próprios de nomes estrangeiros têm o “direito” de manter o “k”, o “w” e o “y” – na verdade, mais até que que isso: os derivados próprios de nomes estrangeiros recebem o direito exclusivo de manter qualquer outra sequência de letras ou sons estranha à ortografia portuguesa – é o caso, entre tantos outros, de: comtista, substantivo relativo a Comte; washingtoniano, referente a Washington; kantista, referente a Kant; kuwaitianos, cidadãos do Kuwait; etc.

Esses derivados, propriamente, são isso: substantivos e adjetivos (e há até verbos) cujo radical é o próprio nome estrangeiro, ao qual é adicionada um sufixo, resultando num vocábulo derivado, numa palavra nova. De acordo com o Dicionário Aurélio, com o Dicionário Houaiss e com o Priberam, derivados são “palavras criadas a partir de outras palavras, mediante a inserção ou extração de afixos”.

Não é o mesmo, porém, que ocorreu no nome da doença zica: embora o nome venha de uma floresta africana, não se adicionou qualquer sufixo, nem a nova palavra tem, em seu significado, a obrigatória relação com o nome próprio (diferentemente do que ocorre nos pares anteriores, em que o significado das “novas palavras” é propriamente relacionado com o nome próprio, como Comte/comtista, Kiev/kievense, etc.).

O caso da zica (que não é um derivado, mas é, sim, o próprio nome, aportuguesado e substantivado, sem qualquer derivação por adição de sufixo) é outro, assim como são outras as regras ortográficas que regem seu aportuguesamento. Não são os derivados de nomes próprios com “carta branca” para manter quaisquer sequências de letras estranhas ao português: são, antes, o próprio nome próprio que, perdendo qualquer ligação de sentido com o nome original, se tornam nomes comuns, com inicial minúscula – e com as necessárias “adaptações” gráficas a que são submetidos todas as demais palavras tradicionais da língua portuguesa. Há um sem-número de exemplos de vocábulos desse tipo – que, como “zica”, ao perder a ligação com o termo original, perderam o “direito” de manter letras estranhas, sendo 100% aportuguesados: é o caso do substantivo brasileiro gari (profissão de limpador de rua), que se escreve assim, com “i”, e não gary, embora venha do nome do francês chamado Gary; é o caso também do sanduíche, que, apesar de vir do nome inglês Sandwich, perdeu o “w” (e ganhou letras e um acento, para virar português legítimo); ou do biquíni (que, embora vindo do nome do Atol de Bikini, teve seu “k” substituído por “qu”); ou ainda caracul (nome em português de uma raça de carneiros, cujo nome vem de Karakul, localidade de proveniência da raça); ou crupe (tipo de canhão batizado em homenagem ao alemão Krupp); ou cavanhaque (batizado em homenagem ao francês Cavaignac); ou braile (apesar de seu criador se chamar Braille, com dois -ll-), ou boicote (com “i”, embora venha do nome inglês Boycott), etc.

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